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Referência em Fisioterapia na Internet |
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Trabalho realizado por: Carlos Henrique Dumard E-mail: chdumard@yahoo.com.br Acadêmico do curso de Fisioterapia da Fundação Educacional Serra dos Órgãos |
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POSSÍVEIS
COMPLICAÇÕES NO PÓS-CIRÚRGICO |
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RESUMO Os
objetivos do trabalho foram o de mostrar a grande quantidade de
complicações que podem surgir no pós-cirúrgico de
mastectomia radical. O trabalho consiste em uma revisão
bibliográfica e aborda os aspectos da anatomia da mama, da
cirurgia e de suas complicações. A ênfase do trabalho não é
o aspecto da patologia e sim seus aspectos anatômicos,
priorizando a importância de uma abordagem de uma equipe
multidisciplinar e especialmente da fisioterapia no tratamento
do câncer de mama.
A conclusão é que as complicações do pós-cirúrgico são proporcionais a agressividade da cirurgia, sendo mais freqüentes nas radicais e que as complicações mais freqüentes são o edema linfático e a diminuição da qualidade de movimentação do membro superior. PALAVRAS CHAVE: mastectomia radical, pós-cirúrgico, fisioterapia, câncer de mama.
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SUMMARY The purposes of the work were to show the big quantity of complications
that can to appear in post-operative of radical mastectomy. The
work consists in a literature review
and tackles the aspects of breast anatomy, the surgery
and your complications. The emphasis of the work is not the
pathology aspects, but your anatomic aspects, emphasizing the
importance of a tackle of a multidisciplinar team, and specialy
the physical therapy in breast cancer treatment. The conclusion is the complications of the post-operative are
proportionals to agressivity of the surgery, being more frequent
in radicals and the more frequents complications are the
lymphedema and the diminution of quality of moving of upper
limbs. KEY WORDS: radical mastectomy, post-operative, physical therapy , breast cancer.
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RESUMEN Los objectivos del trabajo fuerón el de mostrar la cantidad de
complicaciones que pueden surgir en el pós-quirúrgico de
mastectomía radical. El trabajo consiste en una revisión
bibliográfica y aborda los aspectos de la anatomía de la mama,
de la cirujía y sus complicaciones. La énfasis del trabajo no
es el aspecto de la patología mas sus aspectos anatomicos,
priorizando la importancia de un abordage de un equipo
multidisciplinar especialmente de la fisioterapia en el
tratamiento del cáncer de mama. La conclusión es que las complicaciones del pós-quirúrgico son
proporcionales a la agresivedad de la cirujía, siendo más
frecuente en las radicales y que las complicaciones más
frecuentes son el edema linfático y la diinuición de la
cantidad de movimentación del membor superior.
PALABRAS LLAVE: mastectomia radical, pós-quirúrgico, fisioterapia , cáncer
de mama.
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INTRODUÇÃO A
mastectomia radical foi por muito tempo a principal forma de
tratamento para câncer de mama. Como algum tempo atrás não
haviam técnicas que possibilitassem um diagnóstico mais
preciso, a radicalidade da terapia local era a melhor opção
que se tinha. Com o desenvolvimento de novas técnicas como a
radioterapia e a quimioterapia e com a evolução da avaliação
do estadiamento do tumor, novos tipos de cirurgias começaram a
aparecer.
Inicialmente
desenvolveu-se a mastectomia radical modificada, para então
posteriormente surgir as cirurgias conservadoras.
A
mastectomia radical representava um tratamento curativo para
grande parte das pacientes, mas também significava uma cirurgia
extremamente agressiva para pacientes com tumores pouco avançados.
As cirurgias conservadoras possuem um resultado similar aos da
cirurgia radical em tumores iniciais, e ainda apresentam uma
grande vantagem: são cirurgias menos mutiladoras.
Atualmente
a mastectomia radical é cada vez menos utilizada, e só é
realizada quando não há possibilidade de avaliação que
indique uma cirurgia mais conservadora, ou quando o tumor se
encontra em um estágio avançado.
A
radicalidade da cirurgia é proporcional ao grau de evolução
do tumor, ou seja, quanto mais avançado mais radical é a
cirurgia. As complicações do pós-cirúrgico também são
proporcionais, sendo maiores e mais freqüentes nas cirurgias
radicais do que nas conservadoras. OBJETIVOS
O
objetivo deste trabalho é identificar as possíveis complicações
do pós-cirúrgico de mastectomia radical e mastectomia radical
modificada, e avaliar o impacto causado por essas complicações
na vida da paciente. JUSTIFICATIVA Demonstrar
a importância de uma abordagem multidisciplinar na recuperação
de uma paciente pós-mastectomia, enfatizando a participação
do profissional de fisioterapia. MATERIAL
E MÉTODOS A
metodologia utilizada foi uma revisão bibliográfica. Na
pesquisa bibliográfica foram utilizadas obras das mais
diferentes áreas, com o objetivo de uma melhor abordagem do
assunto. Na bibliografia deste artigo consta obras na área da
anatomia, biomecânica, patologia, cirurgia, oncologia e
ginecologia/obstetrícia.
