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1. Postura lordótica
Caracterizada por um aumento no ângulo lombossacro (o lombo que a borda
superior do corpo da primeira vértebra faz com a linha horizontal , que
é idealmente 30 graus ), um aumento na lordose lombar e um aumento na
inclinação pélvica anterior e flexão de quadril. É vista frequentemente
como uma cifose torácica aumentada e protração da cabeça , e é chamada
de postura cifolordótica.
a) Fontes potenciais de dor :
(1) Sobrecarga no ligamento longitudinal de dor
(2) Estreitamento do espaço intervertebral posterior e forame
intervertebral.Isso pode comprimir a dura e vasos sangüíneos da raíz
nervosa relacionada , ou a própria raíz nervosa , especialmente se
existem alterações degenerativas na vértebra ou disco.
(3) Aproximação das facetas articulares .As facetas podem se tornar
sustentadoras de peso, o que pode causar irritação sinovial e inflamação
articular.
b) Desequilíbrios musculares observados
(1) Músculos flexores do quadril retraídos (iliopsoas, tensor da fáscia
lata, reto femoral) e músculo extensores lombares (eretores da espinha).
(2) Músculo abdominais alongados e fracos (reto abdominal, oblíquo
interno e externo).
c) Causas comuns
Má postura mantida, gravidez, obesidade, músculos abdominais fracos.
2. Postura relaxada ou desleixada
Também chamada dorso curvo. A quantidade de inclinação pélvica é
variável, mas geralmente ocorre um deslocamento de todo o segmento
pélvico anteriormente resultando em extensão do quadril, e deslocamento
do seguimento torácico posteriormente resultando em flexão do tórax na
coluna lombar superior. Isso resulta em aumento da lordose na região
lombar inferior, cifose aumentada na região torácica inferior e
geralmente protração da cabeça. A posição da coluna lombar média e
superior depende da quantidade de deslocamento do tórax. Quando a pessoa
fica em pé por períodos prolongados, geralmente assume um apoio
assimétrico no qual a maior parte do peso fica sobre um dos membros
inferiores, com mudanças periódicas do peso para o membro oposto.
a) Fontes potenciais de dor
(1) Sobrecarga nos ligamentos iliofemorais, no ligamento longitudinal
anterior da coluna lombar superior, e no ligamento longitudinal
posterior da coluna lombar superior e torácica. Com posturas
assimétricas ocorrem também sobrecargas no trato iliotibial no lado do
quadril elevado. Outras assimetrias no plano frontal podem também estar
presentes.
(2) O estreitamento do forame intervertebral na coluna lombar inferior
pode comprimir os vasos sanguíneos, dura e raízes nervosas,
especialmente em condições artríticas;
(3) Aproximação das facetas articulares na coluna lombar inferior.
b) Desequilíbrios musculares observados
(1) Músculos abdominais superiores retraídos (segmentos superiores do
reto abdominal e oblíquos), intercostal interno, extensor do quadril e
músculos extensores da região lombar inferior e fáscia relacionada.
(2) Músculos abdominais inferiores alongados e fracos (segmentos
inferiores do reto abdominal e oblíquos), músculos extensores da região
torácica inferior e músculos flexores do quadril.
c) Causas comuns
Como o nome indica, é uma postura relaxada na qual os músculos não são
usados para dar suporte. A pessoa rende-se totalmente aos efeitos da
gravidade, e somente as estruturas passivas no final da amplitude de
cada articulação (como ligamentos, cápsulas articulares e aproximações
ósseas) provêen estabilidade. As causas podem ser uma atitude assumida
(a pessoa sente-se confortável quando desleixada), fadiga (vista quando
alguém precisa ficar em pé por períodos prolongados), fraqueza muscular
(a fraqueza pode ser a causa ou efeito da postura) ou um programa de
exercícios mal-elaborado (que enfatiza a flexão torácica).
3. Postura de achatamento lombar
Caracterizada por uma diminuição no ângulo lombossacro, diminuição na
lordose lombar ou inclinação posterior da pelve.
a) Fontes potenciais da dor
(1) A perda da curvatura lombar fisiológica normal reduz o efeito
observador de choques da região lombar e predispõe a pessoa à lesão.
