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Trabalho realizado por:
► Maria Isabel Gonçalves da Rocha
► Prof. Valcir Rocha - Orientador |
Artigo Monográfico apresentado em cumprimento as exigências para a obtenção do título de Especialista em Atividades Recreativas no Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Atividades Recreativas da Pré-Escola a 3ª Idade.
FACULDADES INTEGRADAS MARIA THEREZA |
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ESTUDO SOBRE A POSSIBILIDADE DA UTILIZAÇÃO DE ATIVIDADES LÚDICAS AQUÁTICAS ENQUANTO ESTRATÉGIA PARA O RESGATE DA AUTO-IMAGEM EM GRUPO DE 3ª IDADE |
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Palavras-chave:
atividades lúdicas aquáticas, auto-imagem, 3ª idade. No cotidiano
da vida, no dia-a-dia, vemos as mais diversas formas de
discriminação. O envelhecimento é talvez uma das mais concorridas.
Contudo, hoje, entidades estão lutando pelos direitos dos cidadãos
idosos, providenciando o cumprimento de leis existentes, e por
medidas mais eficazes que inibam e coibam atitudes de maus tratos,
deseducadas e a falta de urbanidade do qual o idoso é alvo frágil e
fácil (ALVES, 2003). A capacidade
física dos idosos está limitada por alguns fatores fisiológicos:
diminuição da potência muscular, fragilidade óssea, doença
degenerativa e perda da elasticidade do tecido conjuntivo. Os fatores que
afetam o sistema nervoso central são os que, com maior freqüências,
produzem incapacidades no transcurso dos anos. Variações das
atividades mentais como a diminuição de atenção, perda progressiva
de memória e instabilidade emocional, adicionadas às alterações da
atividade neurológica como diminuição dos reflexos e dificuldade em
realizar movimentos, além das alterações sensoriais decorrentes do
processo do envelhecimento (ASSIS, 1998). Os idosos
mostram-se ansiosos quanto à sua segurança, à sua saúde, às relações
familiares e cansam-se mais facilmente à medida que a idade aumenta.
Não aprendem tão rapidamente nem retém as informações recebidas como
as pessoas jovens, portanto nas atividades lúdicas aquáticas os
objetivos devem ser direcionados para estas características
peculiares dos idosos. As atividades
aquáticas devem ser: atraentes, diversificadas, com intensidade
moderada, de baixo impacto - nas estruturas musculares, esqueléticas
e articulares - realizados de forma gradual, e promover a
aproximação social, sendo desenvolvidos de preferência
coletivamente, respeitando as individualidades de cada um, sem
estimular atividades competitivas pois tanto a ansiedade como o
esforço aumentam os fatores de risco. Através do
estímulo ao auto-conhecimento e ao autocuidado, gerando uma melhoria
na auto-estima, o idoso tem condições de lidar com seus potenciais e
a partir daí construir uma maneira própria de se relacionar com o
meio social, atuando nele mais autonomamente. Basicamente,
procura-se que o idoso tenha um desempenho mais independente
possível, enfatizando as áreas de auto-cuidado, do trabalho
remunerado ou não, do lazer, da manutenção de seus direitos e papéis
sociais (VIEIRA, 1996). A
justificativa da pesquisa é que atualmente, as pessoas que fazem
parte da faixa etária da 3ª idade, têm uma maior aceitação, um maior
prazer, um maior conformismo em relação a envelhecer. O idoso vem
conseguindo através de atividades lúdicas aquáticas receber uma vida
mais saudável e ativa a um grupo de pessoas que até pouco tempo não
tinha atenção que mereciam, por tudo que fizeram a sociedade. Este conceito
vem mostrando principalmente ao idoso, o que ele é capaz de fazer e
conseguir, mesmo atingindo uma idade considerada inativa por grande
parte da população. Os objetivos
da pesquisa são de identificar se as atividades lúdicas aquáticas
levam a auto-imagem do referido grupo da 3ª idade; verificar de que
forma a prática de atividade lúdica aquática pode levar a melhoria
da auto-estima do grupo da 3ª idade e a constatação se há alteração
do hábito de vida e rotina diária com a prática de atividades
lúdicas aquática em pessoas da 3ª idade. A relevância
se dá através de atividades lúdicas aquáticas onde se é possível
alcançar níveis bastante satisfatórios de desempenho físico, gerando
autoconfiança, satisfação, bem-estar psicológico e interação social,
Deve-se levar em conta que o equilíbrio entre as limitações e as
potencialidades da pessoa idosa ajudam a lidar com as inevitáveis
perdas decorrentes do envelhecimento (GOMES, 2001). O estudo do
tema visa aprimorar o questionamento da atuação de atividades
lúdicas aquáticas na melhora da auto-imagem em pessoas da 3ª idade
fazendo com que tanto a ciência quanto à sociedade, tenham um
enfoque de conhecimento sobre o tema.