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DISCUSSÃO Anatomia
da mama A
mama está localizada entre as camadas superficial e profunda da
tela subcutânea, superiormente na parede torácica, na qual está
ventralmente situada aos músculos peitoral maior, serrátil
anterior e oblíquo externo do abdome. Ela se encontra acomodada
entre a camada profunda da aponeurose superficial, e o
revestimento aponeurótico do músculo peitoral maior, ficando
sobre uma fina camada de tecido frouxo, denominado espaço
retromamário (espaço de Chassaignac), que contém linfáticos
e pequenos vasos. Elas se estendem verticalmente da segunda até
a sexta costela, e transversalmente do esterno a linha axilar média.
O peso médio das mamas gira em torno de 150 a 200 gramas,
aumentando durante o período de lactação. As mamas são
estruturas que são consideradas como anexas da pele, pois sua
parte funcional (parênquima), é formada por glândulas cutâneas
que modificaram-se. As glândulas mamárias ou unidades
lobulares são formadas de dúctulos ou ácinos e seu
agrupamento origina os lobos (ou lóbulos). Cada glândula mamária
é composta por cerca de 15 a 20 lobos, as unidades funcionais
do parênquima mamário, ou seja, os produtores do leite. Dos
lobos partem os ductos terminais, que irão dar nos ductos
segmentares. Cada ducto terminal e seus dúctulos compõem a
unidade lobular ductal terminal. Os ductos terminais e
segmentares fazem parte dos ductos lactíferos.
Os
ductos lactíferos são os canais responsáveis pela condução
do leite. O sistema ductal é circundado por células
mioepiteliais especializadas, que possuem propriedades contráteis
que auxiliam na condução da secreção láctea no sentido do
mamilo. Esses ductos são envolvidos por uma membrana basal contínua,
e esta membrana é de alta importância para a diferenciação
do câncer de mama in situ do invasivo, no caso de câncer de
mama ductal. Quando esta membrana não possui interrupções em
sua continuidade, o tumor é não invasivo. Quando o tumor
infiltra-se nesta membrana ele é chamado de invasivo.
No
ápice do sistema de arborização dos ductos, estes se alargam
formando os seios lactíferos, que irão desembocar na papila
mamária (mamilo), através de 15 a 20 orifícios.
A
papila mamária e a aréola da mama estão exteriorizadas, e são
recobertas por uma pele mais escamosa. A papila mamária está
situada na altura do quarto espaço intercostal, e é altamente
inervada. A pele da aréola é pigmentada e sua sustentação se
dá por músculo liso. As glândulas areolares (de Montgomery)
encontram-se mais pronunciadas na gestação e sua função é a
lubrificação do mamilo.
A
parte estrutural da mama (estroma) é constituída basicamente
de tecido conjuntivo e tecido adiposo; o estroma interlobular. O
tecido conjuntivo constitui-se de faixas densas que se alongam
por toda a extensão da gordura da mama; os ligamentos
suspensores da mama (ligamentos de Cooper). A constituição do
estroma mamário é variável. Com o passar dos anos aumenta a
quantidade de tecido adiposo diminuindo a quantidade de tecido
conjuntivo. No período final da gestação a mama é constituída
basicamente de lobos separados por uma quantidade pequena de
estroma.
A
mama é uma estrutura que tem sua inervação originada dos
ramos cutâneos anterior e lateral do quarto, quinto e sexto
nervo torácicos. Os nervos intercostais enviam fibras
sensitivas para a pele da mama e ramos autônomos para os músculos
lisos e vasos sanguíneos. Os seguimentos superiores da mama são
inervados pelos ramos supraclaviculares (C3 e C4) do plexo
cervical e os mediais são inervados pelos ramos cutâneos dos
nervos que inervam o músculo peitoral maior.
A
vascularização da mama se origina de diversos grandes vasos. A
artéria axilar emite um ramo que é a artéria torácica
lateral, que corre ao longo da borda lateral do músculo
peitoral menor, que por sua vez emite novos ramos chamados de
ramos mamários laterais que irão nutrir a mama.
A
artéria subclávia dá origem a artéria torácica interna, que
está situada lateralmente à origem da artéria vertebral. A
artéria torácica interna tem um caminho descendente e passa
posteriormente ao músculo esternocleidomastóideo, clavícula,
veias subclávias e jugular interna. Também passa
posteriormente as seis cartilagens costais superiores e aos músculos
intercostais internos, e lateralmente ao osso esterno. Seu
trajeto foi citado, pois esta artéria fornecerá ramos que irá
nutrir a mama. Da artéria torácica interna, partirá os ramos
perfurantes, e destes partem os ramos que nutrirão a mama, que
são conhecidos como ramos mamários mediais.
