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Trabalho realizado por:
Dr. Clauton M. Machado
E-mail: clautonufsm@yahoo.com.br

Fisioterapeuta formado em 1980 pela
Universidade Federal de Santa Maria RS - Brasil
Professor de Recursos Eletrotermoterapêuticos na UFSM/RS
Professor Adjunto I

Autor dos Livros:
- Corrente Interferencial - Editora ORIUM 2007
- Eletrotermoterapia - Prática - Ed. Pancast - 3ª edição SP 2002


CORRIGINDO (a tempo), "UM GRANDE EQUIVOCO"

CORRENTE INTERFERENCIAL


A corrente Interferencial, nos últimos anos, não teve nenhum tipo de modificação ou avanço, seja nos protocolos preconizados seja nas técnicas existentes e nem mesmo, em novas aplicações/enfermidades. Para piorar esse quadro, pouco a pouco vem ocorrendo a diminuição da sua aplicabilidade terapêutica, talvez pelo surgimento de outras terapias ou até mesmo, pela falta de capacidade científica de muitos de nós. O tempo foi passando, e fez-se necessária uma releitura da sua aplicabilidade terapêutica e de novas perspectivas no que tange a técnicas clínicas, e que, a partir desta preocupação, teve inicio nosso trabalho, culminando c/ uma nova proposta terapêutica com a Corrente Interferencial Vetorial.


Primeira fase : No início, tudo era novidade, estranho e difícil, tanto ao que se refere aos termos, equipamentos, bem como relacionado às técnicas; sem contar com a dificuldade de encontrar literaturas que nos servisse como norte. Mas mesmo assim, continuamos nossa jornada, desbravando esse mundo novo e desconhecido (desconhecido para nós), que apesar das dificuldades, sobrevivemos.


Nesta fase, tivemos que nos familiarizar com a parte teórica, seja nas definições, termos, parâmetros, descrições técnicas-científicas, e com as enfermidades tratadas (como e por que tratá-las?). Para piorar a situação, as literaturas disponíveis eram controversas, embora, o que realmente serviu de norte, apesar de tudo, foram os trabalhos de De Domenico.

 

Segunda Fase : Passada a 1ª fase (fase das teorias e teorias !?!), partimos para a parte prática propriamente dita, e aí começaram os problemas, e muitas foram as semanas, em que ficamos debruçados sobre nossas angústias, dúvidas e questionamentos (em relação aos parâmetros do tipo : tempo, slope, spectro, Intensidade em mA, Delta f(v), AMF, aos tipos e graus de intensidades dos diferentes estímulos/sensações (formigamento, vibração, pressão e contração), nas diferentes enfermidades e nas suas diferente fases do processo de reparação celular (hemorrágica, inflamatória, proliferativa e de remodelação,) em diferente locais do mesmo paciente e em diferente pacientes, seja no transcorrer como no decorrer da aplicação/tratamento.


Terceira Fase : Nesta fase, já tínhamos adquirido certa experiência, o que facultava-nos o direito para a realização das diversas adequações, dos diferentes parâmetros e de seus diferentes níveis/graus de intensidades, sem contar, com as intercorrências, que aos poucos foram entendidas e contornadas com sucesso. Muitas experimentações, no que diz respeito a parâmetros, foram realizadas, e graças a Deus, com sucesso. Muitas respostas surgiam no dia a dia, através de relatos do próprio paciente, e não poucas vezes, durante o sono ou inesperadamente, surgiam, como se tivessem sidas metabolizadas inconscientemente.
 

Quarta Fase : Nesta fase, realizamos a sistematização de todos os resultados obtidos nesses 7 anos de experiências, com a corrente Interferencial Vetorial, tanto no que se refere as observações, relatos dos pacientes no dia a dia, adequações, mudanças e confirmações terapêutica, das técnicas e dos métodos., culminado com uma nova proposta terapêutica..

Esta Nova Proposta Terapêutica, com a Corrente Interferencial Vetorial, abrangendo as áreas de : Fisioterapia Desportiva, Ortopédica, Traumatológica e Reumatológica, tem o objetivo de oferecer, a acadêmicos e profissionais de Fisioterapia, uma atualização terapêutica, baseada em fatos e experiência clínica prática, desenvolvida nos últimos 7 anos. Trabalho esse, de laboratório/clinico, de 1999 a 2006, onde tratamentos inéditos e revolucionários, altamente satisfatórios, foram desenvolvido, aprimorados e aplicados com sucesso. Como resultado, desses sete anos de estudo, experiências clinicas e observações, tivemos a criação de 90 novos enunciados/definições, 13 técnicas inéditas e revolucionárias, 8 Métodos altamente eficazes com aplicabilidade terapêutica satisfatória para 50 enfermidades, além da mudança radical, do Protocolo preconizado pelas escolas européia e americana, com justificativas.


