|
O coração funciona como uma
bomba, que impulsiona o sangue levando oxigênio e nutrientes para todo o
corpo por meio das artérias. Chamamos de pressão arterial a força exercida
pelo coração para bombear o sangue. Ela pode ser determinada pela relação
entre o volume de sangue que sai do coração e a resistência (tensão) que o
sangue encontra nos vasos para a sua circulação.
A hipertensão arterial, ou pressão alta, é verificada quando a pressão
arterial ocorre acima dos valores considerados normais (140X90mmHg para
pessoas com mais de 18 anos). Sua aferição deve ser realizada com a pessoa
em repouso e confirmada três vezes seguidas, de quinze em quinze minutos, em
várias consultas.
A hipertensão arterial tem acometido parcelas cada vez maiores da população
mundial. Em regra, essa doença ocorre com mais freqüência após os trinta e
cinco anos de idade, mas, hodiernamente, tem sido diagnosticada inclusive em
crianças.
Por ser uma patologia crônica e silenciosa, a hipertensão arterial pode
evoluir de forma assintomática por vários anos. Assim, em grande parte dos
casos, seu diagnóstico é feito tardiamente, de modo que muitos hipertensos
só descobrem a enfermidade depois de apresentarem complicações em vários
órgãos e sistemas.
Nem sempre é possível conhecer com exatidão a causa da hipertensão arterial.
Porém, é sabido que diversos fatores podem contribuir decididamente para o
seu surgimento, tais como idade avançada, etnia (a enfermidade é mais
freqüente em pessoas negras), uso de drogas (em especial tabaco e álcool),
estresse emocional, consumo exagerado de sal na alimentação, obesidade e
sedentarismo.
Os sintomas, assim como a sua intensidade e freqüência, dependerão da
especificidade de cada caso. Normalmente, os pacientes queixam-se de dores
de cabeça matinal, dores na região da nuca, tonturas, cansaço e sensação de
desconforto no peito.
O tratamento da hipertensão arterial deve ser realizado com muita seriedade,
pois além de aliviar o sofrimento do paciente ele é fundamental para
prevenir diversas complicações, como insuficiência renal, insuficiência
cardíaca, acidentes vasculares cerebrais, retinopatia, aumento do tamanho do
coração e até morte súbita.
Para que o paciente tenha uma melhor qualidade de vida e evite danos à sua
saúde, é muito importante que ele seja corretamente avaliado e orientado por
uma equipe de profissionais da saúde, incluindo Fisioterapeutas, Médicos,
Enfermeiros, Nutricionistas e Psicólogos. Os medicamentos, quando
receitados, devem sempre ser administrados corretamente, respeitando-se os
horários, as dosagens e demais recomendações médicas.
Além disso, é necessário a assunção do compromisso do paciente de seguir
hábitos de vida saudáveis, como manter o peso corporal controlado, diminuir
a ingestão de sal, evitar bebidas alcoólicas, não fumar, controlar os
índices de colesterol, praticar exercícios físicos adequados e adotar
medidas de relaxamento para evitar o estresse do dia-a-dia, bem como, quando
for o caso, o correto tratamento de patologias concomitantes, em especial
diabetes. |