Referência  em  FISIOTERAPIA  na  Internet

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Escrito por:
Bruno Wanderley - Fábio Pontes - José Carlos - Karla Pollyanna - Renata Barradas - Rodrigo Teti.

Trabalho por alunos do curso de Fisioterapia, da Universidade Salgado de Oliveira.


Distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho
 com ênfase na síndrome do túnel do carpo


Introdução

Mais conhecida como LER (Lesão por Esforços Repetitivos), a denominação DORT foi sugerida em estudos pela Previdência Social em 1997, para definir os distúrbios ocasionados por atividades relacionadas ao trabalho. Estes distúrbios incluem desconforto, edemas, inflamação, atrofias, lesões, entre outros, nos tendões, nervos e músculos. Geralmente são provocados por fatores relacionados a organização do trabalho, que incluem esforço repetitivo, jornadas extensas,ausência de pausas ou períodos de pausas insuficientes, posturas inadequadas,estresse, pressão psicológica por produtividade(3,4).

Há vários tipos de DORT’S as mais comuns são o dedo em gatilho, Doença de Quervain, tendinites e a Síndrome do Túnel do Carpo(1,3,4).


Fisiopatologia

A síndrome do túnel do carpo resulta de qualquer lesão, que reduz significativamente o tamanho do túnel do carpo. A retenção de líquido, infecção e exercício excessivo dos dedos podem causar tumefação dos tendões ou de suas bainhas sinoviais. O nervo mediano é a estrutura mais sensível do túnel do carpo e, conseqüentemente, o mais afetado. Este nervo possui dois ramos sensitivo terminais que suprem a pele da mão; por essa razão, parestesia, hipoestesia (sensação diminuída) ou anestesia podem ocorrer nos três dedos laterais.Perda progressiva da coordenação e força no polegar (devido a fraqueza dos músculos abdutor curto do polegar e oponente do polegar) podem ocorrer se a causa da compressão do nervo mediano não for eliminada. As pessoas com compressão do nervo mediano são incapazes de opor o polegar. À medida que a condição avança, mudanças sensitivas irradiam-se para o antebraço e a axila (1,2).

Manifestação Clínica

Os primeiros sintomas geralmente aparecem depois de um trabalho manual intenso e repetitivo, que atingem principalmente as mãos e dedos (1,2,3,4).

A historia clinica e ocupacional rigorosamente coletada é de um valor incalculável para a elucidação diagnostica e o estabelecimento dos fatores etiológicos envolvidos na patologia. As queixas podem ser vagas, como dor difusa, parestesia e fadiga muscular, evoluindo até alterações das funções sensitivas, motoras ou troficas, porém são sempre limitadas à distribuição e ao território do nervo mediano (1).

A parestesia geralmente se localiza na porção distal do braço ou punho, irradiando-se para os dedos médios (indicador, médio e metade radial anular) e o polegar. O dedo indicador é o mais atingido(1,2).

A dor ou a sensação de desconforto pode irradiar-se até o ombro. Ela pode ser continua intermitente ou paroxística, e é exacerbada pelo movimento, força ou uso excessivo da mão(1,2).

Os transtornos de sensibilidade, tato superficial ou discriminação tátil defeituosas são relatados. Os transtornos tróficos não são comuns. Em casos mais severos pode haver hipotrofia ou mesmo atrofia tenar (1,2).

O primeiro sinal de alteração motora é a lentidão dos movimentos tenares pela manhã, que pouco a pouco melhoram durante o dia. A medida que a hipotrofia e a parestesia avançam, os movimentos de coordenação do polegar e do indicador vão se alterando, tornando-se débeis, rígidos e entorpecidos. A força de preensão vai se tornando cada vez menor (1,2).


Avaliação

Exames Físicos

-Teste de Phalen:


-Teste de Phalen invertido:


-Sinal de Digito-percussão no túnel:



- Avaliação de sensibilidade da área do nervo mediano:



Exames complementares

O exame radiográfico do punho e da região cervical para excluir patologia óssea. A eletroneuromiografia é o exame que nos vai dar a localização da lesão. Os cortes de tomografia computadorizada ou ressonância magnética podem nos ajudar quando houver suspeita de alteração anatômica(6).


