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RESUMO
A Espondilite Anquilosante (EA) é uma doença
sistêmica inflamatória crônica, caracterizada pelo acometimento primário da
coluna vertebral com envolvimento das articulações sacro ilíacas de forma
simétrica, causando dores de modo lento ou insidioso, piorando ao repouso, após
alguns meses, torna – se persistente. Objetivo: Aplicar a técnica de Water
Pilates e avaliar os resultados obtidos referente ao seu quadro álgico,
amplitude de movimento (ADM) do quadril, e mobilidade de tronco. Materiais e
Métodos: Um paciente do sexo feminino, 32 anos com diagnóstico de espondilite
anquilosante, realizando por 20 sessões de 50 (cinqüenta) minutos cada.
Necessitando de uma ficha de avaliação, contendo dados pessoais, avaliação
física e teste de Schober; escala visual e analógica da dor (EVA), fita métrica;
goniômetro; simetógrafo; piscina aquecida em temperatura de 33ºC, barra
paralela, aquatub e step. Resultados: Observamos nos resultados aumento de 6,66%
na inclinação lateral de tronco, manutenção da postura em relação à vista
lateral da pelve de anteversão para a normalidade, e um resultado mais
expressivo na abdução do quadril com cerca de 25%, melhora de 23,07% na
mobilidade de tronco e uma escala de dor inicial de 09 reduzida para 03 na
reavaliação final. Conclusão: Tendo em vista os bons resultados obtidos e o fato
de ser uma nova técnica esse trabalho poderá incentivar novas pesquisas e o
tratamento de diversas patologias.
Palavras chaves: Espondilte Anquilosante, Hidroterapia, Water Pilates
ABSTRACT
Introduction: The Ankylosing Spondylitis (AS) is a chronic sickness systemic
inflammation, characterized by the primary insert of the vertebral column with
involvements of the sacro-iliacs articulations in symmetric form, causing pain
of lazy or incidence way, making it worse when resting, after some months,
change into persistent. Objective: To apply the Water Pilates’s technique and
evaluated the make results referring to the algid situation, amplitude of
movement (AOM) of hip, and mobility of the body. Materials and Methods: A femme
patient of 32 years old with the diagnosis of Ankylosing Spondylitis realized 20
sections of 50 (fifty) minutes each. In need of a form of evaluation, contemning
personal information, physical evaluation and tests of Schober, the visual
escalator and analogical of pain (EAP), metric line, goniometer, simethograph,
warm swimming pool in the temperature of 33°C, parallels bars, aqua tubes and
step. Results: We observed in the results a high level of 6,66% in the side
inclination of the body, manutention of the right posture in relation to the
view of the pelvis of ant version to the normality, and a result more expressive
into the entrance of the hip with most 25%, a better of 23,07% in the mobility
of the trunk and a scale of 9 (nine) reduced to 3 (three) in the final
evaluation. Conclusion: Having the good results in hands and the fact that it is
a new technique, this report will be able to give more investigation to new
researches and to the treatment of an array of pathologies.
Key-Words: Ankylosing Spondylitis, Hidroterapy, Water Pilates
1 INTRODUÇÃO
A Espondilite Anquilosante (EA) é uma doença sistêmica inflamatória crônica
caracterizada por acometimento primário da coluna vertebral, com envolvimento
das articulações sacro ilíacas de forma simétrica (YOSHINARI & BONFÁ, 2000).
Essa espondiloartropatia soronegativa compromete as articulações,
preferencialmente proximais caracterizando imobilidade e rigidez (HERNÁNDEZ &
BUOSI, 2006).
Os sintomas da doença são notados primeiramente no final da adolescência ou no
início da idade adulta, após os quarenta anos de idade é raro (SATO, 2004). A
lombalgia é a queixa mais comum e a mais precoce, de difícil localização,
irradiando - se na grande maioria das vezes para a região glútea profunda e
linha articular das sacro-ilíacas, quase sempre de forma bilateral, resultando
em grande incapacidade devido a um “congelamento” das vértebras da coluna que
com o decorrer do tempo, vão dificultar inclusive um simples passo para caminhar
(SKARE, 1999).
É caracterizada pelo surgimento de dores na coluna de modo lento ou insidioso
durante algumas semanas e piora depois do repouso, após alguns meses, torna - se
persistente, com rigidez e sensação dolorosa difusa na região lombar (MOREIRA &
CARVALHO, 2001). Em alguns casos, encontra-se pouca manifestação axial nas fases
iniciais, predominando os quadros miálgicos seguidos por dores nas regiões de
inserção tendinosa ou ligamentar.
Com o evoluir do quadro, a dor pode acordar o
paciente durante o sono, muitas vezes obrigando-o a executar algum exercício
para diminuí-la. Manifestações gerais como febre, anorexia podem ser encontradas
nos estágios iniciais, sendo mais correntes na forma de início juvenil (YOSHINARI
& BONFÁ, 2000).
