Referência  em  FISIOTERAPIA  na  Internet

 www.fisioweb.com.br 


Trabalho realizado por:
- Diego Antonino Nunes dos Santos
- Sheila Pereira de Lima
- Françuelda Pereira de Lima
- Andressa Fernanda Volken
- Poliana Reis

Contato:
antomino_ba@hotmail.com

* Acadêmicos do 5º semestre do curso de Fisioterapia da Faculdade São Francisco de Barreiras.


Fatores predisponentes ao desenvolvimento de DORT em caixas de supermercado

 

RESUMO

Este artigo tem por objetivo explanar o que são os DORT e os fatores que levam ao seu desenvolvimento em caixas de supermercado. Após revisões bibliográficas, foi constatado que os DORT’s (Distúrbios Osteomioarticulares Relacionados ao Trabalho) correspondem às maiores causas de afastamento do trabalho. Como a profissão de caixa está repleta de movimentos repetitivos e grande parte das empresas, no caso, os supermercados, não possui uma estrutura física ergonomicamente planejada, muito menos programas de ginástica laboral, acabam propiciando diversos fatores que levam o aparecimento dessas patologias em seus funcionários.

Palavras-chave: DORT, Caixas de supermercado e Movimentos repetitivos


ABSTRACT

This article has the point to explain what is DORW (Disturb osteomioarticulate relation of work) and the fact wha’t take a development in supermarket’s employer. After reviem bibliografic, was verifyc qhat the DORW to correspond the main reason of move away work. Like profission of employ’s market got many motion unceasing and great part of company, in case, the supermarket, can’t have structure apropriate ergonomy planned and so less exercises of gynastic. This way result favorable many factor to appearence of those dicease in yours empolyers.

Key words: DORW, Supermarket employer and motion unceasing.

 

INTRODUÇÃO 

A incidência de patologias relacionadas ao trabalho, vem aumentando cada vez mais nos dias de hoje, doenças como DORT (Distúrbio Osteomioarticular Relacionado ao Trabalho) tiveram surgimento logo após a revolução industrial, quando houve uma intensa modificação na forma de trabalho onde homens e mulheres passaram a trabalhar mais que 12 horas diárias sem período de descanso e geralmente fazendo horas extras para que dessa forma aumentasse o potencial produtivo de suas empresas. Isso acarretou numa grande massa de trabalhadores que constantemente eram afastados de seus cargos por conseqüências de lesões devido a esforço repetitivo que eram executados.

No entanto, não se indica utilizar o termo LER (Lesão por Esforço Repetitivo) para definir uma lesão, pois a sua designação se refere a um conjunto de doenças causadas por esforço repetitivo e não uma doença causada pelo trabalho. Atualmente o termo mais apropriado a se utilizar é DORT. Segundo Echternacht (1998) apud Barbosa (2002), essas mudanças servem apenas para que se possa impor uma redução substancial nas notificações de doenças, mas não significa a ausência de registros ou ocultamento da sintomatologia pelos trabalhadores. DORT é uma patologia que afeta principalmente as articulações e os músculos, promovendo um grande risco á saúde motora dos trabalhadores envolvidos com a execução de atividades que exijam esforços constantemente repetitivos. Como por exemplo, o principal foco desta pesquisa, os caixas de supermercados que, geralmente, são mais acometidos por esses distúrbios ao longo de sua jornada de trabalho fazendo o mesmo movimento por inúmeras vezes ao dia, sem muitas vezes terem intervalo para descanso.

Além de exercícios repetitivos realizados durante toda a jornada de trabalho, fatores como local de trabalho inadequado e desconfortável transformam-se em condições favoráveis para o Início do desenvolvimento da lesão. Outros fatores associados são: atividades que requerem força excessiva, posturas inadequadas que sejam desfavoráveis ao funcionamento fisiológico das articulações, jornadas de trabalho extensas sem pausas para relaxamento, entre outras. É de fundamental importância ressaltar que fatores bio-psicossociais exercem grande influência, pois indicadores que contenham uma grande sobrecarga emocional aumentam a possibilidade de adquirir um  trauma acumulativo.

