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Objetivo:
Verificar se indivíduos sedentários conseguem atingir o Steady-State,
durante exercício na bicicleta estacionária.
Métodos:
Foram avaliados 6 indivíduos (3 homens e 3 mulheres),
sedentários.Monitorizados continuamente pré e per exercício durante um
período de 30 minutos, foram avaliados Freqüência Cardíaca, Pressão
Arterial Sistólica, Diastólica e escala de Borg.
Resultados:
Quatro indivíduos (67%) conseguiram alcançar o Steady-State. Durante o
teste, os valores médios da FC, PAS, PAD e Borg respectivamente para o
indivíduo 1 foi, 116, 136, 71 e 7, para o indivíduo 2 foi, 118, 127, 76
e 7, para o indivíduo 3 foi, 114, 127, 79 e 9, para o indivíduo 4 foi,
113, 129, 77 e 6, para o indivíduo 5 foi, 124, 127, 80 e 7, e para o
indivíduo 6 foi, 126, 138, 79 e 8.
Conclusão:
A obtenção do Steady-State não necessariamente decorre de um bom
condicionamento físico, este por sua vez, tem grande influência, porém
em meu estudo quatro indivíduos sedentários dentre seis, conseguiram
atingir o Steady-State.
Palavras-chave: Steady-State, exercício
Objective:
To verify if sedentary individuals they obtain to reach the
Steady-State, during exercise in the stationary bicycle.
Methods:
6 individuals had been evaluated (3 men and 3 women),
sedentary. Monitored continuously daily pay and to per exercise during a
period of 30 minutes, had been evaluated Cardiac Frequency, Arterial
Pressure Sistólica, Diastólica and scale of Borg.
Results:
Four individuals (67%) had obtained to reach the Steady State.Durante
the test, the average values of the FC, PAS, PAD and Borg respectively
for individual 1 was, 116, 136, 71 and 7, for individual 2 was, 118,
127, 76 and 7, for individual 3 was, 114, 127, 79 and 9, for individual
4 was, 113, 129, 77 and 6, for individual 5 was, 124, 127, 80 and 7, and
for individual 6 it was, 126, 138, 79 and 8.
Conclusion:
The attainment of the Steady-State not necessarily elapses of a good
physical conditioning, this in turn, has great influence, however in my
study four sedentary individuals amongst six, had obtained to reach the
Steady-State.
Key words: Steady State, exercise.
Introdução
Pode-se verificar o comportamento da freqüência cardíaca durante
determinado exercício físico, cuja intensidade permanece constante.
Astrand, ao estudar o comportamento da freqüência cardíaca durante o
exercício físico de intensidade constante, concluiu que em geral, a
freqüência cardíaca estabilizava-se e não variava, exceto se a
intensidade do esforço diminuísse. A este "estado de equilíbrio"
observado no sexto ao oitavo minutos denomina-se: Steady - State para um
dado nível de esforço5.
A freqüência cardíaca aumenta linearmente com a intensidade do esforço
físico e com o aumento do consumo de oxigênio (VO2). A intensidade do
exercício físico é o principal determinante do aumento da freqüência
cardíaca durante o exercício. A freqüência cardíaca tem grande
importância em Fisiologia do exercício pois, a) é um parâmetro de fácil
medida, pode ser medida antes, durante e após o exercício, b) é um
parâmetro utilizado para classificar as intensidades dos esforços
físicos, c) é o principal parâmetro utilizado para prescrever atividades
físicas dentro de intensidades recomendadas pelo Colégio Norte-Americano
de Ciência do Esporte, que aconselha intensidades de 60 a 85% da
freqüência cardíaca máxima5.
O aumento da freqüência cardíaca e da pressão arterial sistólica que
ocorre durante o exercício resulta num aumento de carga de trabalho
imposta ao coração. A demanda metabólica aumentada imposta ao coração
durante ao exercício pode ser estimada examinando-se o duplo produto. O
duplo produto é calculado multiplicando-se a freqüência cardíaca pela
pressão arterial sistólica: DP = FC x PAS.
