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1. Paralisia Cerebral
A paralisia cerebral designa um grupo de distúrbios cerebrais de caráter não
progressivo que ocorre durante o processo de maturação cerebral, que
apresenta etiologias multifatoriais e diversidade quanto ao quadro clínico,
havendo predominantemente sintomatologia motora associada a diferentes
sinais e sintomas (ROTTA, 2002).
No Brasil, a estimativa provável da incidência deve ser mais elevada devido
à precária situação de saúde geral e principalmente aos precários cuidados
dispensados à gestante e ao recém-nascido (DIAMENT; CYPEL, 1996).
Considera-se que o tipo de comprometimento cerebral depende do momento em
que o agente atua, de sua duração e da sua intensidade. Quanto ao momento em
que o agente etiológico incide sobre o sistema nervoso central (SNC) em
desenvolvimento, distinguem-se os períodos pré-natais, perinatal e pós-natal
(SOUZA, 2000).
Embora foco de numerosos e diversos estudos, ainda hoje não se determinou
uma definição do quadro clínico desenvolvido em decorrência de lesões
cerebrais precoces. Estas lesões atingem difusamente o cérebro ainda em
desenvolvimento, com intensidades também variáveis. Além disso, o cérebro,
em sua fase de maturação, detém uma característica peculiar denominada de
plasticidade neuronal, a qual lhe confere a faculdade de reequilibrar total
ou parcialmente, as falhas ou funções afetadas, o que dificulta a
quantificação destas. Isto produz quadros patológicos múltiplos com clínicas
também diversificadas (BARBOSA, 2002).
A classificação da PC pode ser feita de várias formas levando em conta o
momento lesional, local da lesão, a etiologia, a sintomatologia ou a
distribuição topográfica. Contudo, a classificação baseada em aspectos
anatômicos e clínicos é a mais didática e enfatiza o sintoma motor que é o
elemento principal do quadro clínico (SOUZA, 2000). Segundo SHEPHERD, 1996,
de acordo com os sinais clínicos a PC é comumente classificada em formas
espástica, atetósica (ou distônica), hipotônica, atáxica e mista.
A espasticidade relacionada com a PC em geral é decorrente de lesão fixa no
córtex motor do cérebro. Mais de 50% das crianças com PC têm tipo espástico.
É caracterizado pelo aumento do tônus muscular que pode atingir todo o
corpo, predominar em membros inferiores ou, ainda em um hemicorpo
(MARCONDES, 1999). A mesma segundo BARBOSA, 2002, é o resultado do
desequilíbrio entre as ações das formações facilitadoras e inibidoras dos
centros supra-segmentares do tronco cerebral. Há limitação da capacidade
motora, da coordenação e da manutenção postural devido à ausência de
regulação de forças tônicas dos músculos agonistas e antagonistas por falha
no mecanismo central de regulação, causada pela lesão cerebral.
O termo atetose significa “sem posição fixa” e designa tanto os movimentos
coreiformes ou tortuosos como a tendência de permanecer numa postura
distônica fixa. A criança com atetose apresenta movimentos involuntários
tanto em estado de repouso como durante os movimentos intencionais.
Observam-se às vezes dificuldades em coordenar a respiração e a deglutição.
Em geral, é decorrente de uma lesão nos gânglios basais do encéfalo (SHEPHERD,
1996).
A forma atáxica é mais rara, e no quadro característico incluem importantes
alterações do equilíbrio e da coordenação motora, associadas à hipotonia
muscular nítida (ROTTA, 2002). Embora não esteja diretamente relacionada ao
tônus muscular e sim às reações de equilíbrio, esta forma decorre de uma
lesão no cerebelo, que monitora e dá a modulação fina da posição dos
músculos para a precisão e o equilíbrio (RATLIFFE, 2000).
Mais comum, porém mais difícil de ser identificada, a forma mista segundo
SHEPHERD, 1996, é aquela em que se encontram combinações das formas
espástica, atetóide e atáxica. Também apresenta incoordenação motora, não
por lesão cerebelar, mas pela possível presença das distonias e discinesias.
