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Um dos problemas
ortopédicos mais comuns no idoso é a fratura do quadril, ou mais
exatamente, fratura da porção mais proximal do fêmur na área articular.
A osteoporose, uma condição associada com o envelhecimento, enfraquece
osso e comumente afete o colo do fêmur. Um movimento súbito de torção
pode provocar uma fratura patológica no osso osteoporótico.Uma pessoa
idosa pode cair e quebrar o quadril, mas em muitos pacientes a falha
ocorre como resultado da fratura. Ocasionalmente, um indivíduo jovem e
ativo pode sofrer um fratura por sobrecarga no fêmur proximal como
resultado de microtraumas repetitivos ou uma fratura com avulsão do
trocânter maior ou menor devido a uma contração excessivamente forçada
dos músculos abdutores ou flexores do quadril. Fraturas comuns do
quadril são as extracapsulares ao redor de áreas dos trocanteres maior e
menor e intracapsulares no colo do fêmur.
CARACTERÍSTICAS ESPECIAIS
A perna fica encurtada e em rotação externa. O trocânter maior fica
muito alto e posteriorizado. Tentativas de movimentação causam dor
intensa.
RAIO X
A fratura pode ser alta (subcapital), transcervical ou basal. O ângulo
da linha de fratura é difícil de determinar, mas quanto mais vertical
ela for, menos favorável é o prognóstico. Garden (1971) descreveu quatro
estágios de luxação, que podem ser correlacionados com o prognóstico. Os
estágios I (incompleta) e II (completa sem luxação) mostram melhores
resultados após a fixação interna; os estágios III (completa com luxação
parcial) e IV (completa com luxação completa) têm maior índice de
não-união e de necrose avascular.
TRATAMENTO
O tratamento cirúrgico é quase obrigatório pois as pessoas idosas devem
levantar da cama e voltar a atividade sem demora, caso contrario não
conseguiremos evitar complicações pulmonares e escaras de decúbito.
Mesmo nas fraturas incompletas (quanto o paciente pode ser capaz de
andar) é perigoso deixar sem tratamento, pois estas fraturas podem
tornar-se completas ou luxarem. E se a cirurgia for considerada
perigosa? O repouso no leito com tração pode ser ainda mais perigoso e
deixa a fratura sem tratamento é muito doloroso. Os princípios do
tratamento são: boa redução, fixação segura e retorno às atividades o
mais cedo possível.
REDUÇÃO
Com o paciente na mesa ortopédica, o quadril e o joelho são fletidos, a
coxa fraturada é puxada para cima e a seguir é rodada internamente e
depois estendida e abduzida; o 'pe será então atado ao suporte da mesa.
O controle radiográfico é usado para confirmar a redução nas vias
antero-posterior e lateral. Uma redução perfeita nos estágios III e IV é
muito importante. Fixar uma fratura não reduzida é um convite para o
insucesso do tratamento. Se os estágios III e IV puderem ser reduzidos
sem cirurgia e o paciente estiver abaixo dos 60 anos, é aconselhável e
redução cirúrgica com uma abordagem anterolateral. Entretanto, em
pacientes mais velhos (mais de 70 anos) isto é raramente justificável .
MANUTENÇÃO
A fratura pode ser mantida por um prego trilaminado que é um método
menos efetivo, mas é adequados em fraturas não deslocadas pinos com
ranhaduras ou parafusos com ranhaduras na ponta são necessários quatro
ou cinco dispositivo deslizante que permita a compressão ou impactação.Um
prego ou parafuso forte encaixasse no interior de um tubo que é fixado
em uma placa parafusada na diáfise femoral, fixação triangular Smith ou
com lamina e placas anguladas entre si.
EXERCÍCIOS
Desde o primeiro dia o paciente pode sentar-se na cama ou poltrona.Ele
deve aprender exercícios respiratórios, ser encorajado a levantar
sozinho e começar a andar o mais cedo possível. A demora para carregar
pesos pode ser teoricamente ideal mais é raramente praticável.