A sintomatologia das pessoas acometidas é bastante específico, tendo como sintoma principal a dor nas partes afetadas, sendo a mesma semelhante a dor de um reumático. Outras características principais da doença são parestesias, sensação de peso e fadiga nos membros superiores e região cervical e às vezes na região dorso-lombar e membros inferiores.

As principais afecções que se enquadram na classe dos DORT’s são as tenossinovites, tendinites, epicondilites, síndrome do túnel do carpo, bursites, dedo em gatilho, síndrome do desfiladeiro torácico, síndrome do pronador redondo e mialgias.

Uma das formas mais eficientes para o combate da DORT é a prevenção. Por meio de um ambiente de trabalho rigorosamente correto que se diminuem as possibilidades de um desenvolvimento da lesão, é necessário também que sejam estabelecidos períodos de descanso, em que o profissional irá relaxar os membros e realizará exercícios de alongamentos. Assim, os membros, irão desempenhar suas funções sem afetar sua estrutura funcional. Ainda como forma de prevenção, o fisioterapeuta pode fazer uso da técnica de ergonomia. ABERGO (Associação Brasileira de Ergonomia) (2000) apud Barbosa (2002) diz: – a ergonomia objetiva modificar os sistemas de trabalho para adequar as atividades nele existentes às características, habilidades e limitações das pessoas com vistas ao seu desempenho eficiente, confortável e seguro.

Juntamente com o tratamento deve começar a fase de reabilitação, sendo necessário o acompanhamento no processo de volta ao trabalho. Desse processo de reabilitação, além da equipe de saúde, devem participar o próprio paciente, um representante da empresa, o Centro de Reabilitação Profissional (CRP) e, se necessário, o sindicato, para que a realocação seja satisfatória. De forma que o paciente possa trabalhar novamente sem riscos de adquirir ou acentuar lesões.

A profissão de caixa de supermercado é um ramo que exige bastante do profissional, visto que sua função necessita de bastante esforço físico e psicológico. As empresas, no caso os supermercados, em sua maioria conhecem os distúrbios que podem ser provocados pela excessiva repetição de determinados movimentos, mas não promovem programas que diminuam a incidência das doenças osteomioarticulares, prejudicando assim, a vida útil de seus funcionários e um conseqüente prejuízo para a mesma.

É objetivo de o presente estudo descrever se os caixas de supermercado na cidade de Barreiras no ano de 2006 apresentam sintomas típicos que indiquem desenvolvimento de DORT, de acordo com informações obtidas via questionário respondido pelos mesmos, e também indicar as possíveis causas de futuros distúrbios osteomioarticulares.

 

MATERIAIS E MÉTODOS 

Este estudo teve seu projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade São Francisco de Barreiras.

População de estudo: composta por indivíduos que exercem função de caixa de supermercado em um supermercado de uma rede na cidade de Barreiras, os quais, previamente, concordaram em colaborar com a pesquisa através de um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Aplicamos nosso instrumento a um grupo de 15 indivíduos, por não ser possível aplicar a todo universo pretendido, pela incompreensão de muitos administradores de outros estabelecimentos em colaborar com a pesquisa.

Instrumento de coleta de dados: questionário – composto por 14 questões fechadas de única escolha, referentes às características sócio-econômico-educacionais, condições de trabalho, condição física.

Os exames foram aplicados por parte dos integrantes do grupo em um dos supermercados da rede. Os questionários foram entregues individualmente a cada caixa presente na data e recolhidos em data pré-marcada com o administrador do estabelecimento durante o segundo semestre do ano de 2005.

Processamento de dados e análise estatística: as informações foram armazenadas em um banco de dados feito pelo grupo e posteriormente utilizados para a análise a fim da confecção do artigo.

RESULTADOS

O questionário foi aplicado a um grupo de 15 caixas de supermercado. Do total de entrevistados, 100% eram do sexo feminino, nas faixas etárias: 53,33% de 18 a 27 anos; 20% de 28 a 37 anos e 26,66% de 38 a 47 anos, como descrito na tabela 1.