A energia necessária para realizar um exercício prolongado (isto é >10
minutos ) é originária do metabolismo aeróbico. Geralmente pode ser
mantido no estado estável da captação de oxigênio, VO2, durante o
exercício submáximo de duração moderada3.
Durante o exercício, a quantidade de sangue bombeado pelo coração deve
ser alterada de acordo com a demanda elevada de oxigênio do músculo
esquelético. Como o nódo sinu atrial (AS) controla a freqüência
cardíaca, as alterações desta envolvem fatores que a influenciam2,3. O
fluxo sangüíneo muscular pode aumentar até um máximo de 25 vezes durante
o exercício mais extenuante. Cerca da metade desse aumento de fluxo
resulta da vasodilatação intramuscular, determinada pelos efeitos
diretos do metabolismo muscular aumentado1.
Evidências incontestáveis de uma nova revisão mostram que os exercícios
podem reduzir a pressão arterial virtualmente em todos os grupos de
pessoas, independentemente de peso, raça ou nível da pressão arterial,
no momento do início da atividade.
S.P. Whelton e cols., da Tulane University, New Orleans, Lousiana, EUA,
examinaram 54 estudos que determinaram os efeitos do exercício sobre a
pressão arterial em mais de 2.400 adultos. Eles verificaram que o
exercício aeróbico regular diminuía a pressão arterial sistólica em
média 3,8 mmHg e diastólica, 2,8 mmHg, em pessoas que previamente eram
sedentárias4.
Materiais e Métodos
Foram estudados 6 indivíduos (3 homens e 3 mulheres), sem alguma
patologia associada, alunos do curso de Fisioterapia da Universidade
Salgado de Oliveira (RJ), analisando: freqüência cardíaca, pressão
arterial sistólica e diastólica e escala de Borg. A freqüência cardíaca
e pressão arterial foram determinadas pelo medidor de pressão Deluxe
Wrist Blood Pressure Monitor MF 338.
A escala de Borg foi obtida nos dados subjetivos de fadiga dos
indivíduos. Foi utilizada a bicicleta estacionária da marca Monark
Cicloergometer.
Foram estudados 6 indivíduos (3 homens e 3 mulheres), sem alguma
patologia associada, alunos do curso de Fisioterapia da Universidade
Salgado de Oliveira (RJ), analisando: freqüência cardíaca, pressão
arterial sistólica e diastólica Blood.
A escala de Borg foi obtida nos dados subjetivos de fadiga dos
indivíduos. Foi utilizada a bicicleta estacionária da marca Monark
Cicloergometer
Protocolo de Avaliação
Foi determinada aos indivíduos, a manutenção das rotações por minuto em
torno de 50 - 60 rpm com a primeira carga de0,5 Kp. Dependendo da
resposta da FC do indivíduo, foram geradas as 2ª, 3ª e 4ª cargas de
trabalho. Quadro 1 . Cada item avaliado foi anotado e concluído em uma
tabela (tabela 1). Foi seguido o protocolo acima para avaliação de
acordo com a YMCA, onde esta determina a duração dos estágios em 3
minutos cada.
O treinamento foi baseado no período no qual é alcançado o estado de
equilíbrio, ou seja, de 6 a 8 minutos com uma carga constante, esses
dados da mesma forma foram anotados em uma segunda tabela (tabela 2).
Quadro 1
| |
FC < 80 |
FC 80-89 |
FC 90-100 |
FC > 100 |
|
1ª Carga |
0.5 |
0.5 |
0.5 |
0.5 |
|
2ª Carga |
2.5 |
2.0 |
1.5 |
1.0 |
|
3ª Carga |
3.0 |
2.5 |
2.0 |
1.5 |
|
4ª Carga |
3.5 |
3.0 |
2.5 |
2.0 |
|
Valores de carga em Kp |
Tratamento/ Treinamento
Foi estabelecido 3 minutos de aquecimento (tempo necessário para iniciar
o sistema aeróbico) e após o exercício mais 3 minutos para
desaquecimento. Seguindo os dados do quadro 1, foi possível estabelecer
a intensidade do exercício para cada indivíduo, com o tempo de 8 minutos
cada estágio. Utilizamos 3 estágios, totalizando 24 minutos.