COMPLICAÇÕES
Complicações gerais, como em qualquer lesão ou cirurgia, em pessoas
idosas, são possíveis de ocorrer também aqui, especialmente a trombose
venosa da panturrilha, o embolismo pulmonar, a pneumonia e as escaras de
decúbito.Em alguns centros os anticuagulantes são usados
rotineiramente.A maioria destes pacientes tem sérios distúrbios médicos
e mais de trinta por cento deles morrem nos dois anos que se seguem à
fratura.
* NECROSE AVASCULAR - A cabeça do
fêmur recebe seu suprimento sanguínea principalmente de um ramo
epifisário lateral e um metafisário inferior na artéria circunflexa
medial do fêmur, e artérias epifisárias mediais do ligamento
redondo.Este segundo grupo é pequeno ou mesmo ausente em 20% dos
adultos. Se nestes indivíduos ocorrem lesões de primeiro grupo
vasculares isto é especialmente freqüente em fraturas luxada, então a
cabeça ficará avascular.Entretanto se obtivemos uma redução segura, o
subseqüente colapso ósseo será menos grave, pois a cabeça será bem
contida dentro do acetábulo, o estresse amplamente distribuído, alem
disso a união da fratura pode promover a regeneração óssea.
O aumento da densidade radiográfica devido a neoformação óssea reacional
pode não ser visível por meses ou mesmos anos.O primeiro indicador de
necrose é normalmente a extrusão do prego ou a sua separação da cabeça
do fêmur.A cabeça é então novamente deslocada e, se esta condição não
for tratada não haverá união.Algumas vezes ocorre extrusão do prego após
uma união aparente da fratura e então se forma uma linha de separação
entre o osso irrigado e o necrosado, com reincidência da fratura.Mesmo
se a união for segura a cabeça do fêmur poderá eventualmente colapsar e
causar artrite degenerativa.O tratamento da necrose avascular com
colapso progressivo é o reposicionamento total da articulação.
A falta de união é freqüente quando a linha de fratura é muito vertical,
quando a cirurgia não é tecnicamente bem feita a má redução ou má
colocação dos dispositivos fixadores ou quando o suprimento sanguíneo
para a cabeça do fêmur fica diminuído.O método de tratamento depende da
causa da falta de união e da idade do paciente.
FRATURA DE COLO DE FÊMUR EM PACIENTES
JOVENS
* Fratura comuns: nos pacientes jovens o colo femoral quebra
apenas quando é submetido à força consideráveis.A fraturas em crianças
se não ocorre deslocamento, pode sr tratadas por redução fechada e
gesso, mas quando há luxação prefere-se normalmente a fixação interna.Em
adultos jovens todas as fraturas de colo de fêmur são tratadas por
fixação interna.Há uma alta incidência de necrose avascular,
conseguintemente o paciente não deve carregar pesos sobre as pernas e
depois apenas se o aspecto radiográfico for normal.
* Fratura patológicas: Nas crianças o colo do fêmur pode fraturar
devido a um cisto.Nos adolescente a epífise femoral pode sofrer
deslizamento, condição esta comparável com a fratura do colo do fêmur.As
fraturas por estresse são causas importantes de dores do quadril em
exercícios como atletas e bailarinos.
AVULSÕES:
Nos adolescente apófise do trôcanter menor pode sofrer avulsão por ação
do músculo psoas onde quase sempre ocorre durante saltos sobre
barreiras. Porem com menos freqüência o trocânter maior sofre avulsão
pelos músculos adutores. No caso de haver lesão o paciente deve ficar no
leito de dois a três dias, quando já conseguir se equilibrar deve ser
encorajado a deixar as muletas, e fica descartada a hipótese de voltar a
atividades esportivas durante a próxima estação.