(2) Sobrecarrega no ligamento longitudinal posterior
(3) O aumento do espaço discal posterior permite que o núcleo pulposo
embeba líquido extra, que pode em certas circunstâncias entrar em
protrusão posteriormente quando a pessoa tenta extensão.
b) Desequilíbrios musculares observados
(1) Flexores do tronco retraídos (reto abdominal e intercostais) e
músculos extensoresdo quadril.
(2) Músculos extensores lombares e possivelmente flexores de quadril
alongados e enfraquecidos.
c) Causas comuns
Desleixo ou flexão contínua durante postura sentada e em pé; ênfase
excessiva em exercícios de flexão em programas gerais de exercícios.
B. REGIÃO TORÁCICA
1. Dorso curvo ou cifose aumentada
Caracterizado por uma curvatura torácica aumentada, protração escapular
(ombros curvos) e, geralmente uma protração de cabeça acompanhado.
a) Fontes potenciais de dor
(1) Sobrecarga no ligamento longitudinal posterior
(2) Fadiga nos músculos eretores da espinha torácicos e rombóide
(3) Síndrome da abertura torácica superior
(4) Síndrome posturais cervicais
b) Desequilíbrio musculares observados
(1) Músculos retraídos do tórax anterior (músculo intercostais),
músculos do membro superior originários do tórax (peitoral maior e
menor, grande dorsal e serrátil anterior), músculos da coluna cervical e
cabeça inseridos na escápula (levantadores das escápulas e trapézio
superior) e músculos da região cervical.
(2) Músculos eretores da espinha torácicos e retratores da escápula (rombóide
e trapézio superior e inferior) alongados e fracos.
c) Causas comuns
Similar à postura lombar desleixada ou achatamento lombar, desleixo
contínuo e ênfase excessiva em exercícios de flexão em programas gerais
de exercícios.
2. Dorso plano
Caracterizado por uma diminuição na curvatura torácica, depressão
escapular, depressão escapular, depressão clavicular e postura de
achatamento cervical. Está associado com uma postura militar exagerada
mas não é um desvio postural comum.
a) Fontes potenciais de dor
(1) Fadiga dos músculos requisitados para manter a postura
(2) Compressão do feixe neurovascular na saída torácica entre a
clavícula e costelas.
b) Desequilíbrios musculares
(1) Eretores da espinha torácicos e retratores escapulares retraídos, e
movimento escapular potencialmente restringido, o que poderia diminuir a
liberdade de elevação do ombro.
(2) Músculos protratores da escápula e intercostais fracos no tórax
anterior.
c) Causa comum
Postura exageradamente ereta
Escoliose
Geralmente envolve as regiões torácica e lombar.Tipicamente, em
indivíduos destros, uma leve curvatura em S sendo para a direta na
região torácica e esquerda na lombar , ou uma leve curvatura em C para a
esquerda na transição toracolombar . Pode haver assimetria nos quadris,
pelve e membros inferiores.
A escoliose estrutural envolve uma curvatura lateral irreversível com
rotação fixa das vértebras. A rotação dos corpos vertebrais é no sentido
da convexidade da curva. Na coluna torácica , as costelas rodam com as
vértebras de modo que ocorre proeminência anteriormente no lado da
concavidade . Uma giba posterior nas costelas é detectada durante a
inclinação para frente QUANDO HÁ ESCOLIOSE ESTRUTURAL.
Uma escoliose não estrutural é reversível e pode ser alterada com
inclinação para frente ou para o lado e com mudanças no posicionamento
como ficando em decúbito dorsal ou fazendo realinhamento da pelve
corrigindo uma discrepância entre o comprimento das pernas ou com
contração musculares. Essa é também denominada escoliose funcional ou
postural.
a)Fontes potenciais de dor :
(1)Fadiga muscular e torções ligamentares no lado da convexidade
(2)Irritação nervosa no lado da concavidade
b) Desequilíbrios musculares:
(1)Estruturas retraídas no lado côncavo da curvatura
(2)Estruturas alongadas e enfraquecidas nos lados convexos da curvatura
(3)Se um quadril está aduzido, os músculos adutores daquele lado ficarão
retraídos e os músculos abdutores ficarão alongados e fracos. O oposto
irá ocorrer no membro contralateral.