Alguns autores entram em consenso ao afirmarem que este tipo de
classificação refere-se ao não desenvolvimento de outros padrões.
Segundo SLUTZKY, 1997, os problemas respiratórios resultantes da ventilação
inadequada dos encefalopatas são conhecidos e pouco valorizados. A desordem
neuromotora proveniente da lesão cerebral pode promover alterações ao nível
do trato respiratório que são decorrentes de alterações posturais,
diminuição da mobilidade, deformidades torácicas, carências nutricionais,
acentuado uso de medicações, e repetição de infecções respiratórias, com
conseqüente retenção de secreção traqueobrônquica. Dessa maneira, aumenta-se
o risco de morbidade e mortalidade por afecções respiratórias nestas
crianças.
2. Sistema Respiratório
2.1 Controle da ventilação
A respiração espontânea é produzida pela descarga rítmica dos neurônios
motores que inervam os músculos respiratórios. Esta descarga depende de
impulsos nervosos oriundos do encéfalo, conhecidos como centro regulador da
respiração. Dois mecanismos nervosos distintos regulam a respiração. O
primeiro, proveniente do córtex cerebral, é denominado sistema voluntário. O
segundo, descrito como sistema automático, localiza-se na ponte e no bulbo,
sendo este responsável pelo principal controle da respiração (GANONG, 1998).
3. Biomecânica Respiratória na Paralisia Cerebral
3.1 Alterações do tônus muscular
A hipertonicidade é a causa mais importante de deformidades. Os grupos
musculares hipertônicos tendem a tracionar as articulações para posições
anormais. Existe na espasticidade uma reação exagerada diante da distensão
rápida, a qual se manifesta no início, no meio ou no final da amplitude dos
movimentos articulares. Por conseguinte, os pacientes apresentam quase
sempre limitação da amplitude dos movimentos e tendência à formação de
contraturas (BURNS; MACDONALD, 1999).
A espasticidade sozinha não cria deformidades. É o desequilíbrio muscular
entre os músculos espásticos e seus antagonistas fracos que leva à
deformidade. Os antagonistas dos grupos musculares espásticos estão
trabalhando em desvantagem mecânica com relação à firme contração dos grupos
musculares espásticos. Eles não podem contrapor-se à tração dos músculos
espásticos, e parecem estar fracos demais para fazê-lo. Com o tempo eles se
tornam realmente fracos, em decorrência do desuso (LEVITT, 2001).
O padrão espástico impede o uso funcional dos membros. A postura fixada dos
membros superiores irá favorecer o encurtamento da musculatura inspiratória,
enquanto que a musculatura abdominal apresenta-se tensa, porém enfraquecida
e sem atuação para abaixar a caixa torácica. O pescoço encurtado e a
elevação dos ombros acentuam-se, contribuindo para a manutenção da elevação
da caixa torácica com a projeção esternal. A coluna dorsal encontra-se
retificada, o que elevará mais o tórax pela posição e ligação da coluna
vertebral com as costelas. Em resumo, a pobreza da movimentação, em qualquer
posição, dificulta o desenvolvimento natural da musculatura,
impossibilitando-a de se alongar e de se fortalecer através da movimentação
motora adequada (BARBOSA, 2002).
Sabe-se que as alterações posturais, diminuição da mobilidade e deformidades
torácicas interferem na dinâmica ventilatória restringindo-a. Essas
alterações posturais decorrem do encurtamento e da fraqueza da musculatura
envolvida na respiração, do comprometimento do volume pulmonar
correspondente à patologia e, neste caso específico, das ações reflexas
patológicas sofridas por esse grupo de pacientes, além de alterações outras
decorrentes da lesão cerebral (Op.cit.).
As curvaturas anormais da coluna provocam uma mudança na biomecânica
corporal com deformidades da caixa torácica, na qual os pulmões encontram-se
intimamente ligados, podendo apresentar alterações funcionais, sendo comum
os distúrbios restritivos (BADARÓ et al, 1995). A escoliose é uma
complicação comum de muitas doenças neuromusculares da infância.
