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A luxação articular, popularmente conhecida como
"deslocamento de ossos", ocorre quando as extremidades de superfícies
articulares são separadas de modo a perderem o seu correto alinhamento
anatômico. Para acontecer uma luxação é necessária a desarticulação de pelo
menos dois ossos.
A luxação pode ocorrer de duas formas: a traumática e a não traumática. O
primeiro caso é mais comum e ocorre, normalmente, devido a uma lesão
violenta, decorrente de pancadas e torções. Já na segunda hipótese, como o
próprio nome indica, as luxações podem surgir mesmo sem traumas, como
acontece nas situações de má formação congênita das estruturas ósseas, nos
desgastes articulares, nas hipermobilidades de membros e nas fraquezas das
musculaturas situadas ao redor da articulação.
É normal em uma luxação o paciente queixar-se de dores fortes, apresentar
deformidades anatômicas no contorno da articulação acometida e perder a
capacidade de movimentar o membro afetado. Embora várias articulações possam
apresentar esse problema, as regiões atingidas com maior freqüência são as
dos ombros, dos cotovelos e do quadril.
A luxação é um caso de urgência médica. Isso significa que na sua ocorrência
é necessário que a pessoa acometida procure auxilio hospitalar imediato e
evite tentar colocar a articulação no lugar por conta própria, ou com o
auxílio de pessoas não habilitadas, tudo para evitar a ocorrência de maiores
danos e o surgimento de possíveis seqüelas.
Quando ocorre uma luxação, podem ser comprometidas as estruturas articulares
e os tecidos circunvizinhos, como é o caso dos músculos, dos tendões, das
cartilagens e das bainhas sinoviais. Tais conseqüências originam-se,
principalmente, devido a estiramentos, torções e rupturas desses tecidos.
O diagnóstico da luxação normalmente é realizado por meio de exame clínico,
pelas narrativas do paciente e por exames radiológicos. Nos casos de maior
gravidade, podem ser necessários, também, exames complementares para
verificar a existência de outras possíveis lesões desencadeadas pela
luxação.
O tratamento pode ser feito de diversas maneiras, a depender das
circunstâncias de cada situação concreta. Em geral, é realizado mediante
terapias medicamentosas, imobilizações temporárias e, em alguns casos,
intervenções cirúrgicas. Além disso, o tratamento fisioterapêutico pode ser
muito necessário para melhorar o quadro clínico.
Ao Fisioterapeuta incumbe a eleição e o emprego de diversas condutas, dentre
as quais merecem especial relevo a utilização da eletroterapia e da
crioterapia (para controle da dor, do edema e das inflamações). Bem assim,
costumam ser necessárias prescrições de exercícios terapêuticos de
fortalecimento muscular da região implicada, seja para melhorar a
estabilidade articular, seja com o objetivo de evitar (ou minimizar) a
ocorrência de seqüelas.
De todo modo, é indispensável que o paciente siga corretamente o tratamento
prescrito para evitar complicações supervenientes, como as chamadas
"luxações reicindivantes". É que quando os cuidados necessários para a
recuperação de uma primeira luxação não são devidamente observados, a
articulação atingida tende a tornar-se instável, o que pode ensejar o
aparecimento de novas luxações, até mesmo sem traumas, ocasionadas,
inclusive, por pequenos esforços cotidianos.
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