Não existe teste laboratorial que faça o diagnóstico
de espondilite anquilosante. A maioria dos pacientes tem provas de atividades
inflamatórias altas durante os períodos de doença ativa, seja pela elevação da
velocidade de hemossedimentação (VHS), proteína C-reativa, ou pelo aumento da
concentração de IgA sérica (PEYRET et al, 2004). A tipagem do HLA pode ajudar
para diagnóstico, porém não é indispensável. A radiologia é de grande valia para
diagnóstico e seguimento evolutivo da EA (SHINJO et al, 2006).
Os achados mais típicos são sacroileíte,
sindesmófitos, calcificações ligamentares, coluna em bambu e esporão de calcâneo
(SKARE, 1999).
Um diagnóstico tardio é comum porque os sintomas são
atribuídos freqüentemente às doenças comuns da coluna, como dores posturais,
traumáticas ou psicossomáticas (YOSHINARI & BONFÁ, 2000). Embora a maioria dos
sintomas comece na coluna lombar, devido ao grande e freqüente acometimento das
articulações sacro ilíacas, esta doença também pode envolver o pescoço (coluna
cervical) e/ou as costas (coluna torácica) da mesma forma (BIAGINI et al, 2007).
A abordagem terapêutica deve ser orientada para
controle do processo inflamatório, prevenção de deformidades e respectivas
correções cirúrgicas, quando presentes (TORRES & CICONELLI, 2006). Uma correta
orientação postural, de posições para repouso e a prescrição de exercícios
físicos apropriados devem ser ressaltados desde o início do tratamento,
objetivando o alívio dos sintomas e a melhora da mobilidade da coluna,
permitindo ao paciente ter uma vida social e profissional normal (YOSHINARI &
BONFÁ, 2000).
Com isso a utilização da hidroterapia é uma forma de
expandir as opções de tratamento por parte do fisioterapeuta e melhorar as
perspectivas de recuperação para muitos indivíduos. É um meio maravilhoso para a
realização de exercícios e oferece oportunidades estimulantes para os movimentos
que não estão dentro dos programas tradicionais de exercícios em solo (FREITAS
JUNIOR, 2005).
Entrar na água é um dos dois ambientes disponíveis
para o ser humano, é uma experiência única. Nela o corpo está simultaneamente
sob ação de duas forças a gravidade e empuxo que fornece a possibilidade de
exercícios tridimensionais, que não são possíveis no ar, e permitem a ocorrência
de atividades de movimento sem sustentação de peso, antes mesmo que elas sejam
possíveis no solo (ROQUE, 2007).
Utilizando os efeitos físicos e fisiológicos da
imersão em piscina aquecida foi desenvolvido nesta década uma técnica antes
exclusivamente em solo denominada Water Pilates com a finalidade de proporcionar
de maneira inovadora um tratamento para diversas patologias e o condicionamento
físico (GONZALEZ, 2006).
Os exercícios tradicionais de Pilates são realizados
de costas, deitado de lado, sentado e em pronação, e é impossível de duplicar
sem submergir a cabeça usando equipamentos de flutuação. Pilates na água adapta
os exercícios em solo mudando os planos para manter a cabeça fora da água. A
posição do corpo é diferente, porém os movimentos e músculos usados são
similares (ARGO, 2006).
Portanto a justificativa deste estudo foi demonstrar
através da aplicação de uma nova técnica de hidroterapia, o método de Water
Pilates e os possíveis benefícios para reabilitação aquática em pacientes com
Espondilite Anquilosante.
2 REVISÃO DE LITERATURA
A entidade clínica espondilite anquilosante (doença de Marie-Strumpell, doença
de Bechterew, pelviespondilite ossificante, espondilite reumatóide) é uma forma
de espondilite crônica soro negativa caracterizada por comprometimento
progressivo das articulações sacro-ilíacas e vertebrais com eventual ossificação
nessas articulações e ao seu redor denominada anquilose (SALTER, 2001).
Até a década passada, a EA era considerada uma
doença reumatóide incomum com ocorrência predominante em homens jovens (SCOLA et
al, 2003). Sabe-se atualmente que, quando formas menos graves da doença são
reconhecidas e incluídas, a espondilite anquilosante é quase tão comum quanto à
artrite reumatóide e também que as mulheres jovens são afetadas quase tão
freqüentemente quanto homens jovens (SALTER, 2001).
Embora se desconheça a causa precisa, a importância
de um fator predisponente genético tem sido enfatizada pela descoberta de que
96% de caucasianos que sofrem de EA são portadores do antígeno tissular herdado
HLA-B27, que serve como um marcador genético. Esse antígeno particular é
encontrado em 05% a 15% de todos os caucasianos; dentre os portadores do
antígeno, apenas 20% desenvolvem a EA (DOUGADOS, 2005).
Em contraste com a artrite reumatóide que ataca a
membrana sinovial, a espondilite anquilosante acomete o sítio de inserção dos
tendões, fáscia e cápsulas fibrosas articulares (SALTER, 2001). O processo
patológico é uma fibrose progressiva e ossificação nessas partes moles
peri-articulares; esse processo chamado de entesopatia eventualmente conduz à
anquilose óssea de toda a articulação (WILFRED, 2005).