As
artérias intercostais posteriores (ramos parietais da aorta torácica),
dão ramos que farão parte da nutrição da mama. Destas artérias
partem os ramos cutâneos laterais. Destes ramos se originam os
ramos mamários laterais, que vão diretamente para a mama.
O
tronco tóraco acromial que é ramo da segunda parte da artéria
subclávia gera o ramo peitoral que nutre músculos peitorais e
glândulas mamárias. A artéria torácica lateral gera ramos
que nutrem os linfonodos axilares.
A
drenagem venosa da mama é dividida em superficial e profunda. O
plexo venoso areolar, também chamado de círculo venoso, é uma
anastomose de forma circular situada ao redor da base da papila
mamária. Deste plexo partirão ramos que levarão sangue para a
circunferência da mama. Estes vasos terminam nas veias axilares
e torácicas internas. Esta é a circulação venosa
superficial.
As
veias profundas da mama drenam para as veias perfurantes tributárias
da torácica interna, intercostais e axilares. Existem
conexões entre a drenagem venosa da mama com o plexo venoso
vertebral, através das veias intercostais. Por isso que as metástases
podem ocorrer no cérebro e na coluna vertebral.
A
drenagem linfática da mama e dos membros superiores está
diretamente relacionada com os linfonodos da cadeia axilar,
sendo que por esse motivo ambos serão descritos juntos.
Os
linfonodos axilares atuam como uma seqüência de filtros entre
a mama e a circulação venosa.
O
sistema de vasos linfáticos da mama se origina em um plexo
entre os lóbulos e das paredes dos ductos lactíferos. Das regiões
centrais das glândulas partem vasos que vão até um plexo sob
a aréola; o plexo subareolar. Este plexo drena as glândulas
mamárias juntamente com o plexo perilobular e também recebe
linfáticos da aréola e da papila mamária. O plexo de linfáticos
em torno da mama também é conhecido como plexo de Sappey.
Destes dois plexos surgem dois troncos coletores que drenam para
os linfonodos axilares peitorais (anteriores). Estes
linfonodos são entre quatro e cinco, e se encontram ao longo da
borda lateral do músculo peitoral menor, e medialmente em relação
a artéria torácica lateral. Estes linfonodos são os responsáveis
pela drenagem da pele e dos músculos da parede torácica
anterior e lateral. Estes linfonodos emitem seus ramos para os
linfonodos axilares centrais e linfonodos axilares
apicais (subclaviculares). Os linfonodos subclaviculares
são entre seis e doze; uma de suas partes está situada
posteriormente a porção apical do músculo peitoral menor e na
borda deste músculo superiormente. Seus vasos aferentes
regionais acompanham a veia cefálica e um outro vaso drena a
periferia da mama. Os linfonodos subclaviculares recebem vasos
de todos os outros linfonodos axilares, estes vasos se juntam e
formam o tronco subclávio. Este tronco pode desembocar
em dois lugares: junção da veia jugular interna com a veia
subclávia ou no tronco linfático jugular. Uma pequena
quantidade de vasos pode ainda desembocar nos linfonodos
cervicais profundos inferiores. Em casos de
tumores malignos da mama, metástases podem ocorrer através
destas vias.
Os
linfonodos axilares centrais encontram-se em pouco número:
entre 3 ou 4. Este número reduzido é compensado com um tamanho
maior desses linfonodos. Seus vasos desembocam nos linfonodos
subclaviculares. Estão situados na base axilar onde estão
inseridos no tecido adiposo. Seus vasos aferentes possuem um
sentido descendente, e vão em direção da mama. Seus vasos
eferentes vão para os linfonodos subclaviculares.
Os
linfonodos paraesternais, também chamados de esternais
ou torácicos internos, estão situados nos espaços
intercostais, posteriormente aos músculos intercostais internos
e anteriormente a fáscia endotorácica. Por isso são
classificados como linfonodos torácicos. Porém os vasos que
drenam a região medial da mama terminam neles, daí sua importância.
São de 3 a 5 em cada lado.
Os
linfonodos axilares umerais ou laterais situam-se medialmente e
posteriormente a veia axilar, e são de quatro a seis linfonodos.
São os responsáveis pela drenagem da maior parte do braço,
com exceção daquelas drenadas pelos vasos linfáticos satélites
da veia axilar. Seus vasos eferentes possuem três destinos:
linfonodos axilares centrais, subclaviculares e linfonodos
cervicais profundos inferiores.
Os linfonodos axilares subescapulares também conhecidos como posteriores, recebem esse nome por estarem situados no trajeto da artéria subescapular ao longo da borda inferior da parede posterior da axila. Estes linfonodos são os responsáveis pela drenagem da pele e da musculatura da região dorsal do tórax, incluindo a nuca.