Auto-estima:
Estima por si mesmo. (XIMENES, p. 98, 1999) Enfermidade:
Falta de saúde; doença; moléstia. (XIMENES, p. 251, 1999) Esquema
Corporal: Um modelo postural do próprio corpo incluindo as relações
entre as partes do corpo e as relações entre o corpo e o ambiente.
(XIMENES, p. 272, 1999) Inexorável:
Implacável; inabalável; severo, austero. (XIMENES, p. 349, 1999) Lúdico:
Relativo a, ou que tem caráter de jogos ou divertimentos. (XIMENES,
p. 387, 1999) Propriocepção:
Percepção e sensação dos movimentos e posição do corpo. (XIMENES, p.
490, 1999). Prótese:
Substituto artificial de parte do corpo (dente, braço, etc.)
retirada cirurgicamente ou perdida em acidente . (XIMENES, p. 495,
1999) Tônus: Estado
particular de tensão no qual se encontram os músculos durante a fase
de repouso. (XIMENES, p. 579, 1999)
De acordo com
Alves (2003), a velhice ou terceira idade é o período que se inicia
aos 55 anos, após o indivíduo ter atingido e vivenciado as
realizações pessoais na fase da maturidade. De acordo com
o IBGE, a população brasileira com mais de 60 anos de idade que já
soma 13,5 milhões de pessoas. Este número representa 8,7% da
população do país. Em países do primeiro mundo a população de idosos
fica em torno de 15%. Os índices
apontam para um aumento significativo de idosos nos próximos anos,
estando a previsão de se dobrar o número no ano de 2020, chegando a
27 milhões. Isto ocorrerá devido a queda nas taxas de fecundidade e
de mortalidade observadas em nossa população. A população de idosos
está aumentando e com saúde. A expectativa
de vida média atual do brasileiro é de 67 anos e 8 meses, sendo
maior para as mulheres (71 anos e 7 meses) quando comparada com os
homens (64 anos e 1 mês). Na busca de
uma resposta do que é a velhice encontram-se preconceitos,
contradições e associações de que a idade avançada está ligada ao
declínio, à inferioridade. O conflito
psicossocial básico da velhice é a integridade do ego (estrutura da
personalidade) e o desespero. Envelhecer assusta. Mas quem consegue
encarar como uma nova fase da vida, cheia de desafios a enfrentar,
aproveita-a muito bem. É preciso apenas se preparar para esse
período da existência humana, tanto física como espiritualmente –
renovar os objetivos de vida, manter-se ativo e com a mente ocupada
(NEGRINE, 2000). De modo geral
associa-se idoso e velhice à enfermidade. É muito cômodo e inexato
concluir que a velhice representa enfermidade generalizada. Doença e
redução de capacidade não são a mesma coisa, embora apresentem
desvios semelhantes em relação a um estado de saúde “ideal”. O hábito de se
considerar a velhice como doença impede, na maioria dos casos, que a
própria pessoa idosa, e às vezes até sua família, realize esforços
no sentido de buscar uma boa forma. Quando o
indivíduo, por variados motivos, não consegue passar essa fase da
vida aceitando suas transformações e seu declínio físico, fica
impedido de suportar mudanças de meio, opiniões, dependências,
esquivando-se a novas situações e se deixando levar pelo declínio
físico e mental. É inevitável que sejam comprometidas, num maior ou
menor grau, suas funções físicas e psíquicas, em velocidade desigual
nos diversos aparelhos e sistemas orgânicos em diferentes pessoas. É
importante que não só os idosos, como também a sociedade, passem a
ver a terceira idade não como doença, mas como um período em que
diminuem somente as suas potencialidades. No que tange às mudanças, biologicamente pode ser considerado um período de involução.
Primeiramente
as reservas orgânicas são diminuídas. A relação com o meio torna-se
muito sensível, o corpo fica suscetível às intempéries climáticas,
infecciosas, físicas e químicas, o esforço é mais difícil, as
necessidades alimentares mudam (a quantidade de ingestão diminui), o
ritmo do sono é alterado, a sexualidade é alterada e a prática
diminuída também. Ao nível do sistema nervoso ocorre uma diminuição
em peso e volume do cérebro e conseqüente deterioração intelectual,
interferindo na performance e coordenação sensório-motora. O
indivíduo passa a ter dificuldade de adaptação a situações novas e
tanto a visão como a audição é afetada com o envelhecimento (ALVES,
2003). Em relação às
qualidades motoras básicas, essa deteriorização não é a mesma quando
o indivíduo executou atividade física anterior e periódica. Ocorre,
é claro, uma redução da capacidade de aprendizagem, tornando-se mais
lenta. No aspecto motor há um agravamento de suas qualidades motoras
básicas como agilidade, destreza, velocidade e força. Há menos massa
muscular e diminuição do tônus, podendo emergir a atrofia muscular.
A postura
corporal é modificada, com o curvamento gradativo do corpo para
frente e o achatamento das cartilagens intervertebrais, ocasionando
a redução da estatura do indivíduo. O número e o tamanho das fibras
musculares vão diminuindo, embora os músculos propriamente ditos
permaneçam basicamente em boas condições até uma idade bastante
avançada. A flacidez aumenta, devido ao acúmulo de gordura na região
subcutânea e os ossos tendem a perder cálcio e a se tornarem
quebradiços. As capacidades cardiovascular e respiratória ficam agravadas com o aumento do sedentarismo.