Algumas das manifestações da EA são complicações
cardiovasculares ocorrem em até 10% dos pacientes com clínica maior que 30 anos,
sendo a proliferação fibrosa da íntima da aorta e das valvas a causa da aortite
e insuficiência aórtica, ocasionalmente pode ocorrer valvopatia mitral. As
fibras de Purkinje podem ser comprometidas levando a um defeito da condução (SHINJO,
2007). Outras manifestações extras – articulares podem aparecer como uveíte
anterior aguda, também conhecida como irite aguda ou iridociclite, os sintomas
como lacrimejamento, fotofobia, e borramento da visão; envolvimento
cardiovascular é raro, atingindo de 3 a 10% da população entre os 15 e 30 anos
da doença, mas quando presente, pode se manifestar por insuficiência aórtica,
aortite ascendente, insuficiência vascular, cardiomegalia, pericardite e
distúrbios do sistema de condução; lesão do parênquima pulmonar, ocorre em cerca
de 1,3% dos pacientes. Em geral 20 anos depois do início da doença;
comprometimento neurológico, como síndrome da cauda eqüina tende a sobrevir nas
fases tardias da doença; manifestações renais como depósito de amilóide é uma
complicação ocasional, parece estar presente em 10% dos pacientes; lesões de
mucosa entérica silenciosas ou assintomáticas no terço terminal do íleo ou
cólon, foram detectadas por ileocolonoscopia em 30 a 60% dos pacientes com EA (YOSHINARI
& BONFÁ, 2000).
Articulações periféricas podem ser caracterizadas
pela presença de oligoartrite que predominam nas articulações dos membros
inferiores como tornozelo, joelho e coxofemurais e nos membros superiores nas
junções esternoclavicular e costocondrais assim causam as limitações na
expansibilidade torácica. As entesopatias são manifestações iniciais e acometem
calcâneo e a fáscia plantar (OLIVEIRA, 2007).
O exame radiográfico nos estágios iniciais revela estreitamento do espaço
cartilaginoso sacro ilíaco e esclerose subcondral; uma cintilografia óssea,
embora não específica, pode ser positiva mesmo num estágio mais inicial. Mais
tarde a ossificação do anel fibroso das sínfises intervertebrais produz a imagem
radiográfica clássica de “coluna de bambu” (WEST, 2000).
Com relação às drogas terapêuticas os salicilatos
são os mais satisfatórios entre as drogas antiinflamatórias não-esteróides, não
são comumente muito eficazes na espondilite anquilosante. Entre muitas NSAIDs
avaliadas, a indometacina é corretamente mais apropriada juntamente com
infliximabe, embora possam ser substituídas no futuro por outras drogas mais
novas (MEIRELLES & KITADAI, 2001).
Esses jovens pacientes, previamente saudáveis,
precisam ser informados de que menos um terço deles desenvolverá a forma
clássica da espondilite anquilosante. Precisam também de apoio psicológico para
aceitar a importância de desenvolver hábitos de boa postura e fazer exercícios
diários pelo resto de suas vidas (SALTER, 2001).
Para que haja a redução dos sintomas e melhora na
realização dos exercícios a hidrocinesioterapia juntamente com os princípios
físicos da água desempenham importante papel no tratamento dos pacientes com EA.
2.1 Hidroterapia
O início do uso da hidroterapia como terapia, é desconhecido. Desde então, essa
modalidade vem avançando no que se refere o estudo e vem se tornando bastante
popular (RUOTI et al, 2000).
Através dos séculos e dos lugares por onde foram
realizadas pesquisas, os tratamentos hidroterápicos vêm sendo reconhecidos por
suas técnicas que acentuam a atividade aquática como parte integral de todo
tratamento físico, visando a reabilitação total do paciente.
A hidroterapia é um dos recursos mais antigos da
fisioterapia, sendo definida como o uso externo da água com o propósito
terapêutico. É um método terapêutico que faz uso da fisioterapia associando aos
princípios físicos da água (CAROMANO et al, 2000).
Pode-se dizer que a movimentação da água (hidrodinâmica),
a torna única e exclusiva no que diz respeito a sua terapêutica. O conhecimento
da hidrodinâmica e da hidrostática tornará possível à seleção da posição do
paciente, a profundidade da imersão e os equipamentos ideais para os tratamentos
com a hidroterapia.
2.1.1 Princípios Físicos da Água
Cada princípio físico tem a sua resposta específica, que quando associadas às
ações mecânicas do terapeuta e a temperatura da água produz um efeito
satisfatório e rapidamente sentido pelo paciente, que são:
> Densidade: A densidade da água é 1,0. Uma pessoa
boiará se sua densidade for menor que 1,0, afundará se for maior que 1,0 e
ficará logo abaixo da superfície (flutuará) se for igual 1,0 (CANDELORO & SILVA,
2002).