FRATURA INTERTROCANTÉRICA
São fraturas extracapsulares em contraste com as fraturas de colo do
fêmur onde são consideradas fraturas intracapsulares.As fraturas
intracapsulares se unem com ou sem fixação interna.A fixação interna é
importante na fase muito precoce, onde poderá ser utilizadas fixação com
placas e lamina, um prego deslizante ou parafusos fixos numa placa, e
pregos côndilo-cefálicos de Ender, onde são inseridos por uma incisão
logo acima do lado medial do joelho.A estabilidade por restauração por
meio de uma fixação segura, ocorre devido paciente ter que se levantar e
andar com ajuda de muletas ou andador.
Historias de necrose avascular e não-união não são descritas, poderá
ocorrer em uma má união um encurtamento do membro, que pode ser tratado
com um sapato elevado.
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| Fraturas subtrocantéricas:
A fixação com pino e placa (a) freqüentemente falha (b ). A
fixação com um prego de Zickel (c) é melhor. |
FRATURAS SUBTROCANTÉRIAS
A Fraturas subtrocantérias pode ocorrer em qualquer idade se o
traumatismo for grave o bastante para tanto, não obstante a maioria
ocorre com traumatismos relativamente triviais, em pacientes mais velhos
com osteoporose, osteomalacia ou depósito secundários. As perdas
sangüíneas são maiores do que nas fraturas de colo femoral ou nas
fraturas trocantérias. A cabeça e o colo são abduzidos pelos músculos
glúteos e fletidos pelo psoas.
CARACTERÍSTICAS ESPECIAIS
A perna fica em rotação externa, encurtada e a coxa fica bastante
edemaciada. A movimentação é intensamente dolorosa.
RAIO x
A fratura está através ou abaixo do trocânter menor. Ela pode ser
transversa, oblíqua ou em espiral e é freqüentemente cominutiva. O
fragmento superior fica fletido e aparece enganosamente pequeno. A
diáfise fica aduzida e colocada proximalmente.
TRATAMENTO
* REDUÇÃO: A fratura é reduzida por forte tração em abdução e
flexão.
* MANUTENÇÃO: A redução só poderá ser mantida se a posição de
flexão e abdução for conservada. Isto pode ser obtido de duas formas:
- Tração continua: O fragmento mais baixo fica na linha se o
paciente é mantido sentado. A tração deve manter por três meses, razão
pela qual este método não serve para pacientes idosos.
- Fixação interna: Este método é essencial para os idosos e pode
ser usado em qualquer idade. Se a cortical medial estiver intacta, a
fratura pode ser mantida com um prego trilaminado colocado em posição
alta no colo e na cabeça do fêmur, preso a uma longa lâmina parafusada à
diáfise acima e abaixo da linha de fratura. As fraturas baixas podem ser
fixadas com um prego intramedular. Mas em nenhuma destas técnicas o
apoio do membro é seguro antes de pelo menos três meses e mesmo após
este período, pode ocorrer a coxa vara e o encurtamento de membros. Para
que o paciente possa sustentar pesos precocemente (o que é importante em
idosos) sem que ocorra a coxa vara, podemos usar o dispositivo de Zickel
ou pregos de Ender.
* EXERCÍCIOS: Durante o tratamento por tração os músculos devem
ser repetidamente exercitados; a movimentação é readquirida quando a
tração for retirada.
Após a fixação interna é permitido que o paciente fique de pé sem
demora. Se a técnica de Zickel foi usada, o suporte completo de peso é
seguro desde o início.
FRATURAS DA DIÁFISE FEMORAL
Uma fratura em espiral é normalmente causada por quedas nas quais o pé
fica ancorado, enquanto uma força giratória é transmitida ao fêmur. Uma
força de angulação ou um traumatismo direto podem causar uma fratura
transversa, o que é particularmente comum em acidentes de motocicletas.
As fraturas transversas que ocorrem após a meia-idade devem ser vista
com desconfiança, pois elas podem ser patológicas.