Os
linfonodos axilares subescapulares se ligam aos linfonodos
axilares centrais, através de seus vasos eferentes. Os
subescapulares são em torno de 6 a 7 linfonodos e estão
situados para fora da margem externa do músculo peitoral menor.
Entre as duas mamas existem
vias que são denominadas de vias para a mama oposta ou para a
mama contra lateral, que também são vias de disseminação
tumoral. Elas podem fazer com que as células cancerosas atinjam
a outra mama, ocasionando um câncer bi-lateral.
Os
linfonodos interpeitorais (de Rotter) não são classificados
como axilares. Estes linfonodos estão situados entre os músculos
peitoral maior e menor.
Os
linfonodos do membro superior se dividem em superficiais e
profundos. Os linfonodos superficiais são em pequeno número e
tamanho. Na mão o plexo linfático superficial dos dedos drena
para os plexos da região dorsal e palmar da mão. Destes
linfonodos partem vasos que se deslocam superiormente, em um
grupo medial que acompanha a veia basílica e os laterais que
acompanham o trajeto da veia cefálica. A maior parte desses
linfonodos desembocará diretamente nos linfonodos axilares. Os
linfonodos superficiais são: os supratrocleares ou cubitais e
os deltopeitorais ou infraclaviculares. Os
supratrocleares são de 1 a 2, e estão situados
superiormente ao epicôndilo medial do úmero e medialmente a
veia basílica. Eles drenam os dedo médio, anular e mínimo e
também a região ulnar superficial do antebraço e a porção
medial da mão. Portanto eles recebem o grupo medial que
partiram da mão. No antebraço estes vasos se anastomosam com
os outros vasos linfáticos. Os linfonodos supratrocleares irão
desembocar nos vasos profundos acompanhando a veia basílica,
pois seus vasos ascendem no braço e unem-se aos linfáticos
profundos e desembocam nos linfonodos axilares laterais
(umerais). O linfonodos deltopeitorais situam-se inferiormente
na clavícula, entre os músculos peitoral maior e deltóide, e
lateralmente e superiormente à veia cefálica. São encontrados
entre 1 e 2 linfonodos deltopeitorais. Estes linfonodos estão
localizados no trajeto dos troncos coletores laterais do braço,
e drenam uma pequena parte da região medial do braço e antebraço
e drenam a chamada zona de vacinação.
Os
vasos linfáticos profundos encontram-se principalmente na região
axilar, mas também são encontrados no antebraço onde
acompanham o trajeto das artérias radial, interóssea e ulnar,
e no braço onde situam-se medialmente ao longo da artéria
braquial e terminam nos linfonodos axilares laterais (umerais).
Através
disto percebe-se que a maior parte dos vasos linfáticos da
mama, os linfáticos do membro superior e os ramos cutâneos que
drenam a parede torácica acima da cicatriz umbilical, drenam
para os gânglios linfáticos da região axilar.
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A mastectomia radical O câncer de mama é uma neoplasia que vem sofrendo contínuos avanços em seu tratamento, de maneira que atualmente a mastectomia radical clássica, tem cada vez menos espaço no tratamento desta patologia. Esse fato se deve ao aumento do diagnóstico precoce e a crescente precisão das cirurgias de mama, de modo que se obtêm resultados semelhantes aos da mastectomia radical, utilizando-se técnicas mais conservadoras. Acrescente-se a isso a novas técnicas terapêuticas que hoje são amplamente utilizadas, como a quimioterapia, a radioterapia e a hormônioterapia.
A
utilização ou não da mastectomia radical clássica depende não
somente do estadiamento da doença, mas também da avaliação
do cirurgião. Em casos de comprometimento amplos de linfonodos
axilares e/ou de infiltração do tumor para os músculos
peitorais, o cirurgião pode optar pela mastectomia radical. Em
caso de metástases a distância, onde a doença não
corresponde mais ao tratamento curativo, normalmente não se
utiliza a mastectomia radical. Nesses casos na maior parte das
vezes se opta por cirurgias conservadoras, seguindo a terapia
paliativa.
A
mastectomia radical clássica (de Halsted), consiste na retirada
total do tecido mamário, músculos peitoral maior e peitoral
menor, e linfadenectomia axilar completa. A linfadenectomia
axilar completa consiste na retirada da gordura axilar junto com
todos os linfonodos da cadeia. Em algumas cirurgias pode ocorrer
também a retirada dos linfonodos paraesternais (mamários
internos), caso o tumor esteja localizado nos quadrantes mediais
da mama, e dos linfonodos supraclaviculares. Quando estes
linfonodos são retirados a cirurgia é chamada de mastectomia
radical alargada. Com
o passar do tempo a mastectomia radical clássica sofreu algumas
alterações, e outras modalidades de cirurgia surgiram: as
mastectomias radicais modificadas.