> Tensão Superficial: É a força de atração das
moléculas da água na superfície da piscina. Fator importante quando um membro do
corpo humano rompe a superfície da água (CANDELORO & SILVA, 2002).
> Turbulência: O princípio da turbulência está
relacionado com a pressão e a velocidade através de um fluxo corrente. É um
termo utilizado para descrever os redemoinhos que acompanham um objeto em
movimento na água, sendo que na frente do objeto cria-se uma pressão positiva,
que resiste o deslocamento e atrás cria-se uma pressão negativa,que facilita o
deslocamento (FIORELLI & ARCA, 2002).
> Refração:
É o fenômeno físico causado quando a luz se
propaga em meios com densidades diferentes. Devido a refração enxergamos os
objetos submersos distorcidos, aproximadamente, 25% à 30% maiores e mais
próximos (CANDELORO & SILVA, 2002).
> Viscosidade: A água é um meio líquido mais denso
que o ar, e cria resistência nos movimentos devido ao atrito com as moléculas da
água em nosso corpo. Princípio importante no trabalho para o fortalecimento da
musculatura (CANDELORO & SILVA, 2002)
> Pressão Hidrostática: A Lei de Pascal estabelece
que a pressão do líquido é exercida igualmente sobre todas as áreas da
superfície de um corpo e varia com a profundidade e a densidade do líquido. Com
a pressão aumenta com a profundidade, o edema será reduzido mais facilmente se
os exercícios forem realizados abaixo da superfície da água. Esse princípio
auxilia no desenvolvimento da coordenação dos movimentos, proporcionam melhor
suporte e sustentação ao corpo nas posições que requerem mais equilíbrio (BATES
& HANSON, 1998).
> Empuxo: Quando um corpo está completa ou
parcialmente imerso em um líquido em repouso sofre uma força para cima igual ao
peso do líquido deslocado, denominada empuxo. De acordo com Arquimedes o
resultado do efeito do empuxo é a flutuação. A força de flutuabilidade age na
direção oposta a da força da gravidade e é responsável pela sensação de ausência
de peso na água. (FIORELLI & ARCA, 2002)
Os efeitos terapêuticos da Hidroterapia estão
relacionados a promover relaxamento muscular; diminuir dor; permitir a execução
dos movimentos sem dor, em toda sua amplitude de movimento normal; diminuir as
forças compressivas intra-articulares; diminui inflamações crônicas; manter
força e resistência muscular; manter a capacidade funcional do sistema
locomotor; melhorar a capacidade respiratória; diminuir edemas; permitir melhora
do equilíbrio e coordenação; promover socialização do paciente; melhorar a
auto-estima do paciente, melhorar a atitude frente a doença; melhorar as
atividades de vida diária (FREITAS JUNIOR, 2005).
Já os efeitos fisiológicos na imersão dependem de
alguns fatores, como a temperatura da água, profundidade da piscina, tipo e
intensidade do exercício, duração da terapia, postura e condição patológica do
paciente (FIORELLI & ARCA, 2002).
Quanto maior for à profundidade, maior será a
pressão hidrostática, ocasionando maior retorno venoso ao coração, esse fato é
considerado a base para todas as alterações fisiológicas associadas à imersão no
sistema cardiovascular, no sistema renal e hormonal, no sistema nervoso central,
sistema respiratório, sistema músculo-esquelético (RUOTI et al, 2000).
O ambiente aquático faz com que o paciente relaxe
mais, e sinta uma liberdade de movimento, o que ajuda na reabilitação. Os riscos
de quedas diminuem e com isso o medo também. O prazer da atividade aquática leva
ao indivíduo uma sensação de relaxamento, leveza, liberdade e experimento,
tornando as sessões mais agradáveis e proporcionando a interação social (ROQUE,
2007).
2.2 Técnica de Water Pilates
Tudo começou com Joseph Pilates, alemão que viveu
entre 1880 e 1967, desenvolveu uma série de exercícios e equipamentos para
ajudar os feridos de guerra a recuperarem a mobilidade e a força. Depois, ele
emigrou para Nova York e seu método passou a fazer sucesso entre os bailarinos
por proporcionar, ao mesmo tempo, tonificação, força e alongamento dos músculos
(GONZALEZ, 2006).
2.2.1 Benefícios do Water Pilates
Músculos alongados, estabilidade e força do centro, prevenção de lesões,
diminuição do stress e das dores nas costas, melhor postura, aumento do
equilíbrio e da coordenação, melhor performance atlética, eficácia na
pós-reabilitação, aumento da consciência corporal, melhora na auto-estima.
Assim abrange e beneficia obesos, idosos, fibromiálgicos, artríticos, problemas
músculo-esquelético e gestantes pré e pós - natal (ARGO, 2006). É
contra-indicado no caso de debilidade, hemorragias, taquicardia, tímpano
perfurado, enjôos (GONZALEZ, 2006).
Os seguintes princípios do Método Pilates são a base
sobre o qual o Water Pilates está construído, segundo Carol Argo.