TABELA 1

Características sócio-econômicas dos caixas de supermercado entrevistados na cidade de Barreiras

 

Características                                    n                     %

 

Sexo

Masculino                                              0                      0

Feminino                                              15                   100

 

Grupo etário (anos)

18-27                                                   8                     53,33

28-37                                                   3                     20

38-47                                                   4                     26,66

 

Escolaridade

1º grau incompleto                                1                     6,67

1º grau completo                                  14                    93,33

 

A respeito das condições sócio-econômicas dos entrevistados, verificou-se que os alfabetizados representaram 100%. Constatou-se ainda que 66,66% trabalham 8 horas/dia, enquanto 33,33% cumprem apenas 6 horas/dia.

Considerando os resultados desse estudo, observou-se que, de modo geral, há uma boa parcela da população entrevistada (86,66%) com conhecimento sobre DORT e suas conseqüências.

Foi observado que grande parte dos caixas realizava hora extra (93,33%), além do turno de normal de 8 horas estabelecido pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), confirmando assim, uma prática comum entre os trabalhadores a fim de aumentar o salário no final do mês.

TABELA 2

Resultado da análise dos questionários aplicado aos caixas de supermercado sobre questões referentes ao ambiente, condições físicas e jurídicas em relação ao seu trabalho.

                                                                                      

Características                                             Freqüência                                %                 

 

Você faz hora extra? 

Sim                                                                        14                                93,33   

Não                                                                         1                                  6,67    

 

Durante a execução de seu

serviço faz esforço físico intenso?

Sim                                                                         7                                  46,66

Não                                                                         8                                  53,34

 

Realiza atividade que exige

postura física inadequada?

Sim                                                                         13                                86,66

Não                                                                          2                                 13,34

 

Sente-se cansado ao

final do expediente?

Sim                                                                          12                                     80

Não                                                                            3                                    20

 

Sente dores durante ou

ao final do expediente?

Sim                                                                           13                              86,66   

Não                                                                             2                              13,34

 

Você se alonga diariamente

antes de suas atividades?

Sim                                                                            1                                6,67

Não                                                                           14                              93,33

 

O local de trabalho possui boa

iluminação e os instrumentos

estão bem dispostos e apropriados

para as tarefas?

Sim                                                                              2                                13,34

Não                                                                            13                               86,66

 

A direção de seus movimentos

diários segue um padrão repetitivo?

Sim                                                                            15                                100

Não                                                                             0                                    0

 

A empresa investe em programas

(ergonômicos) que valorizem a

saúde física e mental?

Sim                                                                            0                                   0 

Não                                                                          15                                 100

 

Há pausas formais durante o turno

de trabalho que permita tempo

suficiente para descanso?

Sim                                                                             9                               60

Não                                                                             6                               40

 

 

Você conhece a lei que regulamenta

os seus direitos?

Sim                                                                            6                               40

Não                                                                            9                               60

 

Você sabe o que são os DORT’s?

Sim                                                                          13                             86,66

Não                                                                            2                             13,34

 

De acordo com a tabela 2, quando perguntados se realizavam atividades que exigem esforço físico intenso, 46,66% consideraram fazer, enquanto 53,33% disseram que a atividade não necessita de tanto esforço.

Entre as conseqüências diretas do esforço físico estão o cansaço e a dor. 80% disseram sentir cansaço ao final do expediente, representando a grande maioria. Maioria também confirmada no quesito dor, em que 86,66% referiram ter algum tipo de algia ao fim do turno.

Quando se questionou se os caixas julgavam realizar atividade que exige postura física inadequada, 86,66% consideraram executar. Questionados se alongavam diariamente antes de suas atividades, apenas 1 (6,67%) respondeu afirmativamente.

Na questão sobre a iluminação do local e disposição dos instrumentos de trabalho, apenas 13,34% responderam que as condições são apropriadas, enquanto 86,66% não confirmaram.

Em relação a movimentos repetitivos, todos os entrevistados (100%) disseram seguir um padrão de movimentos repetitivos diários. A mesma quantidade (100%), respondeu que a empresa não investe em programas ergonômicos que valorizam a saúde física e mental.

Com relação ao trabalho exigir bastante vigilância e percepção, somente 1 (6,67%) não confirmou a questão. A respeito de terem pausas formais durante o turno de trabalho, 40% assinalaram não. Quando perguntados se conheciam a lei que regulamenta seus direitos, 40% responderam conhecer, ao passo que 60% não conhecem.