Durante a
expiração, as pessoas idosas retêm mais ar nos pulmões e a troca
gasosa fica deficitária, incidindo nessas capacidades. Os vasos
sangüíneos estão menos elásticos e mais estreitos, aumentando a
resistência ao fluxo sangüíneo, podendo ocasionar a hipertensão.
Percebe-se que o sistema renal não funciona com a mesma eficiência,
podendo essa dificuldade ser reduzida com a atividade física. Contudo, dando
ou não a forma e as condições para que o envelhecimento seja normal,
ainda que o tempo de vida se prolongue, ainda que as pessoas idosas
encontrem proteção e segurança, o ser humano fatalmente morrerá. A
morte é o fecho de um ciclo que começa com a separação do indivíduo
do mundo intra-uterino pelo nascimento e que termina com o retorno
simbólico a um estado de paz e silêncio.
Em relação à
terceira idade, num país essencialmente jovem como o nosso, o que
encontramos são atividades e infra-estruturas voltadas para a
juventude, deixando o idoso de lado. E isso sem considerar a
dificuldade em toda a sua essência de alterações morais e
tecnológicas em direção ao futuro, ou seja, desde o hambúrguer com
batata frita e a correria contra o relógio das pessoas nas ruas até
a comunicação pelo fax, e-mail e computador ou internet (NEGRINE,
2000). Neste novo
milênio que acabamos de entrar, ainda podemos encontrar idosos que
no final de suas vidas vêem-se condenados ao isolamento social e
cultural pela fragmentação da família, aposentadoria e por uma
política insatisfatória de atendimento às necessidades. A essas
condições soma-se o declínio funcional, mental e físico. A velhice não
precisa necessariamente ser um período de declínio e decadência e,
quando saudável, é uma fase natural da existência, com possibilidade
de renovações, mudanças e realizações. Com o advento de inúmeros
medicamentos que permitiram maior controle e tratamento mais eficaz
das doenças infecto-contagiosas e crônico-degenerativas, aliadas aos
avançados métodos diagnósticos e ao desenvolvimento de técnicas
cirúrgicas cada vez mais sofisticadas e eficientes, houve aumento
significativo da expectativa de vida do homem moderno. Segundo Vieira
(1996), esse Brasil está envelhecendo, e sem nenhum preparo para
isso. Enquanto a faixa etária de 0 a 15 anos cresce numa porcentagem
de 0,5% ao ano, a população com mais de 65 anos aumenta 3%. O que
mais nos assusta são os dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e
Gerontologia (1996) nos informando que, no ano 2000, mais de 5
milhões de pessoas terão ultrapassado a marca dos 70, com 10% dessa
população acima dos 80 anos. E grande parte desses indivíduos
precisando de cuidados médicos específicos. Vemos com isso que o
Brasil não está equipado para enfrentar essa “carga” de anos. Desde
dificuldades governamentais e financeiras, como a aposentadoria até
auto-assistenciais e de moradia. Essa postura
precisa mudar. Há necessidade de se buscar a visão da educação
permanente para a terceira idade. Entende-se como educação
permanente, a capacidade ininterrupta de aperfeiçoamento educacional
em direção a alguma meta atingível enquanto busca constante de uma
situação melhor, divorciado da noção de resultados definitivos e
voltada sempre para o alcance de uma situação ideal, que sabemos, é
inatingível. As evidências
demonstram que o melhor modo de otimizar e promover a saúde no idoso
é prevenindo seus problemas médicos mais freqüentes, para isso
vários estudos tem documentado que um estilo de vida, considerado
saudável, deve incluir exercícios regulares, uma nutrição sadia,
ingestão moderada ou abstenção de álcool, participação em atividades
significativas, tempo adequado de sono e abstenção do fumo.