A
mastectomia radical modificada surgiu da necessidade de se obter
uma cirurgia menos agressiva, porém com resultados similares
aos da radical. A mastectomia radical clássica representava um
processo curativo para boa parcela das pacientes, porém causava
danos psicológicos e físicos desnecessários a pacientes com
tumores em estágio pouco avançado. Nestes casos a mastectomia
radical modificada apresenta resultados similares ao da cirurgia
radical clássica, porém com menores danos. Atualmente existe
uma grande variedade de cirurgias para tumores malignos de mama,
muitos delas mais conservadoras que as mastectomias radicais
modificadas. As modalidades de mastectomia radical modificada
mais utilizadas são a de Patey e a de Madden. Na de Patey
preserva-se o músculo peitoral maior e na de Madden preserva-se
ambos os músculos peitorais. Há também a mastectomia total
onde se retira toda a mama preservando as demais estruturas; a
mastectomia subcutânea onde se retiram as glândulas mamárias
preservando a aréola mamária e a papila mamária; e a
quadrantectomia onde se retira o tumor mais o quadrante da mama
onde este estava localizado.
Pouco
conhecida é a mastectomia profilática. Esta cirurgia é igual
as outras mastectomias só que é realizada em pacientes sadias.
Ela é realizada em mulheres que se encontram em alto risco de
desenvolverem um câncer de mama, seja por possuir patologia
benigna que pode evoluir para um câncer, ou por ter na família
uma grande quantidade de parentes em 1º que apresentam ou que
apresentaram a doença. Esta modalidade de cirurgia atualmente não
encontra muitos simpatizantes e é muito pouco difundida.
Pacientes
com tumores em estágios muito avançado e com dores intratáveis
podem ser submetidas a cordotomia. A cordotomia é uma cirurgia
onde se secciona o tracto espino-talâmico lateral, que é o
responsável pela condução de estímulos dolorosos ao cérebro.
Há também a rizotomia posterior onde se faz a secção das raízes
posteriores, eliminando a chegada de impulsos dolorosos na
medula de determinada área, porém sem alterações da
motricidade. Uma outra opção para se provocar a analgesia é a
alcoolização de plexo.
O pós-cirúrgico As cirurgias radicais são bastante agressivas podendo
ocasionar uma série de comprometimentos para a paciente. As
complicações após a cirurgia mais observadas são: edema linfático
de membro superior homolateral a cirurgia, seroma, alterações da
dinâmica respiratória, retrações cicatriciais, deficiência do
músculo serrátil anterior, e limitação de movimentos.
O
edema linfático é uma das possíveis complicações após a
cirurgia de mastectomia radical. Ele não ocorre necessariamente
em todas as pacientes que passaram pela cirurgia, mas não é
raro, ocorrendo em aproximadamente em 25% dos casos.
Os
edemas linfáticos são classificados em primários ou secundários
de acordo, com os distúrbios causadores. Nos edemas linfáticos
primários ocorre alteração congênita do desenvolvimento de
vasos linfáticos ou obstrução de linfonodos de etiologia
desconhecida (linfedemas idiopáticos). Alguns exemplos que podem
ser citados são o linfedema associado a síndrome de TURNER e a
doença de MILROY. Nos edemas linfáticos secundários ocorre
disfunção em tecido linfático previamente normal. Neste caso
podemos classificar o edema linfático pós mastectomia radical de
secundário. O edema pós mastectomia poderá instalar-se no
membro superior em conseqüência da retirada ou ressecção dos
linfonodos axilares, ou em conseqüência da radioterapia da fossa
supraclavicular.
O
linfedema ocorre porque a drenagem linfática do membro superior
fica extremamente prejudicada, já que a linfadenectomia axilar e
a radioterapia são altamente maléficas. Na verdade o edema linfático
não está associado a retirada da mama ou a radioterapia sobre
ela. A simples retirada da mama não causaria o linfedema do
membro superior, assim como a radioterapia só poderá acarretar
em linfedema se for realizada a irradiação de linfonodos. Ambos
os procedimentos são realizados somente quando ocorrem metástases
axilares, a fim de se evitar a metástase a distância. A
radioterapia e a linfadenectomia axilar são necessárias em
alguns casos, mesmo que possam a vir acarretar em um linfedema.
Sua realização não garante a cura da doença, mas possibilitam
um melhor prognóstico.
Antes
de começar a comentar o edema linfático, é ideal ter uma breve
definição do que é o sistema linfático.
O sistema linfático é um sistema auxiliar do sistema circulatório, transportando tudo aquilo que o sangue não pode ou não consegue transportar. Estas substâncias são recolhidas pelos capilares linfáticos, conduzidas nos vasos linfáticos até chegar aos linfonodos. A circulação linfática é mais lenta que a circulação sanguínea.
Normalmente
uma substância passa por dois ou três linfonodos, até ser lançada
na corrente sanguínea novamente. É importante dizer que a rede
de circulação linfática não está presente no sistema nervoso
central. O líquido transportado pela vias linfáticas é a linfa,
que é incolor e viscosa, possuindo uma composição semelhante ao
do plasma sanguíneo. Dentro do sistema linfático, os coletores
linfáticos são os vasos de maior calibre. No sistema linfático
encontram-se os linfócitos, que são células que desempenham função
imunológica.