2.2.2 Princípios do Water Pilates
> Concentração – melhora a qualidade do movimento,
melhor postura, menor risco de lesão, graça e fluidez.
> Centragem – todos os movimentos começam a partir
do centro do corpo e se movem para fora.
> Respiração – foca e acalma a mente, reduz a
pressão sanguínea, melhora a qualidade do movimento.
> Controle – concentração combinado com respiração
gera um aumento de controle. Isso produz resultados positivos e menor risco para
lesão.
> Fluidez – movimentos são graciosos e fluídos, não
estáticos e isolados.
> Precisão – cada exercício tem um alinhamento
preciso para todo o corpo e um padrão de respiração
> Isolamento Integrado – Pilates usa todo o corpo
focando a estabilidade e movimento de musculatura ativa.
2.2.3 Movimentos
> Lombares: uma coluna sã realiza movimentos de
todos os seus pontos. Os músculos e os ligamentos variam a posição das
vértebras, enquanto os discos intervertebrais absorvem os impactos e promovem
flexibilidade à coluna.
> Flexão: da região lombar se reduz as lordoses.
> Extensão: o endireitamento aumenta a lordose,
controlada pelos ligamentos e discos.
Flexão Lateral: varia entre indivíduos e muda conforme a idade.
> Rotação: a coluna lombar tem uma capacidade de
rotação ou giro mínimo. À medida que aumenta a flexão aumenta também o grau de
rotação.
A compreensão do movimento na água e da sua
diferença em relação ao movimento no solo é essencial para o planejamento de uma
progressão gradual de exercícios de hidroterapia. O tipo de lesão, a composição
corporal do paciente e sua habilidade aquática determinam os tipos de
exercícios, a postura ideal, a velocidade do movimento, a profundidade da água e
os equipamentos a serem usados a cada fase do tratamento (FREITAS JUNIOR, 2005).
3 OBJETIVOS
3.1 Objetivos Gerais
Aplicar a técnica de hidroterapia denominada Water Pilates em um paciente com
diagnóstico de Espondilite Anquilosante.
3.2 Objetivos Específicos
Analisar os resultados obtidos com a aplicação do Water Pilates em
relação ao:
> quadro álgico (escala visual e analógica de dor (EVA),(O’SULLIVAN & SCHIMITZ,
2004),
> amplitude de movimento ADM de quadril (HOPPENFIELD, 1999),
> flexibilidade/mobilidade do tronco (teste de Schober).
> inclinação lateral do tronco (MAGEE, 2002).
> postura corporal (simetógrafo).
4 METODOLOGIA
4.1 Sujeito
Foi realizado em um paciente, do sexo feminino, 32 anos de idade, com
diagnóstico de espondilite anquilosante.
A seleção foi feita por meio da submissão do voluntário a uma avaliação
fisioterapêutica, juntamente com a autorização formal pelo Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido e que se compromete a seguir as regras da
pesquisa, baseada nas proposições do Comitê de Ética e Bioética da Faculdade
Marechal Rondon (COEBE).
4.2 Local
O trabalho foi realizado na piscina localizada na APAE – Associação de ‘Pais e
Amigos dos Excepcionais da cidade de São Manuel, localizada na Rua José Túlio
Gomes, nº. 155, Jardim Alvorada em São Manuel, Estado de São Paulo.
4.3 Critérios de Inclusão
> assinatura do termo de consentimento livre e esclarecido
> diagnóstico médico de Espondilite Anquilosante
4.4 Critérios de Exclusão
> não ter assinado o termo de consentimento livre e esclarecido
> abandono do tratamento proposto pela pesquisa
> não ter diagnóstico confirmado de Espondilite Anquilosante
> possuir problemas dermatológicos e outras patologias que impeçam a imersão em
água aquecida.
4.5 Materiais e Equipamentos
Neste estudo foi utilizada uma ficha de avaliação
contendo dados pessoais e avaliação do paciente (descritas no anexo E), fita
métrica, goniômetro, simetógrafo; uma piscina aquecida em temperatura de 33ºC
com 08 (oito) metros de comprimento por 04 (quatro) metros de largura e 1.20 (um
metro e vinte centímetros) de profundidade, barra paralela, aquatub
(flutuadores) e step para a aplicação do método.
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Figura 1 |
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Step e Aquatub |
4.6 Procedimentos
O estudo de caso desenvolveu-se através da aplicação de 20 sessões durante 50
(cinqüenta) minutos do método de Water Pilates, sob a supervisão da
fisioterapeuta Siomara Marzo.
Sendo dividido em 03(três) etapas:
1ª etapa
Consistiu na avaliação do paciente através da:
1- Ficha de avaliação do paciente (correspondente ao
anexo E) contendo os dados da paciente;
2- Anamnese;
3- Goniometria do quadril (HOPPENFIELD, 1999);
4- Inclinação Lateral de tronco (MAGEE, 2002) descrita abaixo:
-> Com o paciente em pé, solicitava que o mesmo corresse sua mão
pelo lado da perna para baixo, e não flexione para frente ou para trás enquanto
executava o movimento.