Desequilíbrio muscular, contratura de tecidos moles e fraqueza progressiva
predispõem à escoliose os pacientes com distúrbios como PC, distrofias
musculares e atrofia muscular espinhal. Em geral, o grau da deformidade
depende da intensidade do envolvimento, do padrão da fraqueza e da natureza
progressiva da doença subjacente (BEHRMAN; KLIEGMAN; JENSON, 2002).
Invariavelmente, a escoliose acompanha-se de rotação dos corpos vertebrais,
onde os espaços interdiscais estreitam-se na região côncava da curva e se
alargam no lado convexo. A distorção do gradil costal coloca os músculos
respiratórios em desvantagem mecânica, o hemitórax do lado da convexidade da
escoliose tende a ficar hiperinsuflado, com o lado côncavo ficando
hipoventilado (SLUTZKY, 1997). Em resumo, a hipoxemia em escoliose está
relacionada à hipoventilação alveolar, difusão diminuída e descompasso
ventilação-perfusão. O descompasso ventilação-perfusão é devido à compressão
dos pulmões com perda de volume, oclusão de via aérea, subventilação
localizada, unilateral ou microatelectasia (SHIDLOW; SMITH, 1999).
A cifose é a angulação posterior da caixa torácica. A escoliose é a
curvatura lateral da coluna vertebral. Comumente, essas duas deformidades
ocorrem em conjunto como resultado dos efeitos compensatórios da coluna
vertebral em resposta à curva lateral primária da escoliose (SCANLAN;
WILKINS; STOLLER, 2000). A cifoescoliose é a alteração estrutural mais comum
e mais grave da coluna vertebral em indivíduos com PC que apresentam
posturas assimétricas estereotipadas e naqueles que são incapazes de andar
(STOKES, 2000).
A complacência da parede torácica e pulmonar também encontra-se diminuída,
acarretando em uma diminuição da capacidade pulmonar total e da capacidade
vital, e um defeito ventilatório restritivo nas provas da função pulmonar (SCANLAN;
WILKINS; STOLLER, 2000). Indivíduos com alterações posturais avançadas da
coluna podem apresentar um padrão respiratório característico com tendência
a fazer respirações torácicas com escassa utilização do diafragma, com
incursões rápidas e superficiais, movimentando pequena quantidade de ar (WEST,
1995).
Na tetraplegia (ou tetraparesia) espástica como na diplegia (ou diparesia)
pode-se observar alterações da postura como hiperlordose lombar que oferece
tração do feixe caudal das fibras diafragmáticas inseridas na coluna lombar,
mantendo o músculo tensionado e impedindo seu retorno à posição de
relaxamento. Isso compromete seu poder contrátil e leva a uma hipotonia,
posteriormente. Tal postura é mantida por ação reflexa e pelo tônus muito
aumentado (padrão extensor) (BARBOSA, 2002).
A tetraplegia espástica também propicia o desenvolvimento de algumas
deformidades, como o pectus excavatum, assimetrias torácicas, retração
esternocostal, tórax em tonel, distorções torácicas, abaulamento e elevação
anterior das últimas costelas. As assimetrias são devido a uma expansão e
mobilidade maiores de um que de outro hemitórax. A retração esternocostal
ocorre freqüentemente devido ao esforço respiratório anormal causado pela
deficiência muscular existente (Op.cit.).
A tiragem é a depressão dinâmica respiratória de espaços intercostais
durante toda a inspiração, e indica sempre a dificuldade na expansão
pulmonar inspiratória. A alteração das últimas costelas acontece face ao
encurtamento do diafragma, que gera, assim, pouca incursão, acarretando, em
conjunto com a pouca eficiência de outros músculos, essa alteração (RAMOS JR,
1995).