Podemos
definir um edema linfático com um extravasamento de líquido linfático
para outros tecidos, ocorrendo edema e inflamação, estando
principalmente relacionados com as extremidades. Considera-se
linfedema a diferença de pelo menos 2 centímetros entre os
membros, em um ou mais pontos, aferidos através da perimetria ou
volume residual de 200 ml. Normalmente as medidas para se
averiguar um linfedema são obtidas comparando as circunferências
entre os membros, 15 centímetros acima do olécrano e em torno do
antebraço, 10 centímetros abaixo do olécrano. Há alguns
estudos que ainda classificam o linfedema, como: leve (diferença
de 2,1 a 4,0 centímetros), moderado (diferença de 4,1
a 6,0) e severo (qualquer diferença acima de 6 centímetros).
Como
já foi dito a retirada dos linfonodos axilares são os responsáveis
pelo edema linfático no membro superior, sendo por esse motivo
uma tendência atual evitar a retirada total dos linfonodos.
Existe uma técnica chamada de linfonodo sentinela na qual
injeta-se líquido contrastante na área do tumor e posteriormente
se analisa os primeiros linfonodos que drenam esta área. Se os
linfonodos estiverem livres de comprometimento não há a
necessidade de se retirar os linfonodos subseqüentes.
Os
edemas se manifestam muito mais intensamente no membro superior,
por se tratar de uma extremidade. A maior pré-disposição destas
regiões se dá devido alguns fatores: ação da gravidade, maior
movimentação e conseqüentemente um maior número de lesões.
Qualquer pancada ou ferimento que seja, o sistema linfático entra
em ação, pois as substâncias geradas não serão transportadas
pelo sistema sanguíneo. Portanto se ocorrer um trauma no membro
superior de um indivíduo que passou pela mastectomia radical, as
chances de se desenvolver um edema linfático é grande, pois as
substâncias geradas não terão como serem drenadas. A prática
demonstra que o edema linfático geralmente aparece até 4 meses
após a cirurgia diminuindo as chances de manifestação após
esse período. As chances se tornam menores, porém não
inexistentes. Um edema linfático pode aparecer até mesmo anos após
a cirurgia. O linfedema é observado muito mais comumente em
pacientes mais velhas (entre 50 e 60 anos) e mais obesas, e menos
observado em pacientes jovens (idade inferior a 45 anos) e que estão
dentro do peso ideal. Através disto chega-se a conclusão que
pessoas acima do peso tem uma maior dificuldade de retorno linfático,
devido a maior quantidade de tecido adiposo.
O
edema linfático pode ser prevenido evitando-se traumas no membro
superior, que pode ser um ato simples como retirar as cutículas.
O esforço repetido também favorece o surgimento do edema.
Processos infecciosos como micoses, roupas que comprimem o membro
superior também devem ser evitadas, já que prejudicam a circulação,
o mesmo ocorrendo com relógios e pulseiras.
As
pessoas com linfedema apresentam desconforto, sensação de peso,
dor e diminuição da capacidade de movimentação do membro
afetado.
O edema linfático depois de instalado é basicamente tratado através da drenagem linfática. Esta drenagem visa acelerar o fluxo linfático, diminuindo o edema.
Normalmente
o edema é tratado nas suas fases mais iniciais. Quando o quadro já
instalado é de um edema severo a drenagem linfática pode não
ter o resultado esperado. Como os linfonodos desembocam nas veias
a drenagem linfática do membro superior é feita fazendo com que
esse líquido acumulado retorne a circulação venosa. Normalmente
este líquido será drenado para as veias mais superiores do
membro superior. Outros tratamentos também podem ser utilizados
como técnicas compressivas, exercícios físicos específicos e
até hidroterapia.
Uma
conseqüência extremamente grave do edema linfático é a
possibilidade de sua evolução para um linfangiosarcoma. Essa
patologia é de difícil tratamento e as perspectivas também não
são muito boas. Felizmente uma parcela muito pequena das
pacientes com edema linfático evolui para esta patologia.
Como
já foi dito a tendência atual é de se evitar ao máximo a
retirada total dos linfonodos axilares. Quando ocorre a preservação
de alguns linfonodos, o edema linfático no membro superior não
apenas torna-se mais difícil de surgir, mas também mais fácil
de tratar.