CARACTERÍSTICAS ESPECIAIS
O paciente é normalmente um adulto jovem. O choque é grave e nas
fraturas fechadas a embolia gordurosa é comum. A perna fica em rotação
externa e pode estar encurtada e deformada. A coxa fica edemaciada e
contundida.
RAIO X
A fratura pode situar-se em qualquer parte da diáfise, mas ela é mais
freqüente no terço médio. Ela pode ser em espiral ou transversa, ou pode
haver um fragmento triangular separado ("borboleta") de um lado. Pode
haver deslocamento em qualquer direção. Ocasionalmente há duas fraturas
transversas de modo que um fragmento do fêmur fica isolado.
A pelve deve sempre ser radiografada para evitar que o médico deixa
passar lesões de quadril ou fraturas pélvicas associadas.
CARACTERÍSTICAS ESPECIAIS
No local do acidente o choque deve ser tratado e a fratura imobilizada
antes que o paciente seja removido. O membro lesado pode ser aproximado
do outro ou, então, usa- se qualquer outro tipo de imobilização. Para o
transporte a goteira de Thomas é ideal: perna é puxada retificada e
passada através do anel de goteira; o pé calçado é amarrado ao travessão
do modo a manter a tração e, assim, o membro e a goteira são fortemente
enrolados juntos.
TRATAMENTO DEFINITIVO - ESCOLHA DO MÉTODO
No caso de fraturas expostas, a fixação interna deve ser evitada, a
menos que lesões associadas indiquem o contrário. No caso de fraturas
fechadas há mais de uma opção: o tratamento não cirúrgico é seguro mas
cansativo; o tratamento cirúrgico é rápido e conveniente mas não é
isento de riscos.
A desvantagem principal do tratamento não cirúrgico é o longo período de
tempo gasto no leito. Com o suporte funcional isto pode ser
consideravelmente reduzido; na verdade, para fraturas da metade inferior
do fêmur este é o método a ser escolhido, pois fornece as melhores
condições: segurança, confiabilidade e um período relativamente curto de
hospitalização (Thomas e Meggitt, 1981). Entretanto, este método não é
confiável para fraturas da metade superior do fêmur -o único grupo no
qual a fixação interna é comparativamente fácil e segura. Além disto,
desde que haja conhecimento e meios adequados, a fixação interna pode
(alguns dizem que "deve") ser usada para fraturas transversas da metade
proximal do osso, especialmente se (I) a redução fechada for difícil de
ser mantida, (2) o tratamento for impraticável porque a tíbia do mesmo
lado está também fraturada ou porque o paciente é idoso e frágil, ou (3)
a fratura deve-se a uma metástase tumoral.
O tratamento fechado é preferível se as condições não forem as ideais ou
se a fratura for na metade inferior do osso. A redução (normalmente
feita por manipulação sob anestesia) é mantida por tração contínua.
Entretanto -e aqui vem a segunda controvérsia -será que a imobilização é
também necessária? Em crianças é claro que ela não é necessária. Em
adultos a imobilização é normalmente empregada -tanto a tradicional
imobilização de Thomas, com tração fixa, quanto a imobilização com
algumas modificações que permitem a flexão do joelho (já que rigidez
prolongada do joelho é uma seqüela freqüente). Perkins, entretanto,
mostrou que, mesmo em adultos, a imobilização não é necessária; a tração
esquelética, com a perna num travesseiro, é confortável, os exercícios
asseguram a mobilidade do joelho e as fraturas se unem, no mínimo, no
mesmo período da imobilização. Usado de modo inteligente (ou seja, a
tração não deve ser excessiva) este método é bastante satisfatório. Mas,
como as convenções custam a cair, passaremos a ver as técnicas de
imobilização.
