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O que é FRATURA?
Fratura é a perda total ou parcial da solução de continuidade óssea.
As fraturas podem ocorrer ou se apresentar de diversas formas e serem
qualificadas de acordo com a sua REGIÃO (Diafisária – quando ocorre no
centro do osso / Metafisária – quando ocorre entre as epífise e diáfise
/ Epifisária – quando ocorre próximo as articulações), a sua COMUNICAÇÃO
COM O EXTERIOR (Simples ou Fechadas / Abertas ou Expostas), e segundo a
sua DIREÇÃO (transversal / Obliqua, longitudinal e espiralada) e ainda
sim ser classificadas de acordo com a sua APRESENTAÇÃO (Comutativa –
quando existe vários fragmentos / Impactada – quando decorre de força
compressiva / Patológicas – quando os ossos estão enfraquecido
decorrente de uma doença / por Avulsão – Resultante de uma forte e
súbita contração muscular / por Fadiga - que são fraturas que podem
ocorrer por ação mecânica repetida o u por traumas sobre a mesma área).
Em nosso trabalho teremos como objeto de estudo a fratura por avulsão,
que conforme já foi dito ocorre pela forte e súbita contração muscular,
e para que ocorra este tipo de lesão no 5º metatarso é necessário que o
pé realize uma entorse por inversão, movimento este que se caracteriza
pela rotação externa do tornozelo fazendo com que a planta do pé fique
voltada para a parte medial do corpo, onde os músculos que serão
afetados com este movimento serão: Músculo Fibular Terceiro, Músculo
Fibular Curto, Músculo Extensor Longo dos Dedos, Músculo Flexor longo
dos Dedos e o Músculo Tibial Posterior. Todos estes músculos tem como
ponto de inserção o 5º metatarso e por isso são eles que vão agir
diretamente neste tipo de fratura.
Diagnóstico e tratamento
O exame físico do tornozelo pode fornecer indícios sobre a extensão da
lesão. Freqüentemente, são realizadas radiografias para se determinar
existe alguma fratura óssea, mas elas não conseguem determinar se houve
um entorse de tornozelo. Outros exames raramente são necessários.
O tratamento depende da gravidade do entorse.
As entorses leves são tratados com um enfaixamento do tornozelo e do pé
com faixa elástica ou esparadrapo, aplicação de gelo na região, elevação
do tornozelo e, à medida que os ligamentos se curem, um aumento gradual
das caminhadas e dos exercícios.
Para as entorses moderadas, é utilizado um aparelho gessado que permite
a deambulação, o qual é mantido por três semanas. Esse aparelho
imobiliza a perna, mas permite que a indivíduo ande com o tornozelo
lesado. Para as entorses graves, pode ser necessária a realização de uma
cirurgia. No entanto, ainda existem controvérsias em relação à cirurgia.
Nas entorses de tornozelo graves pode ser necessária a intervenção
cirúrgica pois os ossos estão muito separados ou desalinhados.
As fraturas de ossos do metatarso (ossos da parte intermediária do pé)
são comuns. Mais comumente, essas fraturas são decorrentes da marcha
excessiva ou do estresse indireto devido ao uso excessivo, apesar delas
poderem ser resultantes de um impacto súbito e forte. Na maioria dos
casos, tudo o que se faz necessário para a consolidação da fratura é a
imobilização em um calçado com sola rígida ao invés de uma imobilização
com um aparelho gessado.
Raramente, é necessário o uso de um aparelho gessado abaixo do joelho.
Se os ossos estiverem muito afastados, pode ser necessária uma cirurgia
para alinhar os segmentos fraturados. Uma fratura do osso metatarsal do
hálux (dedão do pé) ou do quinto pododáctilo tende a ser mais
complicada, exigindo um aparelho gessado ou uma cirurgia. Os ossos
sesamóides (dois pequenos ossos arredondados localizados sob a ponta do
osso metatarsal do hálux) podem fraturar. As corridas, as caminhadas
longas e os esportes que envolvem um choque muito forte contra o solo da
superfície plantar do antepé (p.ex., basquetebol e tênis), podem
fraturar esses ossos.
As lesões dos dedos dos pés, particularmente do quinto pododáctilo, são
comuns, especialmente quando o indivíduo anda com os pés descalços.
Fraturas simples dos quatro dedos menores dos pés consolidam sem a
necessidade de um aparelho gessado. A imobilização dos dedos dos pés com
esparadrapo ou com uma faixa de velcro, utilizando os dedos adjacentes
como apoio, durante quatro ou seis semanas, pode ser útil.
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