3.2 Imobilismo
Os efeitos adversos da manutenção da postura única durante horas e da
inatividade são mais freqüentemente encontrados no sistema
músculo-esquelético (DELISA et al, 1992). Na criança portadora de PC, as
contraturas musculares são freqüentes e parecem instalar-se rapidamente,
sendo devidas à diminuição do comprimento dos músculos e do número de
sarcômeros, assim como à diminuição da distensibilidade. Um fator
responsabilizado pelas contraturas encontradas nos lactentes com lesão
cerebral é o crescimento deficiente dos músculos que resulta da ausência da
capacidade do músculo espástico de se alongar completamente (SHEPHERD,
1996).
A imobilidade ocasiona alterações respiratórias como, diminuição do volume
de ar corrente, volumes minuto e capacidade respiratória máxima; a
capacidade vital e a capacidade de reserva funcional podem estar reduzidas
25 a 50% (DELISA et al 1992). Fisiologicamente, ocorre diminuição do
movimento diafragmático e da excursão torácica com posterior perda da função
muscular. Quando estiver associado ao déficit do mecanismo de tosse e do
movimento ciliar, ocorrerá um padrão respiratório superficial, dificultando
a eliminação de secreções e criando um terreno propício para o
desenvolvimento de infecções e conseqüentemente atelectasias (GREVE;
AMATUZZI, 1999).
3.3. Anormalidades da função oromotora
Algumas crianças podem ainda apresentar distúrbios oromotores, isto é,
dificuldade na coordenação da musculatura oral, ocasionando má deglutição,
cialorréia e rangido dos dentes. Como conseqüências podem ocorrer infecções
respiratórias por aspiração de conteúdo gástrico (RATLIFFE, 2000). As
anormalidades na força, tônus e coordenação podem ser severas o suficiente
para causar dificuldade de proteção da via aérea. Freqüentemente, a maioria
dos pacientes não tem tosse efetiva durante a aspiração, em casos graves a
aspiração pode causar hipoxemia (BRADDOM, 1996).
3.4 Uso de Fármacos
A maioria dos encefalopatas faz uso de medicamentos potentes, principalmente
aqueles para controle de crises convulsivas. Esses fármacos são capazes de
deprimir o sistema respiratório e imunológico destes indivíduos que em geral
se apresenta alterado, o que é característico da desordem. Isso contribui
para o aumento da produção de secreção broncopulmonar, que já é secretada em
excesso, visto serem os quadriplégicos espásticos broncorreativos,
favorecendo o aparecimento de diversas outras patologias e, principalmente,
das afecções respiratórias comuns ao encefalopata (BARBOSA, 2002).
Segundo KALANT; ROSCHLAU, 1991, todos os anticonvulsivantes, ansiolíticos e
sedativos-hipnóticos, bem como outras drogas que atuam sobre o SNC, deprimem
o controle reflexo quimiorreceptor central, ocasionando alterações do
controle da respiração que se caracterizam por hipoventilação, redução à
resposta ao CO2 e hipoxemia.
3.5 Considerações especiais
Devido às alterações apresentadas em sua dinâmica toracopleuropulmonar,
associadas aos outros fatores supracitados, os encefalopatas desenvolvem com
maior freqüência afecções do trato respiratório ? pneumonias de repetição,
broncorréia, afecções de vias aéreas superiores, pneumonias por aspiração,
asma e bronquite. Com o agravamento dessas afecções, tem-se prejuízo do
tratamento fisioterapêutico, alguns necessitam de internações freqüentes,
interrompendo seu ritmo e prejudicando sua evolução (BARBOSA, 2002).
A causa mais comum de insuficiência respiratória aguda, ou crônica em
paralisados cerebrais, é a infecção pulmonar. Uma broncopneumonia causa um
defeito restritivo, que se acentua com secreções retidas, aumentando assim a
resistência ao fluxo de ar, diminuindo o nível de consciência e o impulso
respiratório e, ainda, reduzindo a força dos músculos respiratórios
predispondo-os à fadiga (SLUTZKY, 1997). Crianças com disfunção do sistema
imune, desnutrição ou defeitos nos mecanismos de defesa normais do pulmão
são muito suscetíveis a infecções pulmonares (BEHRMAN; KLIEGMAN, 1996).