-> O examinador pode então avaliar visualmente ou medindo com uma
fita métrica o movimento que engloba a distância da ponta da terceira falange
até o solo em ambos os lados e compará-los.
5- Realização do teste específico (teste de Schober):
> Com o paciente de pé, fazer uma marca na região lombar, unindo as
duas espinhas ilíacas póstero-superiores.
> Faz uma nova marca 10 cm acima da primeira.
> Pedir para o paciente fletir o tronco ao máximo, mantendo os
joelhos estendidos.
> Medir a distância entre as duas marcas.
> A distância normal deve ultrapassar 15 cm.
6- Escala visual e analógica de dor (EVA), (O’ SULLIVAN & SCHIMITZ, 2004):
Classificação da dor:
> 0 (zero) = ausência de dor
> 01 a 03 (um a três) = dor de fraca intensidade
> 04 a 06 (quatro a seis) = dor de intensidade moderada
> 07 a 09 (sete a nove) = dor de forte intensidade
> 10 (dez) = dor de intensidade insuportável
7- Avaliação postural através do simetógrafo.
2ª etapa:
Consta da aplicação da Técnica de Water Pilates
durante 50 (cinqüenta minutos) por cada sessão realizando atividades para
melhora da mobilidade articular e correção postural.
Essa etapa foi composta dos seguintes exercícios:
aquecimento, alongamento, fortalecimento com nomenclatura discriminada pela
autora (ARGO 2006) o qual compõe o método de Water Pilates.
1- Aquecimento:
- Começando com um aquecimento, paciente em pé
realizando flexão de joelhos e quadril em seguida passos laterais.
Posteriormente realiza rotação interna e externa do quadril, com flexão de
joelho, braços movem–se em oposição ao movimento das pernas no plano sagital.
Depois o tronco e quadril ficam estáticos, joelhos em extensão, os pés em
planteflexão, apoiando nos artelhos, elevando os braços para cima, em abdução e
encostando as mãos uma na outra.
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Figura 2 |
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2- Série dos Movimentos:
> Flexores de Quadril
Paciente em pé realiza extensão de quadril com flexão de joelho, pés em
dorsiflexão.
> Extensores de Quadril
Paciente em pé com inclinação do tronco para frente, pelve em anteversão com
abdução de quadril e joelhos em extensão, movimentando os braços para manter o
equilíbrio.
> Elevação Lateral
Paciente em pé, com abdução e adução unilateral, em seguida flexionando o
joelho, em rotação interna e externa de quadril, os braços se movem em oposição,
cruzando o corpo.
> Chute com a perna
Paciente em pé com flexão de quadril, realizando a flexão e extensão de joelho
(chutes). Os braços movem – se em oposição ao movimento.
> Serrote
Paciente em pé, submergindo e abduzindo os braços com polegares para cima,
associado à flexão do quadril e extensão do joelho, com a mão direita alcançando
o pé esquerdo.
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Figura 3 |
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> Relógio
Consiste em 06 (seis) movimentos executados em cada perna com o paciente em pé.
Extensão de quadril, são 06 (seis) horas, flexão de
quadril são 12:00 (doze) horas, flexão com abdução são 01:30 (uma e meia) horas,
extensão com abdução são 04:30 (quatro e meia) e 06 (seis) horas novamente.
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Figura 4 |
Figura 5 |
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> Corda Esticada
Paciente em pé realiza flexão, abdução, adução, extensão do quadril com o toque
dos artelhos no chão. Unilateral e com os braços realizando adução, abdução
horizontal. Alternando as pernas e fazendo os mesmos movimentos com os braços.
> Círculos com a perna
Paciente em pé desenhando círculos com o hálux mantendo o joelho em extensão e
quadril em flexão unilateral.
3- Inclinação Lateral do Tronco
Os próximos exercícios são realizados com inclinação lateral do tronco da
paciente segurando na borda da piscina.
> Batata Quente
Inclinando o corpo na diagonal com a mão apoiada na borda da piscina, realizando
flexão e extensão do quadril com o toque dos artelhos (½ círculo para frente e ½
círculo para trás).
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Figura 6 |
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> Bicicleta
Paciente na posição anterior, fazendo flexão e extensão do joelho em movimento
de círculo completo.
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Figura 7 |
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4- Exercícios com equipamentos
> Flutuadores
O “espaguete” (aquatub) nos dá mais possibilidades para adaptar de forma
criativa o Pilates na água, proporcionando fortalecimento e alongamento enquanto
suspensos.
> Círculos com o quadril
Paciente sentado sobre o espaguete realizando movimentos circulares com o
quadril no sentido horário, e depois anti-horário. Os braços podem ficar na
frente do espaguete movimentando de forma aleatória.
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Figura 8 |
Figura 9 |
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> Peitoral
Posicione o espaguete na frente do corpo, realizando flexão de ombro e flexão e
extensão de cotovelo na horizontal ou seja, na superfície da água com inclinação
do tronco à frente apoiando-se nos artelhos.