Idade e Cultura
Em muitas
culturas e civilizações, principalmente as orientais, o velho, o
idoso é visto com respeito e veneração, representando uma fonte de
experiência, do valioso saber acumulado ao longo dos anos, da
prudência e da reflexão. Enquanto em outras, o idoso representa "o
velho", "o ultrapassado" e "a falência múltipla do potencial do ser
humano". A velhice é um
processo pessoal, natural, indiscutível e inevitável, para qualquer
ser humano, na evolução da vida. Nessa fase sempre ocorrem mudanças
biológicas, fisiológicas, psicossociais, econômicas e políticas que
compõe o cotidiano das pessoas. Há duas formas
básicas de ocorrer essas mudanças, de maneira consciente e tranqüila
ou ser sentida com grande intensidade, tudo dependerá da relação da
pessoa com a velhice. Os sinais característicos dessas mudanças são
nítidos por conta da ação do tempo e social. Vejamos abaixo alguma
delas: Mudanças
Físicas: gradual e progressivas: aparecimento de rugas e progressiva
perda da elasticidade e viço da pele; diminuição da força muscular,
da agilidade e da mobilidade das articulações; aparição de cabelos
brancos e perda dos cabelos entre os indivíduos do sexo masculino;
redução da acuidade sensorial, da capacidade auditiva e visual;
distúrbios do sistema respiratório, circulatório; alteração da
memória e outras (FONSECA, 1999). Mudanças
Psicossociais: modificações afetivas e cognitivas: efeitos
fisiológicos do envelhecimento; consciência da aproximação do fim da
vida; suspensão da atividade profissional por aposentadoria:
sensação de inutilidade; solidão; afastamento de pessoas de outras
faixas etárias; segregação familiar; dificuldade econômica; declínio
no prestígio social, experiências e de valores e outras. Mudanças
Funcionais: necessidade cotidiana de ajuda para desempenhar as
atividades básicas. Mudanças
Sócio-econômico: acontecem quando a pessoa se aposenta. Estudos
recentes comprovam que o avanço da idade não determina a
deterioração da inteligência, pois ela está associada à educação, ao
padrão de vida, a vitalidade física, mental e emocional. Também é
preciso perder o preconceito sobre a idade cronológica das pessoas.
Pode-se afirmar que há jovens com 20, 40 ou 90 anos de idade, tudo
dependerá da postura e do interesse de cada um. O
envelhecimento se caracteriza por algumas perdas das capacidades
fisiológicas dos órgãos, dos sistemas e de adaptação a certas
situações de estresse (CHAZAUD, 2001). Tal fenômeno é
universal, progressivo, na maioria das vezes irreversível e
resultará num aumento exponencial da mortalidade com a idade, bem
como mais probabilidade de doenças. No entanto, a grande
disponibilidade alimentos, os conhecimentos de uma alimentação
balanceada, da necessidade de exercícios físicos constantes e das
vantagens de se viver em um ambiente saudável, além dos progressos
da medicina, têm levado a subverter este conceito e aumentar a
longevidade. Mais do que em
qualquer época da vida, a pessoa idosa é um todo. Os problemas
somáticos podem refletir dificuldades psicológicas e vice-versa.
Nada é inócuo. Apesar disso,
no interior de uma mesma espécie, como no ser humano, os indivíduos
vão apresentar freqüentemente caminhos variáveis no momento e na
progressão do seu envelhecimento. Certos fatores externos não
influenciam igualmente a diferenciação do envelhecimento: o clima, a
profissão, a poluição, o meio sócio-cultural, as radiações, a
nutrição etc. Enquanto, no próprio organismo, o envelhecimento dos
diversos sistemas fisiológicos também não é sincrônico, uma vez que
suas involuções não começam ao mesmo momento, nem atingem a mesma
intensidade, resultando graus diferentes de senilidade (HERMOGENES,
2003). Este
envelhecimento diferencial envolve preferencialmente os órgãos
efetores e resulta de processos intrínsecos que se manifestam a
nível dos órgãos, dos tecidos e nas células. Assim, a pele,
sujeita a mais intempéries, lesões e radiações, envelhecerá mais
rápido e mais precocemente que o fígado, por exemplo. As
complicações vasculares afetarão o sistema cardíaco principalmente,
e serão prevalentes nas pessoas de mais de 65 anos, em conseqüência
da arteriosclerose acumulada pela má alimentação, pelo estresse,
possível contaminação bacteriana etc, mas poderão ocorrer mais cedo
ou mais tarde de acordo com os hábitos prevalentes e a resistência
orgânica especifica. Negrine (2000)
é ainda atual na sua assertiva: de que aquilo que o homem mais
precisa é sentir seguro em seu amor próprio. Quando o idoso se
depara com a realidade intrínseca de uma condição ignóbil, os
problemas de adaptação podem se multiplicar. Basicamente, o
idoso caminha para as diversas gerações, distintas da sua sob todos
os aspectos. Uma estrutura de condições sociais e de papéis, de
costumes e regras de comportamento muitas vezes inaceitáveis pode
tornar-se incompreensíveis para ele. Contrariando o
pressuposto que o idoso é abandonado pelos familiares, percebemos
que alguns os superprotegem, limitando ainda mais o seu espaço. Tão importante
quanto oferecer oportunidades educacionais na infância é também,
igualmente, importante oferecer condições para que pessoas da 3ª
idade recuperem oportunidades perdidas e vivenciem situações de
estudo e aprendizagens (MEUR e STAES, 1999). Inicialmente
trataremos da influência da variável demográfica, uma das mais
importantes. Os dados
demográficos nos indicam que, a partir do ano 2000, em especial, a
população brasileira de sessenta anos ou mais apresenta taxas de
crescimento oito vezes superiores às taxas de crescimento da
população jovem: o Brasil está cotado para ser o sexto país com
maior população idosa do mundo. A previsão é que em 2010 tenhamos
18.114.300 idosos e em 2020 - 27.173.600 idosos. Segundo Vieira
(1996), ao contrário do que se pensa e, inclusive, é rotineiramente
divulgado nos meios de comunicação, esse envelhecimento se deve,
preponderantemente, à diminuição de filhos das mulheres
(fecundidade) e não à diminuição da mortalidade. Para Palma
(2000), no Brasil e em quase todos os países em desenvolvimento,
excetuando-se talvez alguns países africanos, há uma diminuição de
fecundidade, geralmente rápida, paralela a uma diminuição da
mortalidade, fenômeno demorado “transição demográfica” e que tem
produzido transformações na pirâmide populacional no sentido de
retangularização que registra o envelhecimento. A Unesco, em
1972, festejou o lançamento do Relatório da Comissão Internacional
sobre Desenvolvimento da Educação, Aprendendo a ser. Segundo este
documento, elaborado sob a coordenação do francês Edgar Faure, o
século XXI exigirá de todos nós grande capacidade de autonomia e
discernimento, juntamente com o reforço da responsabilidade pessoal
na realização de um destino coletivo (GEIS, 2003). Chama a
atenção ainda para outra exigência, a de não deixar sem explorar
nenhum dos talentos que constituem como que tesouros escondidos no
interior de cada ser humano: memória, raciocínio, capacidades
físicas, sentido estético, facilidade de comunicação com os outros.