4. Intervenção Fisioterapêutica na Paralisia
Cerebral
Não existe apenas um método ou sistema de tratamento / intervenção para a
paralisia cerebral. Cada criança tem suas necessidades individuais as quais
se modificam de acordo com a idade; não é licito concluir que uma técnica
que se revelou eficaz em alguns casos servirá também para outros, embora
certos problemas sejam mais específicos de determinadas formas de paralisia
cerebral. As decisões terapêuticas precisam basear-se no exame do paciente (BURNS;
MACDONALD, 1999).
Ao perceber os primeiros sinais de anormalidades do desenvolvimento, é
importante tentar antecipar a formação de padrões patológicos, impedindo-os
de se formarem, e evitar que as condutas da criança fixem esses padrões. O
tratamento precoce é importante porque aproveita as etapas de maturação no
sistema nervoso em desenvolvimento, com estimulação e aproveitamento da
inervação recíproca, utilizando o potencial da plasticidade neuroaxonal da
arquitetura cerebral (LIANZA, 2001).
Atuar sempre de forma a estimular o prosseguimento do desenvolvimento
neuropsicomotor e atenuar ou mesmo afastar as condições desfavoráveis, que
dificultem ou impeçam o desenvolvimento normal do sistema nervoso. Os
princípios do tratamento têm como base à perda da função global que estes e
outros problemas físicos criam nestas crianças (LEVITT, 2001).
O objetivo principal nessas condições é proporcionar a adequação da mecânica
respiratória com a finalidade de proteger essas crianças contra as afecções
que freqüentemente desenvolvem por causa de suas alterações. Dentro deste
objetivo, enquadra-se favorecer simetria torácica, melhorar ou conter as
deformidades quando estas já se fazem presentes, quando não, preveni-las e
melhorar o padrão respiratório e a ventilação, aumentando a expansibilidade
e mobilidade torácica. Segue-se a linha de que o tratamento respiratório
deva ser concomitantemente com o motor e com isso observa-se, além de outros
benefícios, redução da freqüência das afecções pulmonares (BARBOSA, 2002).
As técnicas utilizadas variam conforme a necessidade da criança no momento
de seu tratamento. Incluem manobras manuais proprioceptivas, técnicas de
desobstrução brônquica e otimização do reequilíbrio tóraco-abdominal. Podem
ser realizados alongamentos de toda musculatura comprometida, principalmente
a respiratória, a boa postura com o intuito de facilitar o trabalho
diafragmático, estimulações capazes de expandir o tórax e, através de
propriocepções, proporcionar padrão respiratório mais adequado (Op.cit.).
5. Conclusão
Podemos concluir que a biomecânica respiratória na paralisia cerebral será
influenciada de acordo com o local lesionado no cérebro imaturo dessas
crianças e que este sofre influencia da plasticidade cerebral. Sabemos que
as áreas responsáveis pelo controle involuntário da respiração são o bulbo,
a ponte e o córtex e que os mesmos quando lesionados causaram distúrbios no
sistema respiratório. Apesar de diversos estudos, ainda hoje não se
configurou uma definição do quadro clínico desenvolvido em decorrência de
lesões cerebrais, logo a sua apresentação é diversificada e devemos avaliar
o paciente como um todo para que o mesmo possa atingir o máximo de
independência funcional.
Dessa maneira alguns padrões descritos como alterações do tônus muscular,
Tempo prolongado na mesma posição, disfunções oromotoras, uso rotineiro de
fármacos e a presença de resfriados recorrentes devem ser analisados
cuidadosamente na anamnese do paciente, porque subjugam aspectos
relacionados a uma biomecânica respiratória insuficiente.
A intervenção fisioterapêutica na paralisia cerebral deve considerar as
necessidades individuais de cada paciente, antecipando a formação de padrões
patológicos, impedindo-os de se formarem, e evitando que os mesmos se fixem.
De acordo com as alterações da biomecânica respiratória será eleito o
tratamento fisioterapêutico respiratório concomitante com o motor, a fim de
favorecer a dinâmica pulmonar e evitar que afecções respiratórias
oportunistas se instalem.
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