Tratamento

O tratamento correto depende da identificação da causa da compressão. Quando a STC (Síndrome do Túnel do Carpo) é manifestação de alguma enfermidade sistêmica subjacente, deve ser identificado e tratado o processo básico. Neste caso, a regressão da síndrome não será rápida (1).

Quando a compressão se deve a movimento repetitivo ou ela é de origem ocupacional, não se conseguirá nenhum alívio sem o afastamento da causa que a desencadeou. No tratamento conservador consiste em imobilização de punho em posição neutra prevenindo a flexão do punho. Observa-se melhora em 30-40% dos casos, o uso de antiinflamatório (CATAFLAN, FLOTAC, VOLTAREM, BIOFENAC, ente outros com o principio ativo do diclofenaco) e fisioterapia (cinesioterapia e eletroterapia)(1,5).



Eletroterapia

Tens convencional 40 a 50 mim. Colocar os eletrodos no modo transverso ( sanduíche)

Iontoforese >> dependendo da penetração dos íons no organismo, teremos 2 grupos:

1) íons não difusíveis: são os que permanecem no lugar da penetração.

2) íons difusíveis: atravessam o tecido celular e chegam à Corrente sanguínea.

Aplicação >> tradicionalmente aplica-se a corrente continua ou galvânica, para a migração iônica. A corrente continua pode despolarizar a pele e produzir irritação cutânea, sendo por isso que outros autores consideram que o pulso monofásico, com os que a pele se despolariza durante as pausas, são melhores. Valendo lembrar que a corrente elétrica será só um vetor de transporte, e a medicação será sempre colocada no eletrodo ativo, no outro se coloca água. Os eletrodos podem ser colocados tanto transversal como longitudinais ou sobre o mesmo plano, pois o que importa é a administração dos íons medicamentosos.


Farmacologia

Absorção

O diclofenaco é completamente absorvido da suspensão oral. A administração inicia-se imediatamente após a administração.o pico de concentração plasmática é atingido em uma hora, após administração única das gotas em dose correspondente a 50mg.

Metade do diclofenaco e metabolizado durante sua primeira passagem pelo fígado.

Distribuição

99,7% do diclofenaco liga-se a proteínas séricas, predominantemente a albumina. O diclofenaco penetra no fluido sinovial, onde as concentrações máximas são de 2-4 horas após serem atingidos os valores de pico plasmático.

A meia vida aparente para o fluido sinovial é de 3-6 horas . Duas horas após atingidos os valores de pico plasmático, as concentrações da substancias ativa já mais no fluido sinovial que no plasma, permanecendo mais altos por ate 12 horas.

Biotrasformação
Ocorre parcialmente por glicuronidação da molécula intacta.

Eliminação
60% e metabolizado na urina como conjugado glicuronico da molécula intacta e o restante e eliminado como metabolitos ativos da bile nas fezes.


Discussão

Podemos observar que sempre que tivermos um paciente com diagnostico de STC de origem ocupacional, a primeira conduta é o afastamento do trabalho e a solicitação de emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (1,3,4).

Deve haver um cuidado especial na utilização de ferramentas, para que elas não venham a exercer uma pressão externa comprimindo o nervo mediano e ulnar. Estas novas ferramentas devem ter proteção de plástico semi-deformável ou de espuma, para serem efetivamente um instrumento de trabalho que não venham a desenvolver Dort(1,3,4).


Bibliografia


1- LECH, O; Et Al, Aspectos Clínicos dos Distúrbios Osteo-musculares Relacionados ao Trabalho (DORT), 1ª ed. Belo Horizonte: Editora Ed Ergo, 1998 p.15-22,86-90.

2- MOORE, K.L.;Dalley, A.F. Anatomia Orientada para a Clínica, 4ª ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara koogan, 2001 p.669.

3- [http://www2.uol.com.br/prevler/Protocolo/proto-biblio.htm] acesso em 10 set 2004.

4- [http://www2.uol.com.br/prevler/Artigos/cenario.htm] acesso e 10 set 2004.

5- KISNER, C.; COLBY,L.A, Exercícios Terapêuticos Fundamentos e Teorias, 4ª ed. São Paulo: Editora Manole, 2004 p.448.

6- [http://www.bristol.com.br/saude/ler_dort/fasc5/ler5-13.htm] acesso em 10 set 2004. 

 

Obs.:
- Todo crédito e responsabilidade do conteúdo são de seus autores.
- Publicado em 11/04/05

   
   


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