Há uma
recomendação para dar oportunidades de educação ao longo de toda a
vida para toda a sociedade e com isto, todos tenham como acompanhar
e adaptar-se constantemente às transformações, valorizando os
saberes básicos da experiência humana. Em 1996 –
Relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre a Educação
para no Século XXI, cujo tema central é Educação, um tesouro a
descobrir. O conceito de educação ao longo de toda a vida, aparece
como uma chave de acesso ao século XXI. Este documento sugere uma
educação permanente, dirigida às necessidades das sociedades
modernas, pois deve-se aprender ao longo de toda a vida. Cabendo à
educação contribuir para permitir às pessoas, desde a infância até
ao fim da vida, obter um conhecimento dinâmico do mundo, dos outros
e de si mesma, combinando os quatro pilares de educação: aprender e
conhecer – cultura geral, aprender e fazer aprender a ser e aprender
a viver juntos. A Política
Nacional do Idoso – PNI – Lei n.º 8842 visa assegurar vários
direitos sociais dos idosos e na área de educação, apresenta como
caminhos, dentre outros: Segundo
Hathaway (2003), o envelhecimento é tratado, na maioria das vezes,
como um fenômeno de declínio. Mas o curso de vida humana é muito
mais que um resultado inevitável da biologia. O
desenvolvimento humano e conseqüentemente o envelhecimento, refletem
a influência da genética e da cultura. Ao longo da vida acumula-se
um conhecimento sobre a condução e o sentido da vida e, sob
condições favoráveis, fica organizado de modo que pode
transformar-se em algo muito especial: “ Sabedoria”. Este
conhecimento pode ser poderoso o bastante para compensar, ao menos
em parte, as perdas biológicas. Em alguns casos, a cultura pode
exceder os limites biológicos. A inteligência
mecânica, como um processamento básico da informação, declina com o
passar da idade, já a Inteligência Pragmática, como conhecimento
cultural pode manter-se até o final de nossa vida. Segundo
Gutierres Filho (2003), a idéia de envelhecimento bem-sucedido,
ideal, uma longa velhice, sem perda do vigor físico e da agilidade
mental do jovem, atrai o interesse das pessoas desde a antigüidade.
Desde os
tempos mais remotos, os indivíduos que possuíam sabedoria,
freqüentemente, assumiam posição de destaque na sociedade e tinham o
respeito da comunidade. Isto porque, em tempos antigos, em culturas
mais tradicionais e implicitamente em todas as civilizações
orientais, o acúmulo dos anos na vida de alguns significava um
acúmulo da sabedoria. Na atualidade,
diversos estudiosos dão ênfase à variedade de forças ligadas à longa
existência, como calma, tranqüilidade, liberdade e sabedoria. Para Alves
(2003), “a sabedoria é uma função pertinente ao crescimento ao longo
da vida, uma forma rara de especialização cognitiva, perfeição
excessivamente difícil de ser atingida em sua totalidade”.
Entenda-se, bem difícil mas possível de ser atingida. Fonseca (1999)
afirma que segundo importantes dicionários, a sabedoria foi definida
como sendo uma “introspecção e um conhecimento sobre si mesmo e o
mundo e parece ser uma espécie de julgamento no caso de difíceis
problemas da vida” Bem, a questão
do envelhecimento bem-sucedido envolve aspectos que exigem das
pessoas uma dose significativa de “sabedoria” para entender como
agir diante de transformações tão profundas e muitas vezes difíceis
de serem assimiladas. É comum
ouvirmos declarações de pessoas que envelheceram, de que “não sabiam
o quanto era difícil envelhecer” ou mesmo de que “não se prepararam
para envelhecer”. O
envelhecimento satisfatório compreende um equilíbrio entre as perdas
e os ganhos do envelhecimento. Em termos biológicos, as perdas são
muitas, pois como disse Hathaway (2003), “a biologia é inexorável”.