c) Causas comuns: escoliose estrutural
Doenças ou distúrbios neuromusculares (como paralisia cerebral , lesão
medular ou doenças neurológicas ou musculares progressivas), distúrbios
osteopáticos ( como hemivértebras, osteomalacia, raquitismo ou fratura),
e distúrbios idiopáticos , onde a causa é desconhecida;
d) Causas comuns : escoliose não estrutural
Discrepância entre o comprimento das pernas , seja estrutural ou
funcional , proteção muscular reflexa ou espasmo devido a estímulos
dolorosos na região lombar ou cervical ; e posturas habituais ou
assimétricas.
C. Região de protração da cabeça
Caracterizada por aumento na flexão da região cervical baixa e torácica
alta, aumento na extensão do occipital sobre a primeira vértebra
cervical e aumento na extensão das vértebras cervicais superiores. Pode
também haver disfunção na articulação temporomandibular com retrusão da
mandíbula.
a) Fontes potenciais de dor
(1) Sobrecarga no ligamento longitudinal anterior na coluna cervical
alta e ligamento longitudinal posterior na coluna cervical baixa e
torácica alta
(2) Fadiga ou tensão muscular
(3) Irritação das facetas articulares na coluna cervical alta
(4) Estreitamento do forame intervertebral na região torácica alta, que
pode impingir nos vasos sangüíneos e raízes nervosas, especialmente se
houver alterações degenerativas
(5) Compressão do feixe neurovascular por retração do músculo escaleno
anterior
(6) Compressão do plexo cervical devido à retratação dos músculos
levantadores da escápula
(7) Compressão dos nervos occipitais devido à retratação ou tensão do
músculo trapézio superior, levando a dores de cabeça por tensão
(8) Dor na articulação temporomandibular devido a mau alinhamento da
cabeça, mandíbula e tensão da musculatura facial associada
(9) Lesão de disco cervical baixo devido a má postura em flexão.
b) Desequilíbrios musculares
(1) Músculo levantadores da escápula, esternocleidomastóideo, escaleno e
suboccipital retraídos. Se as escápulas estão elevadas, os músculos
trapézio superiores podem também estar retraídos. Com sintomas na
articulação temporomandibular, os músculos da mastigação podem sofrer um
aumento de tensão.
(2) Alongamento e enfraquecimento dos músculos anteriores do pescoço (o
hióide torna-se fixado devido à posição alongada) e dos músculos
eretores da espinha cervicais baixos e torácicos altos
c) Causas comuns
Exageros da postura por períodos extensos. Essa postura é rara.
D. Metas Gerais de Tratamento e Plano de
Assistência
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Metas de tratamento |
Plano de assistência |
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1. Aliviar a dor e tensão muscular |
1. Suporte postural externo se necessário
Treino de relaxamento muscular.
Educação sobre movimentos seguros |
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2. Restaurar a amplitude de movimento |
2. Exercícios específicos de alongamento e flexibilidade |
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3. Restaurar o equilíbrio muscular, resistência e função |
3. Treino de estabilização
Exercícios resistidos específicos.
Exercícios de condicionamento |
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4. Recuperar a percepção cinestésica e controle do alinhamento
normal |
4. Técnicas de treinamento e reforço |
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5. Envolvimento do paciente e educação para manejar a postura para
prevenir recorrência |
5. Ensine padrões de movimento seguros e uma mecânica corporal
apropriada.
Ensine ao paciente exercícios preventivos e mecânica para
aliviar a sobrecarga mecânica nas atividades cotidianas.
Ensine exercícios de relaxamento que contraponham a tensão
muscular.
Instrua o paciente sobre como modificar o ambiente: cama,
cadeiras, assentos do carro e área de trabalho |
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6. Desenvolvimento de habilidades funcionais |
6. Treino de atividades específicas para o resultado funcional
desejado, enfatizando velocidade, cadência e resistência à fadiga |
BIBLIOGRAFIA:
* KISNER, Carolyn; COLBY, Lynn Allen; Exercícios Teurapeuticos
Fundamentos e Técnicas; 3ª Ed. São Paulo; Editora Manole LTDA; 1998.
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