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• O QUE É?
Também conhecida pelos médicos como capsulite adesiva, esta doença consiste em
progressiva rigidez articular, com grande perda dos movimentos do ombro. É mais
comum no sexo feminino e normalmente acomete pessoas entre 40 e 70 anos de
idade. Seu aparecimento pode ser secundário a alguma lesão no ombro, como uma
ruptura de tendão, ou um simples traumatismo nesta região. Também pode surgir
após uma cirurgia no ombro. Em algumas situações a causa não pode ser
determinada, mas existem vários fatores que estão associados a um risco
aumentado do desenvolvimento da capsulite adesiva, como o diabetes, doenças
cardíacas e um perfil psicológico característico com tendência a ansiedade e
depressão.
• SINAIS E SINTOMAS:
As principais queixas do paciente com ombro congelado são a perda de movimento e
dor. Normalmente a evolução desta doença pode ser dividida em três fases.
Inicialmente o principal sintoma é a dor forte, que piora com movimentação. Na
segunda fase, ou fase de congelamento, ocorre diminuição progressiva dos
movimentos e a rigidez torna-se mais incômoda que a dor. Na terceira fase, ou
fase de descongelamento, o ombro vai progressivamente retornando ao seu normal.
A duração da capsulite adesiva pode variar de 6 meses a 2 anos, sendo
normalmente auto limitada.
• COMO PROCEDER?
Na suspeita de ter um ombro congelado, ou seja, quando houver dor forte e/ou
perda de movimento do ombro, procure um ortopedista.
• TRATAMENTO:
O tratamento pode acelerar a recuperação da doença e amenizar os sintomas.
Existem vários tipos de tratamento,que poderão ser escolhidos de acordo com a
preferência e experiência de cada médico. Podem ser usados medicamentos
analgésicos, antiinflamatórios ou até antidepressivos. Normalmente são feitas
várias sessões de fisioterapia, que inicialmente têm o objetivo de retirar a dor
e conforme esta vai cedendo trabalha-se a recuperação dos movimentos. Um método
que tem mostrado grande eficácia é a realização de infiltrações de anestésico
para bloqueio do nervo supra escapular. Em alguns poucos casos em que a doença
se mostra muito resistente e incapacitante, pode estar indicada a realização de
tratamento cirúrgico. Assim sendo, é realizada uma “liberação” da articulação,
de preferência com o uso de artroscopia.
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