Então o que sobra, o que nos resta ao envelhecer? Os estudos e
pesquisas indicam que a sabedoria seria este ganho e talvez, ganho
único, deste processo de envelhecimento. Mas sabemos
muito pouco ou mesmo quase nada, de como é possível incluir em nosso
dia-a-dia, atitudes sábias e que venham a melhorar a nossa vida e a
nossa convivência diária. Porém, há um
conjunto de critérios compreendido neste tão amplo conceito e que,
uma vez conhecido, poderá nos permitir um envelhecimento que seja
verdadeiramente considerado como satisfatório, bem-sucedido.
A compreensão
do estado emocional de um idoso implica na contextualização de sua
história de vida, considerando que suas reações emocionais
provavelmente estão diretamente relacionadas com as vivências que
acumulou no transcorrer de sua existência. Alguns
aspectos são considerados essenciais a um envelhecimento
bem-sucedido, que dependerá de equilíbrio efetivo entre a satisfação
de suas necessidades pessoais e a de seus objetos de amor; maior
tolerância às frustrações e controle dos impulsos agressivos, uma
auto-imagem positiva e maior eficácia na avaliação da realidade
(BLAZER, 2001). Um
envelhecimento bem-sucedido relaciona-se à maneira pela qual um
idoso consegue adaptar-se às inúmeras situações de ganhos e perdas
com as quais se depara. Como, por exemplo a aposentadoria, mudanças
nos papéis sociais, perda de entes queridos, maior distanciamento
dos filhos, perdas cognitivas e de funções orgânicas, alterações na
própria auto-imagem e consciência da maior proximidade da morte. Adaptação, no
entanto, é diferente de resignação. Ao se adaptar, um indivíduo
continua a viver utilizando-se de estratégias que o auxiliam na
conservação de sua auto-estima, mantendo um equilíbrio mínimo e o
estimulando a enfrentar novos desafios. Os aspectos
positivos relacionados a esta fase da vida dizem respeito ao acúmulo
de experiência e à compreensão ampla, realista e objetiva da própria
existência. Sua contribuição na construção da história viva de uma
sociedade é fundamental e se relaciona à valorização de seu passado
e de seus conhecimentos e vivências (DUARTE, 2000). A diminuição
fisiológica de algumas funções cognitivas representa um dos maiores
fantasmas para os idosos por significar uma ameaça ao seu bem-estar
e à sua auto-estima. As perdas neurológicas, no entanto, são as
primeiras a aparecerem. Do nascimento, a partir de um total de cerca
de 10 bilhões, há uma perda de 50.000 neurônios por dia. Estudos
indicam que nos idosos estas perdas situam-se na faixa de 20 a 40%.
Apesar desta diminuição progressiva, ela não impede o funcionamento
mental e psicológico do idoso. As funções
intelectuais mais atingidas são a memória, o tempo de reação e a
percepção, estas últimas são expressas pela redução da capacidade de
receber e tratar informações provenientes do meio ambiente,
prejudicando sua capacidade de interação e interferindo na sua
capacidade de adaptação. Aos profissionais cabe auxiliar os idosos
na adaptação frente a estas perdas, de modo que eles possam se
manter alertas e em contato com o meio. As mudanças
físicas percebidas pelo idoso são encaradas por ponto de vista
distinto. O pessimista vê a mudança como negativa e a classifica
como perda; o otimista vê a mudança como positiva e a chama de
ganho. Da mesma forma o cabelo branco é uma mudança normal da idade
que não afeta a saúde. Se é uma perda ou um ganho, depende do ponto
de vista sob o qual este fato é vivenciado . O indivíduo
desenvolve uma imagem de si mesmo através de um processo contínuo
que é determinado pela vida individual mas que se estrutura na ação
social. A auto-imagem está sempre em mudança, na medida em que o
indivíduo cresce e se desenvolve, acrescentando a seu quadro pessoal
de referências novas dimensões que alteram substancialmente a
percepção de si mesmo e do mundo que o rodeia. Dentro dessa
concepção, o indivíduo da terceira idade reflete na sua auto-imagem
a história da sua vida; e o modo como ele percebe a si mesmo é
conseqüência de suas experiências vitais (BLAZER, 2001). A auto-estima,
tem gradações e mudanças que possibilitam as diferentes imagens e
que resultam das experiências estabelecidas no intercâmbio humano. É
precisamente porque a inter-relação entre auto-imagem e auto-estima
é tão íntima, que uma depende da outra e conseqüentemente, as
próprias gradações e mudanças são simultâneas em ambas quando
acontecem. Quando uma é alta em relação a algum critério adotado,
ambas são altas; quando uma é baixa, ambas são baixas. A auto-estima
alta surge de experiências positivas com a vida e com a afeição,
enquanto a auto-estima baixa resulta de fatores negativos. Os idosos
praticantes de atividade física têm características de personalidade
mais positivas do que idosos não praticantes. As pessoas que sempre
fizeram atividade física mostram-se mais confiantes e emocionalmente