O
seroma é um acúmulo de líquido no local da cirurgia, originado
de pequenas lesões em vasos linfáticos e sanguíneos. No momento
da cirurgia estas pequenas estruturas sofrem lesões, fazendo com
que extravase linfa e sangue. Se essa quantidade de sangue e linfa
que foi extravasada não é drenada, formará um acúmulo chamado
de seroma. As alterações da dinâmica respiratória podem ocorrer devido a retirada dos músculos peitoral maior e peitoral menor. Há também a chance de se lesar o nervo torácico longo (C5, C6 e C7) levando a uma fraqueza do músculo serrátil anterior. Todos estes músculos agem sobre a caixa torácica, influenciando na manutenção do seu diâmetro e de sua expansibilidade. Com a retirada desses músculos esses fatores serão alterados, ocasionando uma maior esforço para respirar. Outro fator que é importante citar é que haverá uma diferença do comportamento da caixa torácica do lado operado para o lado não operado, pois somente de um lado foram retirados os músculos.
Estes
músculos possuem essa importância na dinâmica respiratória
porque suas origens estão amplamente relacionadas a caixa torácica.
O músculo serrátil anterior tem origem nas 8 ou 9 primeiras
costelas e se insere na borda medial e ângulo inferior da escápula;
o músculo peitoral menor tem origem da 2ª a 5ª cartilagens
costais e se insere no processo coracóide da escápula; e o músculo
peitoral maior tem origem na borda do esterno, metade medial da
clavícula, aponeurose do músculo oblíquo externo do abdome e 6
primeiras cartilagens costais e se insere na crista do tubérculo
maior do úmero. A inspiração forçada também é prejudicada,
mas além de não ser necessária a todo o momento (somente quando
se exige muito da mecânica respiratória) outros músculos irão
atuar nessa situação: esternocleidomastóideo, esternohióideo,
escalenos, subclávio, serrátil póstero superior, serrátil póstero
inferior, esternotireóideo, intercostais e levantadores das
costelas.
O
tratamento para essas alterações respiratórias é realizado
através da fisioterapia, cujo objetivo será recondicionar a
paciente a sua nova condição. A introdução da fisioterapia
deve ser o mais cedo possível.
As
retrações cicatriciais diminuem a elasticidade da pele no local,
dificultando a mobilização do membro superior. A paciente tenderá
a não movimentar muito este membro podendo gerar um encurtamento
da musculatura, principalmente do peitoral maior. Como a paciente
evita mover o membro homolateral ao da cirurgia, a produção de líquido
sinovial que depende dos movimentos de compressão e descompressão,
tende a diminuir, assim como tende haver um espessamento dos
ligamentos e da cartilagem articular. As retrações cicatriciais
são um importante fator na diminuição da mobilidade do membro
superior.
A deficiência do músculo serrátil anterior pode ocorrer se houver lesão do nervo torácico longo (nervo de Bell) que é responsável pela inervação do serrátil anterior.
Quando
isso ocorre o músculo perde sua motricidade, acarretando em prejuízos.
O músculo serrátil anterior possui um papel importantíssimo na
abdução do membro superior. Até 45º esse movimento é
realizado pelo músculo supra-espinal e de 45º a 90º esse
movimento é realizado pelo músculo deltóide ( principalmente
pelos seus feixes médios). A partir dos 90º o úmero gira
aproximadamente 1º a cada 3º da escápula. A rotação superior
da escápula é que permite a abdução do braço acima de 90º, e
esse movimento é realizado através de sinergismo concorrente
entre os feixes superiores do trapézio e o serrátil anterior.
Sinergismo concorrente é quando dois músculos de ação oposta
se anulam e geram um novo movimento. Se o músculo serrátil
anterior é lesado não ocorre sinergismo concorrente com o trapézio,
conseqüentemente não há rotação superior da escápula,
tornando o movimento de abdução do braço acima de 90º impossível.
Essa insuficiência de serrátil anterior pode afastar a borda
medial escápula do gradil costal, levando a uma condição
denominada de escápula alada.
A
fisioterapia tem papel importante na recuperação de pacientes
com insuficiência de serrátil anterior, tanto visando a recuperação
deste músculo (quando possível) ou trabalhando outros músculos
que possam melhorar esta condição da paciente.
A
limitação de movimentos é uma das condições que mais se
observa em uma paciente em pós-cirúrgico de mastectomia radical.
A limitação articular é resultado direto da cirurgia, devido à
retirada de músculos, mas também é resultado de outras complicações
da cirurgia. Estas limitações irão decorrer principalmente
devido ao linfedema e as retrações cicatriciais. Para se ter idéia
da limitação que irá ocorrer devido à retirada de músculos,
é indispensável saber as ações de cada um, o que será feito a
seguir.
O
músculo peitoral menor realiza a protração e a depressão da
escápula e a mantém estabilizada em diversos movimentos. Através
de sinergismo concorrente com os músculos rombóide maior e rombóide
menor faz a rotação inferior da escápula (rotação inferior da
glenóide). A rotação inferior da escápula é necessária
quando se faz adução do braço levando o punho além do plano
mediano.