As razões para interromper o teste variam de acordo com os indivíduos em
estudo, portanto foram seguidos os critérios de interrupção de teste de
esforço físico da Guidelines for Exercise Testing and Prescription da
ACSM.
Resultados
Os resultados obtidos surpreenderam as expectativas, onde quatro
indivíduos (67%) conseguiram alcançar o Steady State.Durante o teste, os
valores médios da FC, PAS, PAD e Borg respectivamente para o indivíduo 1
foi, 116, 136, 71 e 7, para o indivíduo 2 foi, 118, 127, 76 e 7, para o
indivíduo 3 foi, 114, 127, 79 e 9, para o indivíduo 4 foi, 113, 129, 77
e 6, para o indivíduo 5 foi, 124, 127, 80 e 7, e para o indivíduo 6 foi,
126, 138, 79 e 8.Os valores obtidos da freqüência cardíaca nos seis
indivíduos estão representados nos gráficos 5 a 10.Os indivíduos 1, 2, 3
e 4 conseguiram atingir o Steady-State estabelecendo relativamente a
freqüência cardíaca nos três estágios do exercício (Gráficos 5, 6, 7 e
8).Os indivíduos 5 e 6 não conseguiram atingir o Steady-State,
demonstrando uma aumento contínuo da freqüência cardíaca em todos três
estágios do exercício (Gráficos 9 e 10).Os valores médios da Freqüência
Cardíaca, Pressão Arterial Sistólica, Pressão Arterial Diastólica e
Escala de Borg durante o exercício, estão na tabela 1.
Conclusão
O treinamento aeróbico ou cardiorrespiratório propicia a melhora da
capacidade da circulação central no fornecimento de oxigênio, assim
como, o melhor aproveitamento do oxigênio pelos músculos ativados
durante a execução do exercício, permitido ao indivíduo o
desenvolvimento da capacidade de sustentar por um período longo de
tempo, uma atividade física em condições de equilíbrio fisiológico (homeostase),
ou seja, em "steady state"3,5.
A obtenção do Steady-State não necessariamente decorre de um bom
condicionamento físico, este por sua vez, tem grande influência, porém
em meu estudo quatro indivíduos sedentários dentre seis, conseguiram
atingir o Steady-State.
Gráfico 1 Gráfico 2
| Gráfico 1 |
Gráfico 2 |
 |
 |
| |
|
| Gráfico 3 |
Gráfico 4 |
 |
 |
| |
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| Gráfico 5 |
Gráfico 6 |
 |
 |
| |
|
| Gráfico 7 |
Gráfico 8 |
 |
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| |
|
| Gráfico 9 |
Gráfico 10 |
 |
 |
Tabela 1. Médias dos valores da FC, PAS PAD e escala de Borg dos
indivíduos durante o exercício.
| |
FC |
PAS |
PAD |
Borg |
|
Indivíduo 1 |
110,75 |
141,2 |
71,83 |
7,41 |
|
Indivíduo 2 |
111,66 |
120,75 |
78,96 |
8,16 |
|
Indivíduo 3 |
107,04 |
121,12 |
77,83 |
8,5 |
|
Indivíduo 4 |
108,79 |
125,41 |
85,41 |
6,91 |
|
Indivíduo 5 |
133,79 |
123,5 |
83,12 |
8,75 |
|
Indivíduo 6 |
121,62 |
133,5 |
73,29 |
9,7 |
Referências Bibliográficas
1 – Ann Intern Méd 2002; 136 (7): 493-503
2 - FOX, E.L., BOWERS, R.W. & MERLE, L.F. Bases Fisiológicas da Educação
Física e dos Desportos. 4°ed.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1992
3 – Guyton, Arthur C. Fisiologia Humana, 6ª ed, Rio de janeiro,
Guanabara Koogan, 1988.
4 - Mcardle, WD et al.Fisiologia do exercício, energia, nutrição e
desempenho humano.3ª ed, Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1992
5 – Powers e Howley, Fisiologia do exercício,teoria e aplicação ao
condicionamento e ao desempenho, 1ª ed, São Paulo, Manole, 2000
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