mais seguras. Idosos fisicamente ativos tendem a ter melhor saúde e
mais facilidade para lidar com situações de estresse e tensão e
atitudes mais positivas para as atividades de vida diária, a relação
entre atividade física e satisfação de vida mostram que os
sentimentos positivos de auto-estima e auto-imagem são prevalecentes
em tal relação (BLAZER, 2001). Para Gutierres
Filho (2003), trabalhar com a ludicidade na água é, além de
prazeiroso, altamente facilitador, pois a densidade e o peso
específico da água possibilitam uma grande redução do peso corporal
sobre as articulações, fazendo com que a flutuação vença a ação da
gravidade. Os movimentos globais ou segmentares, mesmo sem muita
força e amplitude, estimulam a proprioceptividade, contribuindo para
a estruturação do esquema corporal. Esse é um dos fatores
fundamentais para a aprendizagem das habilidades aquáticas em
qualquer faixa etária. O comportamento aquático dependerá da
integração de dados que o cérebro organizar e o corpo experimentar. A todo
instante o corpo recebe informações táteis, visuais, auditivas e
cinestésicas que, enviadas ao cérebro passam pelo tráfego
neurológico, dando respostas corporais adequadas ou inadequadas,
dependendo da organização cerebral. E sendo a água
um elemento altamente prazeiroso, podemos utilizá-la como estratégia
na aplicação de atividades lúdicas no trabalho de natação adaptada.
Dentro da água desaparecem as barreiras que marginalizam os
deficientes (como cadeiras de rodas, bengalas, muletas, próteses
...). Nesse ambiente, aquele que vive a dependência passa a
experimentar o prazer da autonomia em seus movimentos. Sabendo que o
excepcional é aquele que não consegue disfarçar, tomamos a postura,
educadores físicos, de terapeutas, "cirurgiões plásticos" da emoção
e da ação. O objetivo
visa, fundamentalmente, o bem-estar, a reestruturação da
autoconfiança – muitas vezes perdida – e o prazer da realização. Os
benefícios desse trabalho promovem uma melhor adequação funcional,
motora e social nos elementos acometidos de diferentes
comprometimentos. De acordo com
Bueno (1998), associar o vivido aos objetivos predeterminados é a
base dessa aprendizagem, as atividades corporais e as atividades
relacionais devem ser consideradas complementares, evoluindo
conjuntamente para uma concreta expressão corporal. Pouco a pouco,
à medida que o indivíduo vai vivenciando por meio do resgate do
prazer corporal a consciência de suas ações, sua relação com o mundo
torna-se mais consistente e mais proveitosa. Bueno (1998) diz que
“cada tomada de consciência é um ato criador”, referindo-se aqui à
importância da vivência e sua relação com o ato criativo. Num trabalho
lúdico na água com idosos, a proposta a ser apresentada deve evoluir
com a demanda do grupo. Precisa-se acreditar que todo indivíduo
possui carga para o outro, sendo latente em alguns e encoberta em
outros. Entretanto, a capacidade de criação não pode ser comandada
(AFONSO JÚNIOR, 2005). À medida que
se desenvolvem as vivências, os movimentos criativos vão nascendo
naturalmente, os gestos vão adquirindo significados e expressando
autenticamente seus desejos e demandas. Aos poucos, pelo
aprofundamento e condução das atividades, os indivíduos passam a
expressar mais claramente suas emoções por meio do movimento,
libertando-se pouco a pouco de seus bloqueios em atividades
espontâneas e estabelecendo uma relação mais estruturada consigo
mesmos, reconstruindo sua auto-imagem. A proposta de
trabalho nas sessões de atividades lúdicas aquática tem dupla
vertente: por um lado, procura-se suscitar idéias, propor,
estimular, desafiar... “enriquecer a motivação para a realidade água
que, deixada a atuar, irá provocar-lhes e exigir-lhes mobilidade,
curiosidade e experimentação”, a fim de que manipulem essa água, a
tratem e operem nela. Por outro, os aspectos relacionais situam-se
no âmbito da intervenção afetivo-emocional. Nesse sentido, a
afetividade, a ternura, baseadas no toque corporal são fundamentais,
pois permitir ser tocado e tocar também faz parte das relações
humanas. O toque corporal é a interligação da sua segurança
emocional, que se inicia e se investe no processo de familiarização,
adaptação e confiança deles na água, com o mundo dos objetos e dos
seres humanos que os rodeiam. O calor humano estabelecido nas ações
do indivíduo, salientando a importância da qualidade do afeto nas
relações corporais. Simbolicamente
um material regressivo (meio intra-uterino), principalmente quando é
morno, favorecendo a sensualidade e a afetividade no contato
corporal, podendo também ser propiciador de atividade tônica
(contraste do quente e frio). Favorece a relação e o limite na
piscina propriamente dita, onde um grande volume de água tem
significados muito diferentes dos de pouca quantidade (BUENO, 1998). São diversos
os materiais utilizados no meio líquido, onde referem-se mais à
utilização da coordenação motora fina, no aspecto funcional
