Referência  em  FISIOTERAPIA  na  Internet

 www.fisioweb.com.br 

 


Trabalho realizado por:
Patrícia Campos Salles Couto*,
Luciana Franco Geraldo*

Orientado por:
Flávia Campos Quintão
Professora de Pneumologia da UNIPAC


SRAS; Síndrome Respiratória Aguda Grave;
Conhecida como Pneumonia Asiática.


Introdução

Uma doença infecciosa emergente vem assustando milhares de pessoas em todo o mundo, inclusive no Brasil, e mobilizando órgãos e autoridades de saúde nacionais e internacionais. Trata-se de uma síndrome pneumônica, denominada Síndrome Respiratória Aguda Grave um quadro que, de acordo com a sua própria denominação pode se apresentar de forma severa, podendo levar a óbito, em cerca de 4% dos casos. www.hportugues.com.br/noticias.

É uma doença respiratória viral grave sobre a qual, nos últimos meses, foram relatados casos na Ásia, América do Norte e Europa. Foram registrados casos suspeitos em outros locais do mundo, inclusive no Brasil. Os casos relatados fora da Ásia ocorreram em indivíduos que tinham viajado para lá ou entre pessoas que tiveram contato com estes (familiares ou profissionais de saúde que atenderam estes doentes). www.abcdasaude.com.br

Segundo informe da OMS (Organização Mundial de Saúde), de fevereiro de 2003 até o presente, contabilizam-se 456 casos suspeitos e 17 óbitos, com maior concentração em Hong-Kong, Vietnã, Cingapura e recente expansão para os Estados Unidos, Canadá e alguns países europeus. www.funasa.gov.br/epi/sars/situação_sars.htm

Ainda não está confirmado o agente causador dessa afecção, embora os estudos venham apontando para um coronavírus. Alguns representantes desse grupo de vírus são conhecidos causadores de resfriados comuns. www.hportugues.com.br/noticias.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) um coronavírus jamais observado em seres humanos é a causa da Síndrome Respiratória Aguda (Sars), o novo tipo de pneumonia. Os vírus da família Coronavirus normalmente são a causa dos resfriados comuns. www.funasa.gov.br/epi/sars/situação_sars.htm

Evidências laboratoriais sugeriam que a doença fosse causada por um vírus (coronavírus), que sofreu algumas modificações na sua estrutura. Recente relato na literatura médica associa um novo coronavírus como causa desses casos de SRAS no mundo. Foi proposto o nome de coronavírus urbani nestes casos associados à SRAS. www.abcdasaude.com.br


Transmissão

A transmissão se faz por via respiratória, ou seja, gotículas expelidas no ambiente por indivíduo contaminado, que são  inaladas por outro suscetível. Uma outra forma provável de contaminação é através de material ou superfície contaminada com secreções do paciente, em contato com indivíduo suscetível. Não se sabe se as medicações antivirais conhecidas até o momento podem ter alguma ação sobre aquele agente, essa é a próxima resposta que está sendo buscada nos pacientes acompanhados. www.hportugues.com.br/noticias

Após contato íntimo com um indivíduo acometido, o contactante permanece sem manifestações por um período de 2-7 dias, chamado de período de incubação, após o qual surgem sintomas como febre, tosse seca e dificuldade para respirar, (juntamente com o relato epidemiológico de viagem a um país que apresente casos da doença e contato  íntimo com paciente), o que define o quadro, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). www.hportugues.com.br/noticias

A enfermidade inicia com febre que pode ou não estar associada à calafrios e outras alterações. A pessoa pode sentir mal-estar geral, dores nas articulações e nos músculos, dor de garganta e dor de cabeça – sintomas similares aos de uma gripe. Mais raramente poderá haver diarréia.www.abcdasaud.com.br

Depois de poucos dias, o indivíduo com SRAS poderá apresentar tosse seca e falta de ar, necessitando, em alguns casos, de internação em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) para ficar em ventilação mecânica – um aparelho auxilia na respiração do indivíduo.