> Pêndulo de Diamante
Espaguete posicionado posteriormente no tronco, segurado pelos braços os quais
se mantêm abduzido, pressionando as plantas dos pés uma contra a outra, o sacro
apontado para baixo, fazendo um balanço da pelve como um pêndulo. Movendo-o de
um lado para outro.
> Diamante Elevado
Mantenha a mesma posição enquanto o pêndulo de diamante balança, realizando a
elevação dos pés no sentido à superfície da água e posteriormente para o fundo
da piscina.
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Figura 10 |
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> V- Crunch
Idem a posição anterior, o quadril fletido e aduzido, extensão de joelho
realizando o movimento de elevação dos membros inferiores e abdução (formando um
“v” com o corpo), depois faça o movimento contrário para baixo no sentido do
fundo da piscina aduzindo o quadril.
> Saca-Rolha
Mesma posição anteriormente, adução e extensão de quadril e joelho, realizando
movimento de rotação completa do corpo para ambos os lados.
> Encolha e Estenda para o lado
Espaguete posicionado anteriormente no tronco, com as mãos segurando-o, quadril
e joelho flexionam, em seguida realiza extensão de quadril e joelhos e os
membros superiores ao contrário dos movimentos com inclinação lateral do corpo e
imersão.
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Figura 11 |
Figura 12 |
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 |
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> Flutuação
Espaguete imerso a frente do corpo, flexão de ombro, extensão de cotovelo e
flexão de punho. O tronco e quadril ficam na superfície estáticos na vertical,
joelhos estendidos e pés em dorsiflexão e mantém-se na postura.
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Figura 13 |
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> “Step”
Paciente em pé sobre o “step” realiza a flexão de joelho e quadril, submergindo
o corpo na piscina com os membros superiores em abdução.
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Figura 14 |
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Em todos os exercícios da Técnica de Water Pilates são realizadas 08 (oito)
repetições e cada sessão tem duração de 50 (cinqüenta) minutos. Os movimentos
são executados bilateralmente com leveza e fluidez, coordenando a respiração com
os movimentos, inspirando quando as extremidades se afastam e expirando quando
retornam, há contração do assoalho pélvico e músculos abdominais, onde
alongamento e fortalecimento estão em conjunto em cada movimento, lembrando-se
sempre que a concentração combinada com a respiração gera um aumento de
controle, melhorando a qualidade do movimento.
3ª etapa:
Constava da realização da reavaliação da paciente com a mesma ficha utilizada na
1ª etapa e a elaboração posteriormente dos dados estáticos para melhorar a
visualização dos resultados obtidos com a aplicação da técnica.
5 RESULTADOS
Os resultados obtidos foram conseguidos através da reavaliação do paciente após
a aplicação da técnica de Water Pilates em relação à:
> flexibilidade/mobilidade (teste de Schober),
> inclinação lateral de tronco, (MAGEE, 2002)
> escala da dor (EVA), (O’SULLIVAN, 2004)
> goniometria de quadril, (HOPPENFIELD, 1999)
> avaliação postural, (simetógrafo).
Tendo-se por base o valor inicial na 1ª etapa e o final na 3ª etapa, foram os
seguintes relacionados abaixo:
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Gráfico 1 |
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 |
> Em relação a flexibilidade/mobilidade de tronco, inicialmente foi feito o
teste específico de Schober, o qual obteve – se na avaliação inicial a distância
13 (treze)cm, e na reavaliação a distância foi 16 (dezesseis)cm.
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Gráfico 2 |
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> Na medição da inclinação lateral de tronco, na avaliação inicial no lado
esquerdo foi de 45,50cm e no lado direito foi de 45cm, já na reavaliação obteve
– se uma inclinação lateral do lado esquerdo 43,50cm e do lado direito 43cm.
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Gráfico 3 |
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 |
A dor classificada pela Escala Analógica Visual (EVA) que enumera de 0 a 10,
onde 0 representa ausência total de dor e 10 o máximo de dor referida, houve uma
diminuição de 09 (nove) para 03 (três), ou seja na avaliação inicial quando
questionou-se a paciente sobre a intensidade de sua dor a resposta foi 09 (nove)
e após a aplicação de 20 (vinte) sessões da técnica de Water Pilates sua
resposta sobre a intensidade da dor foi 03 (três).
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Ini |
cial |
Fi |
nal |
| |
Direita |
Esquerda |
Direita |
Esquerda |
|
Flexão |
99 |
100 |
101 |
101 |
|
Extensão |
08 |
09 |
09 |
11 |
|
Abdução |
32 |
32 |
40 |
40 |
|
Adução |
21 |
20 |
24 |
23 |
|
*Rotação Interna |
0 |
0 |
43 |
43 |
|
*Rotação Externa |
0 |
0 |
39 |
38 |
Escala em centímetros.