Desta forma, pretendemos preencher esta grande lacuna e corrigir possíveis distorções, proporcionando o real conhecimento cientifico, da eficácia terapêutica, bem como, toda sua gama de aplicabilidade. Embora nova (o que pode ser vista com desconfiança), esta proposta é totalmente segura, até porque, seu fundamento básico, é a estimulação / incrementação do processo fisiológico, da reparação celular e dos demais processos envolvidos com a manutenção das condições vitais celulares, em todos os níveis. Com a familiarização dessas novas técnicas, profissionais e acadêmicos, poderão facilmente comprovar, que elas são fisiologicamente eficazes e cientificamente corretas, E é desta forma que apresentamos esta proposta, e ela tem a pretensão, de resgatar a real importância terapêutica da Corrente Interferencial e corrigir (a tempo) "esse grande equivoco", visto que, os protocolos existentes, manuais, bem como, literaturas estrangeiras e/ou traduzidas, muitas vezes apresentam-se defasadas e equivocadas, produzindo com isso, a redução de mais de 50% das informações cientificamente corretas, comprometendo drasticamente, a sua eficácia terapêutica. Atualmente, existe um desânimo acadêmico e profissional, em relação a eletroterapia, que possivelmente seja, pela falta de motivação/informação cientifica convincente, levando-os : ao êxodo eletroterápico. O que está faltando, é bom senso para separar "o jôio do trigo", até porque, existe trabalhos sérios e profissionais comprometidos com o saber eletroterapêutico, e que vem, ao longo do tempo, contribuindo de uma forma ou de outra, para tentar mudar o quadro.


Mas, como somos uma gigantesca família, e vivemos em vários "Brasis", na certa, existem seguidores ou adeptos, que inadvertidamente, difundem informações técnicas equivocadas, vendendo-as como verdadeiras. Na verdade, não sabemos se são ou não culpados por esta situação!? Bem, se alguém ficar apenas reproduzindo, "pontos e vírgulas", daquilo que ler ou do que ouvir (sem analisar, discutir, testar e comprovar), certamente corre o risco de parar no tempo e transformar-se (mesmo que tenha habilidade retórica para o convencimento), em um mero contador de estórias. Por outro lado, se alguém, ler, testar, comparar, adequar e modificar, certamente terá maior capacidade e credibilidade para transferir conhecimento, transformando-se, no verdadeiro escritor da história, ou seja, fará parte desta história.


Esta proposta, por ser inédita, não possui similar, seja na literatura nacional, como na mundial, e que, além de inovadora é oportuna (embora chegando com um certo atraso), chega, para corrigir esse grande equivoco e resgatar (a tempo), a real importância terapêutica da Interferencial, fazendo com que, não mais sejamos prisioneiros de nossa própria ignorância científica (eletroterapicamente falando, mesmo que não seja intencional) e deixando-nos atentos, para podermos caminhar com nossas próprias pernas, transformando-nos, em sujeitos da história da eletroterapia - Interferencial.

 

Como resultado deste trabalho, criamos, aperfeiçoamos, desenvolvemos os diversos tópicos, como : A definição de corrente, forma de produção, gráficos, freqüência de modulação de amplitude AMF, freqüência de variação de amplitude AVF, freqüência portadora (2000Hz/4000Hz), profundidade de modulação de amplitude, comprovações experimentais dos locais e raios de ação da intensidade, locais endógenos dos efeitos, técnicas básica, técnicas associadas, técnicas incrementadas, adaptada, efeitos terapêutico, indicações, contra-indicações, acomodações, cuidados, observações, Sensações exacerbadas, potencializadas, continuadas, de sonolência, sensação da dor referida, do trigger point, mudança visual edematosa, demarcador clauton, mudança do ponto álgico, intensidades ideal, progressiva, regressiva, freqüências fixas e variáveis, nº de sessões e freqüência das Sessões, tempo, spectros, slope/sweep, técnicas preconizadas (13), desenvolvimento de tratamentos para enfermidades como : Gota, (Cólicas Menstruais Primárias, Enxaqueca - em estudo), Pubalgia, Cisto Sinovial de Anterior de punho sem recidiva de lesão, Síndrome do Túnel do Carpo e Aceleração da reposição de tecido cartilaginoso/ósseo, bem como tratamento para dezenas de outras enfermidades. “A necessidade de adequação de parâmetros, no transcorrer e decorrer do tratamento, segundo sensações/acomodações referidas, não nos permite o uso de protocolo padrão, e não obrigatoriamente, tenhamos que usar uma AMF pré-estabelecida, seja ela, alta ou baixa, fixa ou variável, com Spectro fixo ou variável (estreito ou Amplo), Slope suave ou forte, ou sem Slope, ou ainda, usar uma Intensidade alta/média/baixa, para tratamentos de enfermidades na fase aguda ou crônicas, mas sim, estímulos satisfatórios e sem desconforto, segundo objetivo e familiarização, frente aos diferentes tipos de parâmetros/estímulos. A observância desses parâmetros, com suas inúmeras variações necessárias, para os diversos graus de acomodações, diferentes níveis de sensibilidades de cada paciente, nas diversas fases da lesão, como também, da familiarização do paciente frente ao estímulo, desde o 1º minuto de tratamento até o último, obrigando-nos a adequações constantes dos parâmetros, buscando sempre o sucesso terapêutico, faz com que, cada paciente, tenha no decorrer e transcorrer da aplicação ou tratamento, o seu protocolo individual específico e variável. Sinto-me a vontade, em colocar a disposição de toda a comunidade cientifica, esta nova proposta, para que seja discutida e aprimorada, até porque, é um trabalho sério e vem para somar, acreditando que só assim ganharemos todos : Nós e a Sociedade.

 

Obs.:
- Todo crédito e responsabilidade do conteúdo é de seu autor.
- Publicado em 04/04/06

 


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