TRATAMENTO PELA TRAÇÃO FIXA
* REDUÇÃO: O paciente é anestesiado e a tração manual é aplicada
por um assistente. A pele é tricofomizada e uma bandagem de extensão é
então aplicada. Uma goteira de Thomas, do tamanho correto, é colocada em
torno do membro, até que o anel apóie-se contra a raiz deste. São
colocadas tipóias de flanela sob a perna, que são depois presas às
barras laterais com alfinetes de segurança. Faz-se, então, uma tentativa
de redução da fratura por manipulação e tração. As fitas de tração são
apertadas e atadas à posição transversa da goteira de Thomas. Depois,
são colocados coxins na frente das tipóias de flanela, para manter o
arqueamento para a frente normal do fêmur .
* MANUTENÇÃO: A tração fixa é mantida e apertada conforme a
necessidade. As tipóias e os coxins podem precisar de ajustes. São
feitas radiografias para assegurarem que a redução está mantida - uma
angulação lateral maior que 10 graus é inaceitável.
Para evitar uma pressão inadequada do anel da tipóia contra a
tuberosidade jsquiática, a goteira é pendurada numa barra colocada acima
do nível.
COMPLICAÇÕES
* PRECOCES
Lesão de pele: A fratura pode ser aberta e o ferimento as
vezes precisa ser retirado. no caso de fraturas abertas não deve se usar
a fixação interna a não ser que o ferimento seja pequeno e outras
fraturas no mesmo membro justifiquem seu uso.
Embolia gordurosa: É comum em paciente jovens com fratura do
fêmur, que o seu aparecimento deve ser considerado em todos os casos,
pois suas manifestações são incomuns. Nas primeiras 72 horas o paciente
deve ser observado com freqüência em relação aos seus sinais clínicos e
os gases sangüíneo medidos logos após a admissão.
* TARDIAS
Retardo de união: Neste caso acontece em fraturas expostas e
também se for usado um excesso de tração, no caso de fraturas
transversas. Tomar cuidado para que a tração não seja excessiva e
exercitar repetidamente os músculos longitudinais em torno da fratura.
Não-união: Há o perigo de que com o atraso da união a
imobilização seja descartada cedo demais. A fratura, então, fica
angulada e pode levar a não união, sendo estabelecida esta não-união é
indicada à cirurgia: as extremidades ósseas são limpas, um prego de
Küntscher é colocado e são colocados enxerto de osso poroso em torno da
fratura.
Má união: Com os métodos não-cirúrgicos pode ocorre o risco de
angulação, principalmente se o carregamento de peso for liberado antes
do tempo. No caso da fixação intramedular, a má rotação não é incomum e
ocasionalmente é grave o suficiente para justificar o realinhamento
cirúrgico. Freqüentemente, há encurtamento, mas, em geral o único
tratamento necessário é um sapato com o salto elevado.
Rigidez articular: Nas fraturas de diáfise femoral a complicação
que mais acontece é a rigidez do joelho. Se os músculo forem
exercitados, é provável que a movimentação do joelho retorne mesmo
depois de um longo tempo de imobilização. Após uma infecção de fratura a
rigidez nesta articulação e quase inevitável e, se esta rigidez for
incapacitante, a quadricepsplastia é útil. Quando a tração balançada é
usada, não acontece problemas de rigidez de joelho.
TIPOS DE PRÓTESE
A PRÓTESE CIMENTADA
E aquela em que usa-se cimento ósseo para fixar o componente acetabular
na bacia e a parte femural no fêmur. A mais utilizada é a PRÓTESE DE
CHANRLEY. O acetábulo é confeccionado com polietileno de alta densidade
(tipo especial de plástico) e a parte femural é feita de liga metálica
cobalto-cromo-titânio. Normalmente usamos esta prótese em pacientes com
idade mais avançada.
A PRÓTESE NÃO-CIMENTADA
É aquela em que fixamos suas partes (acetábulo e componente femural)
diretamente na superfície óssea, sem a utilização de cimento. Este tipo
é indicado para pessoas mais jovens, com boa qualidade óssea.
