Referência  em  FISIOTERAPIA  na  Internet

 www.fisioweb.com.br 


Trabalho realizado por:
-
Laís Bittencourt de Moraes*

Contato:
laisbmoraes@terra.com.br

 


BURSITE

 

No derredor de algumas articulações existem pequenas estruturas com o formato de bolsas que armazenam líqüidos sinoviais. São as chamadas bursas, que têm funções de proteção e amortecimento, destinando-se a reduzir o atrito entre os ossos e a evitar que os tecidos moles circunvizinhos (musculaturas, ligamentos e tendões) sofram pressão excessiva.

Em decorrência de variados motivos, as bursas podem sofrer inflamações, instalando-se, assim, as denominadas bursites. O termo bursite significa, justamente, bursa inflamada. Dentre as principais causas das bursites destacam-se os traumatismos locais, o excesso de movimentos repetidos, as lesões por esforços musculares, as artroses e demais problemas articulares.

Quando ocorre uma bursite, as paredes da bursa atingida tornam-se mais espessas e passam a produzir mais líqüido. Isso resulta em inchaço local, rigidez, irritação da pele, compressão das estruturas adjacentes e dores, sentidas principalmente ao movimentar-se a região afetada.

O corpo humano possui mais de uma centena de bursas, distribuídas em locais estratégicos. Algumas delas apresentam maior incidência de inflamações, tais como as situadas na região dos ombros (bursite subacromial e subdeltóide), dos cotovelos (bursite do olécrano), dos joelhos (bursite da pata de ganso e pré-patelar anterior), dos quadris (bursite trocantérica, isquiotibial e do íleopsoas) e dos calcâneos (bursite na inserção do tendão de aquiles).

O diagnóstico da bursite pode ser realizado por meio da história clínica do paciente, de testes específicos, de radiografias, de ultra-sonografias, de ressonâncias magnéticas, e também por exames laboratoriais, a depender do nível de infecção.

O tratamento deve ser realizado de acordo com a complexidade de cada caso. Pode ser recomendado pelo médico o uso de medicamentos, como antiinflamatórios e relaxantes musculares. Nas situações de maior gravidade, contudo, intervenções cirúrgicas podem ser necessárias.

Ademais, o tratamento fisioterapêutico pode ser de grande valia para sanar essa patologia. O Fisioterapeuta pode intervir utilizando recursos como a eletroterapia, a crioterapia (com aplicações regradas de gelo no local), a massoterapia, a acupuntura, os exercícios terapêuticos de alongamento e o fortalecimento muscular da região implicada.

O fisioterapeuta, além disso, pode orientar o paciente com relação à adoção de hábitos de vida saudáveis que devem ser assumidos durante e após o tratamento. Nessa esteira, objetiva-se, em especial, impedir compressões na região da bursa, evitar o excesso de movimentos repetitivos e a ocorrência de traumas que agravem o quadro.


Cada situação concreta merece ser examinada de maneira individualizada por um profissional habilitado. Em geral, contudo, para evitar a incidência danos maiores, uma pessoa acometida de bursite deve procurar manter o mobiliário da sua casa e do seu local de trabalho dentro de padrões ergonômicos adequados e realizar pequenas pausas durante longas jornadas laborativas, para relaxamento e alongamento corporal.

 

* FISIOTERAPEUTA.  - CREFITO-9/8047-F.

- Pós-graduada em Fisioterapia Ortopédica, Traumatológica e Reumatológica (UNOESTE-SP). - Pós-graduada em Metodologia do Ensino Superior (UNIGRAN-MS).
- Formada em Aurículo-acupuntura.
- Formada no método Pilates.
- Pós-graduanda em Acupuntura (ABA-Associação Brasileira de Acupuntura).

 

Obs.:
- Todo crédito e responsabilidade do conteúdo é de seu autor.
- Publicado em 13/03/08

 


© 2008 - World Gate Brasil Ltda

Todos os Direitos Reservados