Também é possível que a contaminação se dê através de objetos que tenham sido contaminados pelo doente. Por exemplo, o doente que havia tocado seu nariz com as mãos passa a usar um pente sem antes ter lavado suas mãos contaminadas. Outra pessoa, ao usar aquele pente contaminado, e que depois leva a mão ao seu nariz, se contagia. www.abcdasaude.com.br

Conforme orientação do Centro para Controle de Doenças e Prevenção (CDC), em Atlanta (EUA), é mais provável que o indivíduo possa infectar outras pessoas no período em que ele está com os sintomas da doença – febre e tosse, por exemplo. Todavia, não se sabe quanto tempo ainda, antes ou depois da doença iniciar poderá se dar a sua transmissão. www.abcdasaude.com.Br

Como os médicos ainda não sabem exatamente o mecanismo de transmissão e o agente causador da doença, estão sendo preparadas instalações com isolamento de contato nos hospitais específicos, pois há uma suposição de que o causador seja um vírus respiratório. Esse isolamento respiratório é feito para evitar que se inale o mesmo ar que o paciente. O procedimento de isolamento é indicado para vírus respiratórios, pois há três tipos de transmissão: a transmissão por contato, a aérea e a por gotículas (as que são expelidas pelo organismo ao respirar, ou tossir, por exemplo). www.comunicacao.jor.br/modules


Prevenção

As medidas preventivas, portanto, referem-se ao controle dos casos que venham a chegar no Brasil. "Alertamos o sistema de vigilância epidemiológica para que possamos detectar o caso precocemente e tomarmos as medidas cabíveis, que consistem em isolamento respiratório e, como se trata de uma doença desconhecida, encaminhamento a hospitais de referência no tratamento de doenças infectocontagiosas", diz Jarbas Barbosa. Outras formas de prevenção; www.orientacoesmedicas.com.br/sars.asp
 

 

 

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Precauções para controle da infecção devem ser mantidas nos pacientes com SRAS, até 10 dias após a febre e as demais alterações desaparecerem;

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Profissionais da saúde têm orientado as pessoas e distribuído cartões de alerta de saúde em aeroportos e navios;

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Indivíduos que tenham tido contato com pessoas com suspeita da doença deverão procurar atendimento médico, caso iniciem os sintomas da SRAS;

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Pessoas com SRAS não deverão sair de casa. Não deverão ir à escola, ao trabalho ou outros lugares públicos, por 10 dias após sua cura;

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Por 10 dias, as pessoas que partilham a sua casa com o doente terão de lavar bem e freqüentemente as suas mãos ou friccioná-las com solução que contenha álcool;

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Os doentes deverão cobrir seu nariz e boca ao espirrar ou tossir;

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Máscaras cirúrgicas deverão ser usadas pelos pacientes com SRAS em recuperação e pelas pessoas que tenham contato com estes;

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Usar luvas descartáveis quando houver contato com fluidos (suor, urina e etc.) do doente (importante para os profissionais de saúde). Após, lavar as mãos;

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Não partilhar utensílios domésticos com o doente. Separar talheres, pratos, copos, toalhas e roupas de cama; Manter a limpeza do domicílio do doente;

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As pessoas que convivem com suspeitos de SRAS não precisarão restringir as suas atividades fora de casa, a menos que desenvolvam os sintomas da doença.


                           (www.usp.br, www.abcdasaude.com.br)


Para o paciente:

1. Utilizar máscara cirúrgica;

2. Manter o paciente em ambiente separado durante toda a sua permanência na Unidade;

3. Internar em quarto de isolamento aéreo (para tuberculose);

4. Na porta do quarto sinalizar com os diferentes tipos de precauções necessárias (padrão, contato e aérea).

5. As roupas utilizadas pelo paciente devem ser enviadas a lavanderia separadas e devidamente identificadas.


Para o profissional de saúde:

1. Seguir as precauções padrão, de isolamento de contato e aérea para todo caso suspeito de SRAG;

2. Utilizar máscara N95;

3. Lavagem das mãos antes e após o contato com o paciente e imediatamente após a retirada das luvas, com água e sabão ou uso de álcool-gel;

4. Utilizar luvas de procedimentos e descartá-las logo após o uso;

5. Utilizar capote e descartá-lo após o uso;

6. Utilizar óculos de acrílico durante o contato com o paciente;

7. Limpeza e desinfecção de superfícies e utensílios e desinfecção e esterilização de materiais médico-hospitalares deverá ser realizada conforme rotina específica para cada material ou superfície; http://www.fiocruz.br/ccs/novidades/mar03/pneumonia.htm