Cabe ressaltar que todos os entrevistados eram do sexo feminino, o que pode corroborar a pesquisa, visto que, segundo estudos, as mulheres possuem maior suscetibilidade ao desenvolvimento da patologia por estarem mais envolvidas com tarefas de âmbito interno nas empresas, geralmente associados ao uso de máquinas. Ao passo que se tivessem homens presentes no estudo, os resultados poderiam, hipoteticamente, ser outros.

  

DISCUSSÃO

Considerando os resultados desse estudo observa-se que, de modo geral, uma grande parcela da população de caixas de supermercado entrevistados tem conhecimentos sobre o DORT. Porém, apesar de conhecerem, muitos negligenciam a doença. A tabela 2 demonstra claramente isso, visto que, praticamente a quantidade de caixas que não se alongam é quase a mesma que conhecem os DORT’s. Segundo Salim (2003) o comércio varejista - supermercados e lojas de artigos variados – em 1998 respondeu por 13,9% dos diagnósticos de DORT, ficando em segundo lugar, perdendo apenas para as intuições financeiras. Americano (2006) revela que os trabalhadores são mais propensos ao desenvolvimento do distúrbio na faixa dos 30 aos 40 anos, e na sua maioria são do sexo feminino.

A ginástica laboral (alongamentos) não é garantia do não-desenvolvimento do distúrbio, mas é um ponto de partida imprescindível para a prevenção, segundo os questionários, apenas um caixa disse se alongar diariamente. Para Barbosa (2002), as DORT’s podem ter sua incidência diminuída com o uso de algumas técnicas de alongamento, que são de fácil aplicação e apresentam boa eficácia. Carvalho (2003:01) confirma tais afirmações e deixa seguinte frase Diminuir os problemas de saúde no trabalhador é sinônimo de aumento de produtividade na empresa.

Assim como a ginástica laboral, a ergonomia tem papel fundamental na prevenção do DORT. Segundo os caixas, seu ambiente não possui estrutura física ideal para a realização de sua atividade. O investimento em programas ergonômicos requer uma quantia considerável de capital. Barbosa (2002) diz que cabe ao empregador promover as adaptações necessárias ao ambiente de trabalho, para que o empregado desfrute ao máximo de conforto, segurança e aumente seu desempenho. Nesse quesito incluem fatores como iluminação, ruídos, vibrações, cores e outros aspectos que, se estiverem fora do padrão, podem levar o individuo a adotar posturas viciosas, dores, distúrbios auditivos, entre outras enfermidades que o debilitem. Ainda segundo o autor, uma boa medida preventiva contra doenças ocupacionais seria a instalação de um setor de fisioterapia no âmbito da empresa, porém vale lembrar que esse setor não significaria o fim de todas as patologias, mas que levaria a uma diminuição considerável no número de afastamentos.

Esforço físico também é um fator predisponente ao desenvolvimento de um DORT. A depender da região utilizada, no caso dos caixas o membro superior, maiores serão as conseqüências das lesões. Os entrevistados demonstraram diferença em relação à questão, pois alguns sentiam que realizam esforço físico, enquanto a outra parte não tinha a mesma opinião. Entre as conseqüências do esforço físico estão a dor e o cansaço.

As queixas de cansaço são normais a qualquer trabalhador ao final de um dia de trabalho, como a tabela 2 demonstra. Porém, se ele se estende por toda a semana é sinal de um possível desenvolvimento de DORT. A dor já é um sinal mais crítico. Pode ser apenas uma fadiga ou inflamação, mas dependendo da intensidade que aparece deve ser encarada com seriedade e tomadas providências para investigação de sua etiologia. Mais de 85% dos caixas entrevistados dizem sentir dores, reforçando ainda mais a tese de que a profissão de caixa é extremamente desgastante e repetitiva. Yeng et al in Lianza. (2001) descreve em seu estudo que a dor além de todas as conseqüências físicas, evoca diversos traumas psicológicos ao trabalhador como sentimento de incapacidade, medo, sofrimento entre outro.