O
músculo peitoral maior por possuir um grande ventre carnoso pode
ser dividido em feixes de fibras. Esses feixes são os superiores,
médios e inferiores. Todos os feixes trabalham em todos
movimentos, só que em determinadas ações alguns feixes são
mais requisitados. Os feixes superiores são mais requisitados na
abdução e na flexão do braço, os feixes médios na adução na
horizontal do braço e os feixes inferiores na adução do braço.
Todos os feixes são requisitados igualmente na rotação medial
do braço.
O
músculo serrátil anterior atua na depressão e protração da
escápula e também é importante em sua estabilização. Possui
também ação importante na abdução do braço acima de 90º,
como descrito anteriormente.
Vamos
supor que uma paciente se submeteu a uma cirurgia de mastectomia
radical de Halsted, ou seja, retirou ambos os músculos peitorais.
Para agravar mais o seu caso durante a cirurgia ocorreu a lesão
do nervo torácico longo, causando paralisia do músculo serrátil
anterior.
Podemos
observar que o movimento de protração da escápula foi perdido,
pois os dois músculos que o realizam foram retirados ou lesados (serrátil
anterior e peitoral menor). O movimento de depressão da escápula
irá sofrer perdas, mas continuará sendo realizado pelos feixes
inferiores do trapézio. Com a retirada do peitoral menor não será
possível fazer rotação inferior da escápula, pois não haverá
sinergismo concorrente com os músculos rombóides maior e menor.
Com a retirada do serrátil anterior se tornará impossível a
realização da abdução do braço acima de 90º. Os músculos
serrátil anterior e peitoral menor são importantes na estabilização
da escápula, porém há alguns outros músculos que atuam em sua
estabilização. São eles: Omo-hióideo, levantador da escápula,
rombóide maior, rombóide menor, músculos do manguito rotador
(supra-espinal, infra-espinal, redondo menor e subescapular),
redondo maior, trapézio, córacobraquial e deltóide.
A
retirada do músculo peitoral maior é o que acarretará na maior
perda de movimentos no membro superior. A flexão do braço é
mantida, pois há uma boa quantidade de músculos que a realizam.
Estão entre eles o bíceps braquial, córacobraquial e os feixes
anteriores do deltóide. A abdução do braço sofre perdas
relacionadas a retirada do músculo serrátil anterior e pouco
sofre com a retirada do peitoral maior. Neste caso a abdução do
braço vai ser possível até 90º, sendo impossível acima disso.
Um fato importante citar é que em pacientes que não conseguem
realizar abdução do braço de maneira satisfatória, tendem a
sofrer hipertrofia de trapézio, pois este realiza uma ação
compensatória nesses casos. A adução na horizontal é um
movimento que sofrerá uma perda bastante grande, mas os músculos
córacobraquial, feixes anteriores do deltóide e cabeça curta do
bíceps irão realizar esse movimento. A adução do braço é
prejudicada, mas fica mantida pela a ação dos músculos grande
dorsal, redondo maior, subescapular, infraespinal, redondo menor,
cabeça curta do bíceps, córacobraquial e cabeça longa do tríceps.
A rotação medial é um movimento que é influenciado por muitos
músculos, porém a ação do peitoral maior é muito grande na
rotação medial. Este movimento será prejudicado, mas não
extinto. Os músculos que irão mantê-lo são: grande dorsal,
redondo maior, porção anterior do deltóide, subescapular, cabeça
curta do bíceps (muito pouco) e córacobraquial.
A fisioterapia deve atuar o quanto antes com o objetivo de
recondicionar a paciente a sua nova realidade. Complicações menos frequentes Há também complicações que são observadas com
menor freqüência, e estão entre elas: lesão do nervo
intercostobraquial (raiz de T2), lesão da veia subclávia e de
ramos nervosos do plexo braquial.
A lesão do nervo intercostobraquial causa diminuição ou
perda da sensibilidade da pele da região medial do braço, mas
precisamente na região axilar. A lesão da veia subclávia pode
causar inflamações e predispor ao aparecimento de edema no
membro superior. Quando são lesadas as raízes do plexo braquial
pode ocorrer diminuição de sensibilidade ou de motricidade no
membro superior, de acordo com os nervos que foram lesados. CONCLUSÃO Pode-se
concluir que quanto mais adiantado estiver o estado do tumor
maiores serão as possibilidades de complicações no pós-cirúrgico.
Isso se deve a maior radicalidade cirúrgica
necessária para tumores mais avançados. A tendência
atual é de se optar por técnicas conservadoras sempre que isso
for possível. Em cirurgias radicais as modalidades de complicações
pós-cirúrgicas mais freqüentemente observadas são a limitação
de movimentos e o edema linfático. Outro fator importante é que
estas complicações são mais freqüentes em pacientes idosas e
obesas, quando comparadas com pacientes jovens e com peso normal.
Foi observado também que a mastectomia radical clássica é um técnica
em crescente desuso e que o diagnóstico precoce diminui as
possibilidades de complicações, já que nesses casos as técnicas
conservadoras são utilizadas mais freqüentemente.
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