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Referência em FISIOTERAPIA na Internet |
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Trabalho realizado por: Alex Marins - Dyane Guedes - Débora Carla - Ketila da Silva - Luciana - Vanessa |
Alunos da Universidade Salgado de Oliveira |
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FRATURA DE PATELA |
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Diversos tipos de tratamento como: tala em extensão e repouso, faixa de tensão anterior, artrotomia com amarração em cerclagem, patelectomia parcial, e outros, foram estudados visando a melhor reconstituição desse osso. Esses tratamentos variam de acordo com o tipo de fratura. Atualmente os tratamentos operatórios mais usados para esse tipo de fratura são as várias formas de fixação com fio amarrado em faixa de tensão, a patelectomia parcial e a patelectomia total. A patela é um osso chato aparentemente ovóide possuindo um ápice e uma base e está situada profunda em relação as fibras tendinosas do reto da coxa e da fáscia lata. A patela proporciona uma vantagem mecânica ao aparelho extensor por dois mecanismos: ligação, pois a patela une quadríceps e o tendão patelar que vai se inserir na tíbia, permitindo a geração da força necessária para a extensão do joelho, do quadríceps para a tíbia; e desvio, pois a patela desvia essa ligação tendão quadríceps- tendão patelar para longe do eixo de rotação do joelho. Podemos fazer uma relação análoga à de uma polia, o que aumenta a força extensora do joelho. Para diagnosticar as fraturas de patela fazemos um exame físico completo, com auxilio de radiografias, avaliamos a pele, observando se há escoriações, contusões, bolhas (se o tratamento foi retardado), lesão articular aberta, fratura aberta, buscando a história da lesão que usualmente é uma queda ou uma pancada direta na patela. Ao final do exame físico devemos saber qual o tipo de fratura, se há ou não, uma ruptura retinacular e se há ou não a presença de alguma ferida. As fraturas de patela são por trauma direto (golpe direto na patela) ou trauma indireto (uma contração violenta do músculo quadríceps). Essas fraturas se dividem em: >> Fraturas sem desvio: - Estrelada - Ocasionadas por golpe direto, normalmente não afetam o retináculo patelar, permitindo a extensão ativa do joelho. O desvio entre os fragmentos é menor que 3 mm e entre as superfícies articulares é menor que 2 mm. - Transversa - Ocasionada pelo esforço de tração aplicada ao mecanismo extensor, não afeta o retináculo patelar e danifica muito pouco as superfícies articulares femural e patelar. O desvio entre os fragmentos é menor que 3mm e entre as superfícies articulares é menor que 2 mm. - Vertical - Pode ocorrer por trauma direto e indireto. Nesta fratura observamos um retináculo patelar intacto e uma diástase menor que 3 mm. Este tipo de fratura é despercebida em certas radiografias. >> Fraturas com desvio * Não cominutivas - Transversas - Esta fratura apresenta um retináculo patelar rompido, o que ocasiona a perda da extensão ativa do joelho ( após aspiração). O desvio entre os fragmentos é maior que 3 mm, podendo chegar a 4 ou 5 mm e entre as superfícies articulares é maior que 2 mm. * Polares proximais ou do pólo basal - Esta fratura surge por avulsão do mecanismo quadríceps - patela. Há ruptura retinacular. * Polares distais ou apicais - Esta fratura surge por avulsões ósseas do tendão patelar proximal. * Cominutivas - Estreladas - Esta fratura é ocasionada por golpe direto e apresenta desvios com graus variados e um retináculo patelar intacto. - Transversas / Polares - Esta fratura exibe graus variados de cominuição. A cominuição do fragmento superior apresenta fraturas adicionais minimamente desviadas. A cominuição do fragmento inferior é mais grave podendo estar associada a cominuição do pólo superior. - Altamente cominutivas / Altamente desviadas - São fraturas transversas com cominuição maciça secundariamente a fratura de compressão ou estrelada com diástase maciça secundária a contração violenta do quadríceps. Há a separação por mais de 6 mm entre os fragmentos principais. Normalmente são lesões abertas. Tratamento: O tratamento das fraturas de patela são baseadas no tipo de lesão e visam reconstruir o mecanismo extensor e a superfície articular patelar. As fraturas abertas são tratadas cirurgicamente. O tratamento não operatório é indicado para as fraturas patelares fechadas, não desviadas transversas, estreladas e verticais. Esse tratamento é feito por imobilização com gesso por um período de 4 a 6 semanas. Além de trabalho isométrico do quadríceps e elevações da perna estendida. Após esse período é retirado o gesso e iniciam-se exercícios de flexão ativa progressiva e fortalecimento do quadríceps. O tratamento operatório é indicado para todas as fratura com desvio. As fraturas não cominutivas transversas são tratadas com amarração em faixa de tensão anterior modificada. As fraturas não Cominutivas polar apical e basal são tratadas com patelectomia parcial e amarração em faixa de tensão anterior modificada. As fraturas cominutivas estreladas são tratadas com amarração em faixa de tensão anterior modificada e faixa de tensão longitudinal anterior mais cerclagem. As fraturas cominutivas transversas, são tratadas com parafusos compressivos independentes mais amarração em faixa de tensão anterior modificada e patelectomia parcial. As fraturas cominutivas polar são tratadas com patelectomia parcial. As fraturas cominutivas altamente cominutivas / altamente desviadas são t ratadas com amarração em faixa de tensão anterior modificada, amarração em faixa de tensão anterior longitudinal, patelectomia parcial e patelectomia total. O tratamento pós operatório consiste em exercícios isométricos do quadríceps e colocação de órtese removível para permitir a deambulação com sustentação do peso com a perna extendida, conforme tolerância do paciente. As dobradiças da órtese podem ser afrouxadas para permitir exercícios ativos de amplitude de movimento. A partir da primeira ou segunda semana após a operação são feitos exercícios ativos de extensão e elevação da perna extendida, visando o fortalecimento do quadríceps. Após três meses, a fratura já está consolidada , e o quadríceps está forte, é retirada a órtese. Quatro a seis meses após operação os esportes e exercícios vigorosos podem ser retomados. As complicações mais comuns são: perda de movimento, artrose e pseudoartrose (fratura não consolida).
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Obs.: |
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