Todos os caixas entrevistados disseram seguir movimentos repetitivos em sua rotina de trabalho. Quanto mais repetitivos e por longo tempo os movimentos forem, em maior intensidade se desenvolvem inflamações, assim diz Barbosa (2002)

Em empregos que exigem tanto do trabalhador como os caixas, pausas durante o turno são necessárias para que o funcionário possa realizar alongamentos e espairecer. Os resultados obtidos demonstram uma ambigüidade em suas respostas, pois alguns dizem ter pausas, enquanto outros não ter. De acordo com Barbosa (2002) as pausas geralmente são praticadas em maior intensidade em empresas que possuem alto número de filiais e funcionários. Descreve também que existem dois tipos de pausas; a ativa em que o trabalhador utiliza o tempo para se alongar ou fazer exercícios; e a pausa livre, que é a realizada pelos caixas segundo os mesmos, em que o funcionário tira o tempo para descansar.

Notou-se que grande parte dos caixas relatou que sua função exige postura física inadequada, um resultado que pode ser intrinsecamente ligado a uma má organização de múltiplos elementos.  Resultados esse obtidos por Barbosa (2002) que menciona em sua obra que as posturas inadequadas causam tensões musculares que afetam diversas áreas, podendo levar à fadiga muscular.

Menos da metade dos caixas entrevistados dizem conhecer a lei que regulamenta o direito dos trabalhadores. Esse valor pode ser considerado na média, levando em consideração o nível escolar dos entrevistados. Tais dados são diretamente ligados ao relato de BARBOSA (2002) que explana que no Brasil, o quadro jurídico institucional para atenção à saúde dos trabalhadores ainda está confuso e com falhas, entrelaçado com o caos do sistema de saúde e da seguridade social. O artigo 196 da constituição federal de 1988 demonstra um conceito vago e aberto de saúde no trabalho:

a saúde é direito político de todos e dever do estado, garantido mediante políticas sociais econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviço para sua promoção, proteção e recuperação.

 

 É de extrema importância que todos trabalhadores conheçam seus direitos, a fim de promover o crescimento de uma classe trabalhadora forte, com autonomia jurídica para lutar por seus direitos.

 

CONCLUSÃO

Consideramos relevante o desenvolvimento desta pesquisa por relatar os principais fatores que podem levar ao desenvolvimento de um DORT, uma doença incapacitante que deixa não apenas traumas físicos, mas também diversas seqüelas emocionais nos indivíduos afetados. Apesar de ser uma patologia considerada nova, as DORT’s encabeçam o ranking das principais causas de afastamento do serviço. De modo geral, os resultados obtidos pelos questionários respondidos pelos caixas, estão de acordo com os dados obtidos por diversos autores com obras sobre o tema.

Todas as hipóteses criadas pelos membros para a origem dos DORT’s em caixas de supermercado foram confirmadas segundo os questionários e como foi delineado na discussão. São elas relativas às condições do ambiente de trabalho, postura dos trabalhadores, ações da empresa contra a doença, dentre outras diversas.

Os caixas, de um modo geral, apresentam todas as características de indivíduos predispostos a desenvolverem a doença, que dentre as manifestações podem-se destacar as queixas de dor, ausência de alongamentos, postura inadequada, entre outros. Caso tais profissionais não tomem consciência de sua condição atual e os malefícios que podem ser originados em longo prazo, possuem elevadas chances de estarem incluídos nas estatísticas no INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) por afastamento em conseqüência de DORT.
 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMERICANO, Maria José. Disponível em: http://www2.uol.com.br/prevler/oquee.htm Acesso em: 15 nov. 2006.

CARVALHO, Sérgio H. F. de. Disponível em: http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_frame.asp?cod_noticia=815 Acesso em: 14 nov. 2006

SALIM, Celso Amorim. Doenças do trabalho: exclusão, segregação e relações de gênero. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-88392003000100003&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 14 nov. 2006

BARBOSA, Luís Guilherme. Fisioterapia Preventiva nos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho – DORTs: A Fisioterapia do Trabalho Aplicada. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro: 2002.

YENG, Lin Tchia et al. in LIANZA, Sergio. Medicina de Reabilitação. 3º ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro: 2001.

 
 
 

Obs.:
- Todo crédito e responsabilidade do conteúdo são de seus autores.
- Publicado em 02/08/07

 


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