*Na avaliação inicial não foi possível realizar a rotação interna e rotação
externa da paciente devido à dor que a mesma referia.
Em relação à goniometria do quadril ao comparar a avaliação pré e pós aplicação
da técnica de Water Pilates, observou-se resultados satisfatórios no ganho de
amplitude de flexão, extensão, abdução e adução do quadril estatisticamente
dados em percentil.
|
Gráfico 4 |
|
 |
> Avaliação postural através do simetógrafo observou – se inicialmente em
relação à:
1 vista anterior:
- maléolo mais elevado (direito)
- patela mais elevada (direito)
- genu varo (direito e esquerdo)
- ombro mais elevado (esquerdo)
2 vista posterior:
- prega poplítea mais elevada (direito)
- ombro mais elevado (esquerdo)
3 vista lateral:
- pelve em anteversão
- tronco em retificação lombar
Após a aplicação de 20(vinte) sessões da técnica de Water Pilates e reavaliação
da paciente observou-se que:
- Vista anterior e posterior: não houve alterações.
- A alteração que ocorreu foi na avaliação em relação à vista lateral: sua pelve
em anteversão na avaliação inicial passou para a normalidade na avaliação final
melhorando a postura de quadril.
6 DISCUSSÃO
A Espondilite Anquilosante ao contrário das demais doenças
inflamatórias crônicas, que ao repouso amenizam sua dor apresenta-se com
elevação de seu quadro álgico, melhorando conforme realização de movimentos, o
envolvimento da coluna progride a partir da pelve (sacro-ilíacas) em direção
cranial, os pacientes assumem uma postura característica, com quadris e joelhos
fletidos, expansibilidade torácica limitada e aumento da cifose (JOHNSON &
STEINBACH, 2005).
O tratamento hidrocinesioterapêutico visa o alívio da dor e do espasmo muscular,
manutenção da mobilidade da coluna, ombros e quadris; minimização da rigidez e
encurtamento dos tecidos moles; promovendo fortalecimento muscular; consciência
corporal e melhor postura (SANTANA et al, 2005).
Já o método de Water Pilates melhora a postura, alonga e fortalece os músculos,
contribuindo para o controle de dor nas costas, prevenção de lesões, aumento do
equilíbrio e coordenação, e problemas músculo-esqueléticos. (ARGO, 2006).
A associação dos efeitos fisiológicos e terapêuticos da hidroterapia com o Water
Pilates estão totalmente relacionados em aliviar a dor segundo Almeida et al,
2006 e trouxe para a paciente uma melhora no seu quadro álgico, onde a mesma
relatou na avaliação inicial uma dor de intensidade 09 (nove), necessitando
fazer uso de medicamentos analgésicos. No decorrer da aplicação a partir da
oitava até a última sessão, apresentou uma dor de intensidade 03 (três) e aboliu
o uso desses medicamentos.
Segundo Campion, 2000 a combinação de descarga
esquelética induzida pela flutuação e relaxamento muscular é capaz de aumentar a
ADM, foi constatado através da goniometria de quadril avaliada antes e após,
obtendo-se melhora na amplitude mais evidente em abdução de 25%.
Assim, os exercícios de extensão de tronco visando melhora da postura, podem ser
realizados pelos portadores de EA com maior facilidade na água reduzindo forças
compressivas na coluna (HERNÁNDEZ et al, 2006), o que provou ser benéfico para
esta paciente, que apresentava uma pelve em anteversão devido a sua dor, e após
o protocolo verificou-se normalidade na mesma e melhora na postura.
Foi avaliada a flexibilidade e mobilidade da coluna
lombar antes e após o protocolo através do teste específico de Schober
modificado medição da inclinação lateral do tronco, mostrando um aumento
relevante da amplitude.
Embora não tenha sido um dos objetivos do estudo em
questão, a paciente relatou melhora da força muscular do assoalho pélvico e dos
músculos abdominais e quadríceps, proporcionando para a mesma facilidade em
realizar as atividades domésticas, podendo permanecer por um longo período em
uma mesma posição, como por exemplo lavar louças ou passar uma determinada
quantidade de roupas em pé.
A piscina terapêutica juntamente com a técnica de
Water Pilates leva à vários benefícios que auxiliam na recuperação e manutenção
do indivíduo fazendo com que ocorra um ambiente prazeroso para o tratamento, o
que foi observado nesta paciente.
7 CONCLUSÃO
Em decorrência da melhor aceitação das vantagens das atividades na água, o
número de recursos está aumentando e os fisioterapeutas estão se tornando mais
interessados, habilidosos na aplicação de novas técnicas como a de Water Pilates
e cientes dos benefícios da hidroterapia.
Tendo em vista os satisfatórios resultados obtidos e o fato de ser uma nova
técnica, esse trabalho poderá incentivar novas pesquisas e o tratamento de
diversas patologias, contribuindo para o aumento das escassas referências
bibliográficas sobre o Water Pilates.
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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Palos Verdes (CA) – EUA. RM Cursos, São Paulo, Brasil.
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