psicomotor e na elaboração de situações-problemas em cima do vivido
(MOURA, 2003). O espaço onde
o material está inserido, o sujeito e o conteúdo do sujeito
representam a coesão e estrutura do trabalho lúdico aquático. As pranchas
retangulares ou de outras formas mais criativas, servem para
atividades de equilíbrio dinâmico e jogos em grupo. Os tubos
flutuantes, pranchas e colchonetes de um metro de diâmetro,
favorecem jogos de equilíbrio e desequilíbrio, podendo ser
transformados em casas ou túneis, propiciando atividades
sensório-motoras e simbólicas. Se forem de
espessura pequena, bem flexíveis e coloridas, são interessantes para
exploração da sensação cinestésica e pelo envolvimento com o corpo,
podendo suscitar situações simbólicas importantes de envolvimento e
afetividade, como também trazer lembranças de animais que tocam o
corpo da pessoa na água, assemelhando-se à sua textura. Os arcos na
água são materiais muito usados para se entrar e sair, para
“mergulhar”, para envolver, para se explorar as situações de
desequilíbrio que a água propicia em função de suas características,
bem como outras situações mais técnicas, como a de facilitar com
pouco ponto de apoio e referência, nos remetendo sempre a um
objetivo de facilitar a autoconfiança. A
possibilidade de utilização dos diversos materiais citados e de
outros talvez esquecidos permite estruturar situações de vivência
corporal objetivando atingir a plenitude dessa interrelação entre
atividades aquáticas e ludicidade. A possibilidade de explorar o
material livremente e a observação do outro nessa exploração
propiciam naturalmente a aquisição e a exercitação dos conceitos
psicomotores e sociais em relação a seu próprio corpo. A variedade
de materiais deve ser incentivada para auxiliar o indivíduo
iniciante, que o utiliza como objeto de reforço, quando são
aplicadas duas atividades iguais modificando-se apenas o material,
impedindo com isso que a dificuldade de adaptação a mudanças e ao
novo se instale com tanta intensidade (LORDA, 2000). No aspecto
cognitivo, a utilização de materiais lúdicos e situações-problemas
propiciam ao idoso descobrir outras formas de lidar com seu corpo e
com isso adquirir novas referências espaciais e corporais,
contribuindo para a aquisição de um adequado esquema e imagem
corporal e uma conseqüente organização tônico-emocional (FERREIRA,
2002). Reforçando,
isso não substitui o próprio material de que dispomos, o nosso
corpo, sobre o qual inúmeras progressões podem ser efetuadas
conforme a intimidade do indivíduo com seu próprio corpo e com o
meio líquido, de forma individual ou grupal, lúdica ou orientada.
As mudanças
fisiológicas, psicológicas e sociais que ocorrem com o processo de
envelhecimento, vão influenciar de maneira decisiva no comportamento
da pessoa idosa. Com o declínio gradual das aptidões físicas, o
impacto do envelhecimento e das doenças, o idoso tende a ir
alterando seus hábitos de vida e rotinas diárias por atividades e
formas de ocupação pouco ativas. Os efeitos
associados a inatividade e a má adaptabilidade são muito sérios.
Pode acarretar numa redução no desempenho físico, na habilidade
motora, na capacidade de concentração, de reação e de coordenação,
gerando processos de auto-desvalorização, apatia, insegurança, perda
da motivação, isolamento social e a solidão. A promoção de
saúde e a qualidade de vida são os objetivos mais importantes numa
atividade física com idosos. É fundamental que o idoso aprenda a
lidar com as transformações de seu corpo e tire proveito de sua
condição, prevenindo e mantendo em bom nível sua plena autonomia.
Para isso é necessário que se procure estilos de vida ativos,
integrando atividades físicas a sua vida cotidiana. A atividade
aquática através da ludicidade deve ser: atraentes, diversificados,
com intensidade moderada, de baixo impacto - realizados de forma
gradual, e promover a aproximação social, sendo desenvolvidos de
preferência coletivamente, respeitando as individualidades de cada
um, sem estimular atividades competitivas, pois o que interessa é o
despertar do seu próprio corpo, a manutenção ou ganho da sua
auto-estima. Recomenda-se
uma maior atenção as pessoas da terceira idade que estão começando a
atividade aquática visando frisar mais a parte lúdica levando em
conta a maior descontração. Utilizar a hidroginástica como agente
auxiliar no desenvolvimento saudável do idoso para o resgate da
auto-imagem No decorrer
deste estudo constatou-se a necessidade de preencher lacunas
existentes no conhecimento da utilização de atividades lúdicas nas
aulas de hidroginástica. Ter novas idéias e abrir caminhos. Ao término
deste estudo recomenda-se a continuidade da pesquisa científíca, por
meio de pesquisa de campo, comprovando que a atividade lúdica
aquática realmente promove benefícios em pessoas da 3ª idade.
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