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O joelho humano é formado por uma articulação
composta de três ossos. O fêmur, que é o osso da coxa; a tíbia, que é o osso
da canela e a patela (antigamente chamada de rótula), que é um pequeno osso
situado na parte anterior (da frente) do joelho.
A condromalácia patelar é uma patologia inflamatória que resulta no
amolecimento da cartilagem articular (estrutura que recobre as extremidades
ósseas). Essa doença também é conhecida como "joelho de corredor" ou de
síndrome de dor patelo-femoral. Sua ocorrência é mais freqüente no sexo
feminino e nos atletas que realizam grandes esforços com as pernas.
É uma patologia degenerativa que danifica a estrutura do joelho, gerando
desconforto e dor, principalmente na região localizada atrás e ao redor da
patela. Se não tratada corretamente e em tempo hábil, essa doença pode
evoluir para um quadro de incapacidade articular, inclusive, com perda de
movimento.
Devido às mudanças internas que são causadas pela inflamação da articulação,
a condromalácia patelar é dividida em três níveis; (1, 2, e 3). Essa
condição clínica varia de acordo com a deterioração da cartilagem articular,
podendo danificar o joelho de forma leve, moderada ou grave.
Sinais e sintomas como estalos, crepitações, inchaços e dores no joelho são
comuns nessa doença. E nos quadros mais avançados pode haver dificuldade de
flexionar o joelho, de se agachar, de subir e descer escadas e de ficar com
o joelho apoiado no chão.
Essa doença articular pode ser causada por muitos motivos: como traumatismo
no joelho, contusão patelar, excesso de fricção entre a patela e o "trilho"
do fêmur, e por anomalias biomecânicas articulares que resultem em
alterações na posição da patela.
É possível realizar o diagnóstico da condromalácia patelar por meio da
história relatada pelo paciente, de teses específicos para o joelho e de
exames como raios-x e ressonância magnética.
Normalmente, é recomendado repouso relativo durante o tratamento,
principalmente para evitar as atividades que possam causar a lesão. Podem
ser recomendados, também, medicamentos, Fisioterapia, órteses patelares e
até mesmo intervenções cirúrgicas nos quadros clínicos de maior gravidade.
Para evitar o surgimento dessa patologia, alguns cuidados podem ser de
grande valia, como evitar traumatismos e impactos no joelho, reforçar as
musculaturas fracas da perna com exercícios terapêuticos adequados, manter
um bom alongamento muscular dos membros inferiores, evitar subir e descer
escadas em demasia e utilizar calçados confortáveis durante os exercícios
físicos e nas atividades cotidianas.
Previna-se, cuide do seu joelho. |