* Na prótese híbrida, o componente acetabular é fixado à bacia através
de parafusos, sendo o componente femural fixado com cimento ao fêmur. É
usada em pacientes com até 75 anos de idade.
* As próteses uni e bi-polares são utilizadas em pacientes idosos, com
fratura do colo do fêmur e que necessitam sair do leito o mais precoce
possível.
* As endo-próteses são utilizadas para a substituição de grandes
segmentos ósseos, como no caso de um tumor que comprometa a parte
superior do fêmur.
* As próteses em copa estão em desuso, sendo utilizadas eventualmente em
pacientes com fratura de acetábulo em péssimas condições de saúde, pois
uma prótese total necessita de maior tempo cirúrgico e anestésico,
dificilmente suportado por esse tipo de paciente.
Para a realização da cirurgia de prótese, o paciente deve estar
hospitalizado e ter pronta uma série de exames complementares. O ato
cirúrgico é realizado em ambiente totalmente estéril e com equipe
cirúrgica bem treinada. Normalmente esta cirurgia dura 3 horas. Após a
cirurgia, o paciente deverá permanecer na Unidade de Tratamento
Intensivo - U.T.I. - durante 24 horas.
Os cuidados após a cirurgia são muito importantes. Dependendo do tipo de
prótese, o paciente deverá ficar até 45 dias sem apoiar o membro
operado.
PRÓTESE TOTAL DE QUADRIL
A substituição ou troca da articulação do quadril é uma cirurgia
denominada Artroplastia ou Prótese Total do quadril. Esta cirurgia foi
idealizada por ortopedistas para restabelecer a função da articulação
coxo-femural.
Muitas doenças acometem esta articulação, sendo uma delas a fraturas do
Colo do Fêmur sendo fraturas que ocorrem geralmente em pessoas de idade,
com osteoporose, após uma queda ao solo, por exemplo. - localizam-se
abaixo da cabeça femural, que é a parte superior do fêmur que se encaixa
na bacia, num local denominado "acetábulo".
As próteses atuais são feitas de materiais totalmente bio-compatíveis.
Os mais empregados são: polietileno de alta densidade, cobalto,
cromo-titânio, polimetilmetacrilato.
Existem vários tipos de prótese de quadril. A indicação de usar uma ou
outra prótese depende da idade do paciente, do tipo de doença, da
qualidade do osso e da experiência do cirurgião.
CUIDADOS APÓS A CIRURGIA
* Ao levantar de uma cama baixa, sempre usar o membro inferior
não operado para apoio;
* Ao sentar, procurar usar cadeiras altas e sentar sempre com as
pernas abertas;
* Ao usar o sanitário, não curvar o corpo para frente;
* Não vestir meias sozinho;
* Ao deitar de lado, usar sempre um travesseiro entre as pernas;
* Qualquer dúvida, pergunte sempre ao seu médico.
MANEJO PÓS-OPERATÓRIO
* A meta primaria da assistência pós-operatória é fazer com que o
paciente levante e se mova o mais rápido possível. A fixação interna do
local de fratura permite movimentação e sustentação de peso precoce no
membro envolvido, o que minimiza as complicações do repouso no leito,
edema, atrofia muscular, contraturas de tecido moles e osteoporose.
* Na maioria das formas de fixação interna, não existe necessidade de
imobilização externa (ex: gesso). Se a estabilidade do local de fratura
pode ser conseguida apenas com fixação externa, um gesso de quadril
espiralado precisará ser usado por 6 a 12 semanas, e o paciente
precisará evitar sustentar o peso sobre a perna envolvida. É importante
para esse paciente que faça parte de seu plano de assistência uma
deambulação limitada com um andador, independência nas transferências, a
mobilidade na cadeira de rodas.