Tratamento


Segundo o Center for Deseases Control anda Preventions (CDC), recomenda que o paciente com SARS receba o mesmo tratamento que seria utilizado para pacientes com pneumonia atípica grave de causa desconhecida, em hospitais. www.usp.br

O tratamento da Síndrome Respiratória Aguda Grave consiste basicamente em medidas de suporte, como hidratação e, eventualmente, o uso de próteses respiratórias. É prudente, uma vez que o diagnóstico é de exclusão, considerar o emprego de antibióticos visando os agentes bacterianos que comumente causam pneumonia, incluindo as atípicas. Evolutivamente deve-se ainda levar em conta, principalmente nos pacientes mais graves, a possibilidade de infecções bacterianas secundárias. Estão sendo utilizadas drogas antivirais (como a ribavirina) e corticóides, porém não existem evidências de que tenham produzido qualquer efeito terapêutico. www.cives.ufrj.br/informes/sars/sars-it.html

Os resultados indicam que os tratamentos médicos, através dos remédios utilizados atualmente não são meios para curar doenças. São um meio de não curá-las e prolongá-las. A verdadeira cura consiste na eliminação das toxinas e na limpeza do organismo, a fim de livrá-lo das causas das enfermidades. www.michelkallas.hpg.com.br

Mesmo assim, o Center for Deseases Control anda Preventions (CDC), que controla as doenças infecciosas nos Estados Unidos, sugere a aplicação de medicamentos usados para pneumonia. Mas, segundo Guido Levi, "é uma sugestão absolutamente empírica, uma vez que os casos tratados não responderam". www.usp.br

Cientistas da Universidade de Hong Kong anunciaram ter completado o primeiro passo para a criação de uma vacina contra a pneumonia atípica conhecida como Sars (sigla em inglês de Síndrome Respiratória Aguda Grave).Os pesquisadores produziram uma forma inativa do vírus que causa a doença e já realizaram testes em laboratório para testar sua segurança.

A expectativa é de que os testes em animais comecem daqui a poucos meses, mas os testes em humanos só devem ser realizados dentro de alguns anos.
A pesquisa foi realizada com a colaboração de cientistas da Escola de Medicina de Guangzhou e da Universidade Fudan, em Xangai. www.bbcbrasil.com



Referências Bibliografias

Fiocruz preparada para enfrentar doença que atinge Ásia, Europa e América do Norte, http://www.fiocruz.br/ccs/novidades/mar03/pneumonia.htm

Síndrome Respiratória Aguda Severa, Sinônimos: SRAS; Síndrome Respiratória Aguda Grave; SARS. Também conhecida como pneumonia asiática. www.abcdasaude.com.br

Pneumonia Misteriosa, Entenda a nova pneumonia
www.orientacoesmedicas.com.br/sars.asp


Prevenção e tratamento da SARS, www.orientacoesmedicas.com.br/sars.asp

www.funasa.gov.br/epi/sars/situação_sars.htm


Rácz – Laboratório de Virologia Departamento de Microbiologia Instituto de Ciências Biomédicas Universidade de São Paulo
www.usp.br

Síndrome Respiratória Aguda Grave, Fernando S. V. Martins
http://www.cives.ufrj.br/informes/sars/sars-it.html


Cientistas avançam na busca por vacina contra a Sars, Publicado em 27 Maio 2003 www.bbcbrasil.com


Pneumonia Asiática tem Sintomas de Gripe e Pode Matar: Fabiane Nicolote da Costa Publicado em 08 de Maio de 2003
www.comunicacao.jor.br/modules


Síndrome Respiratória Aguda Grave (Pneumonia Asiática) Dra. Ledívia Espinheira (CRM: 8844) é Infectologista do Hospital Português da Bahia. www.hportugues.com.br/noticias

Asiática Uma visão holística desta doença, analisada pelo terapeuta Michel Kallas. / Instituto de Medicina com as mãos Fone 0xx 41 2732985 Endereço: Av. Manoel Ribas, 8570 Santa Felicidade Curitiba Pr CEP 82400000 www.michelkallas.hpg.com.br


 

*Acadêmicas do curso de Fisioterapia da Universidade Presidente Antônio Carlos de Barbacena/MG. - UNIPAC/BARBACENA

 

Obs.:
- Todo crédito e responsabilidade do conteúdo são de seus autores.
- Publicado em 28/12/04

 


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