* Após a fixação interna de uma fratura de colo do fêmur, devem ser
iniciadas as seguintes atividades:
1- Movimentação ativo-assistido e ativo do quadril envolvido para
manter a mobilidade e evitar contraturas. A mobilização passiva contínua
pode também ser usada no período pós-operatório inicial.
2- Exercícios de contração isométricas (endurecimento dos glúteos
e quadríceps) e estimulação elétrica neuromuscular para minimizar a
atrofia muscular.
3- Exercícios ativos de tornozelo para manter a circulação e
diminuir a possibilidade de doença tromboembólica. Massagem feita de
distal para proximal do membro inferior melhorará a din6amica dos
fluidos e minimizará a hipersensibilidade do membro operado.
4- Flexão e extensão resistida de joelho e possivelmente
exercícios com resistência manual leve no quadril envolvido para manter
a força pós-operatória
5- Exercícios ativos-resistidos em cadeia aberta e fechada
enfatizando fortalecimento do membro inferior não envolvido e de
depressores escapulares e tríceps para favorecer o treino de marcha e as
atividades da vida diária.
6- Apoio de peso protegido e deambulação com andador ou muletas
sempre que o dispositivo de fixação interna estabilizar adequadamente o
local de fratura, para prevenir complicações associadas com repouso
prolongado no leito.
7- Exercícios progressivos em cadeia fechada para o membro
envolvido quando o apoio de peso parcial ou completo for permitido para
melhorar a força, resistência à fadiga, estabilidade e equilíbrio.
CONCLUSÃO
Concluímos que este tipo de fratura acomete principalmente pessoas com
idades avançadas pois a osteoporose esta associada ao envelhecimento,
fraturando com a queda da própria altura e em pessoas mais jovens devido
a acidente automobilístico e avulsão do trôcanter maior pelos músculos
abdutores e flexores do quadril através de uma contração muito intensa e
forte. Na maioria dos casos o tratamento será cirúrgico onde pode variar
a colocação de pino e parafuso até substituição da articulação por
prótese, sendo que quanto mais tempo o paciente se encontra acamado
maiores chance de ocorrer outras complicações como trombose venosa
profunda, embolia pulmonar
As fraturas do colo do fêmur têm pouca capacidade de recuperação pelos
seguintes motivos afetando os vasos capsulares a lesão priva a cabeça do
fêmur de seu suprimento sanguíneo principal; o osso intraarticular não
tem contato com tecido moles que poderiam promover osteogênese, e o
líquido sinovial impede a coagulação do hematoma da fratura. Por isso
uma aproximação perfeita e a impactação dos fragmentos ósseos são mais
importante do que nunca nesse tipo de paciente.
A meta primaria da assistência pós-operatório e fazer com que o paciente
levante e se mova o mais rápido possível. A fixação interna no local de
fratura permite movimentação e sustentação de peso precoce no membro
envolvido, o que diminui as complicações de repouso no leito, edema,
atrofia muscular, contraturas se tecidos moles e osteoporose. É
importante para esse pacientes que faca parte se seu plano de
assistência uma deambulação limitada com um andador, independência nas
transferência, e mobilidade na cadeira de rodas.
No período de pos operatório inicial o exercício ativo -assistido e
ativa do quadril envolvido para manter a mobilidade evitar a
contraturas, também pode ser utilizada a mobilização passiva continua,
exercícios de contração isométrica para minimizar a atrofia muscular,
exercícios ativos de tornozelo para manter a circulação e diminuir a
possibilidade de doença tromboembólica. Massagem feita distal para
proximal do membro inferior melhorara a dinâmica dos fluidos e
minimizara a hipersensibilidade do membro afetado, no exercício
resistido leve para manter a força pós-operatoriamente deve ser feita
somente quando houver uma boa consolidação óssea, tudo o que puder ser
feito para que este paciente tenha uma melhor qualidade de vida após a
cirurgia.
BIBLIOGRAFIA
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