Referência  em  FISIOTERAPIA  na  Internet

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Trabalho realizado por:
Ana Lúcia dos Santos Ribeiro
R.A.: GFBH- 0024/582

Universidade Gama Filho
Pós – graduação Lato – Sensu
Curso Fisioterapia Traumato-Ortopédica
Trabalho Conclusão de Curso – Artigo de Revisão


ATIVIDADE FÍSICA COMO FATOR DE PREVENÇÃO
E MANUTENÇÃO DA SAÚDE DO IDOSO


RESUMO:

É tendência mundial o aumento no contingente de idosos. A prática responsável e sistematizada de exercícios físicos permite um envelhecimento mais saudável e promissor. Possibilitando aos idosos, a realização das suas atividades diárias com autonomia, independência e por maior espaço de tempo possível.

As atividades físicas precisam proporcionar no idoso uma satisfação generalizada. Para tanto, os exercícios executados devem dar total sensação de bem-estar, pois, os exercícios praticados extrapolarão o interesse que a priori seria somente da parte física.

As opções de exercícios que se propõem para os idosos, não diferenciam em demasia daqueles que atualmente são praticados nas academias. A linha de atuação das atividades físicas que deverão direcionar a escolha do exercício mais indicado, contendo variáveis de cargas, repetições etc. individualizados e modalidades que proporcionem ao idoso maior satisfação para realizá-lo. Estas atividades precisam atender vários aspectos que proporcionem saúde globalizada ao idoso. Aspectos tais que vão desde uma simples manipulação de um objeto, a um incremento favorável na estrutura biopsicofisiológica


INTRODUÇÃO:

Em todo o mundo, a população com mais de 60 anos, está aumentando consideravelmente seu contingente, assustando e ao mesmo tempo colocando em cheque toda a estrutura político-social que vinha sendo traçada até nossos dias. Dados estatísticos apontados pela Organização Mundial de Saúde (OMS, 1982) indicam que neste ano teremos uma população de 14 milhões de idosos e até 2025 chegaremos a 35 milhões, o que vem a ser 15% do total da população. Em nosso país, esta situação nos colocará como a sétima população de idosos do mundo (TAB.1).


TABELA 1. Ranking dos países com maior número de idosos em 2025 e aumento desde 1996.
 

País 1996 n 2025 Aumento

China

1 115,2 1 152,3

Índia

2 61,9 2 166,7

USA

3 43,9 3 87,9

Japão

4 26,3 4 50,6

Indonésia

6 13 5 190,8

Rússia

5 24,7 6 38,5

Brasil

11 11,6 7 164,7

 

       

Nota: Idosos = 60 anos ou mais; n: = milhões; aumento em %
Fonte: U.S. Bureau of the Census, 1996. Global aging into the 21 st century.


Dentre tantas posições que precisam ser tomadas, sejam em relação ao sistema único de saúde (SUS), às políticas de previdência social ou aposentadoria, aos denominados centros de convivência de caráter público ou privado, para organizar de maneira efetiva e definitiva a questão do idoso, colocando-o em situação de envelhecimento bem-sucedido (uma vez que as políticas de atuação acontecem como paliativos provisórios), algumas posturas devem ser tomadas por iniciativas pessoais.

Enquanto cidadãos que somos inseridos neste contexto global de despreparo para o futuro, uma decisão que devemos tomar está na busca constante de comportamentos que nos levem a adquirir uma boa qualidade de vida, sempre procurando agir sobre nós mesmos com enfoque preventivo à nossa saúde física, mental e social. “O organismo além de ser resultado da sua programação genética, sofre também as conseqüências dos impactos, hábitos de vida e do meio ambiente a que foi submetido”.CANÇADO (1994, p. 34) Uma das grandes possibilidades para a ocorrência desta mudança funcional do organismo, de forma satisfatória, consiste na prática sistematizada de atividade física. A não-realização de exercício físico por parte das pessoas com certeza proporcionará uma deteriorização mais rápida do organismo. Portanto, a sua prática constante é considerada grande fator de longevidade. Este fato é explicado numa das teorias do envelhecimento de Bauer e Egeler (1984):
 

teoria da atividade (...) onde o papel da atividade física é importante, favorecendo a independência pessoal e o gosto pelo contato social, demonstrando até que pessoas ativas (que praticam atividade física sistemática por toda a vida) são capazes de resultados comparados a sedentários de quase três décadas anteriores, resultado de Cooper em idoso ativo de 60 anos comparado ao de 25 anos sedentário. Este foi o milagre da atividade física: juventude.


A realização de exercícios físicos pelos idosos tem um aspecto fundamental quando se considera que as melhoras adquiridas darão a eles autonomia e independência, importantíssimos para as AVDs¹, permitindo uma capacidade tal que os façam permanecer independentes por maior tempo possível.

Embora haja grande conhecimento a respeito do papel da atividade física como elemento muitas vezes decisivo para aquisição e manutenção da saúde, do bem-estar físico, pré-requisitos básicos para a qualidade de vida, muitos idosos ainda se privam desta possibilidade por estarem imbuídos de conceitos pré-estabelecidos de que a velhice é diretamente proporcional a aspectos de inatividade, incapacidade, dependência, falta de propósito. Tais comportamentos surgem muitas vezes de conceitos impregnados na população, e não de situações dos próprios idosos e se apresentam como ponto de extrema negação à vida. O seu comportamento em relação ao seu corpo é preenchido por tabus, em que pouca atenção é dada às respostas corporais, há pouco contato com suas sensações e o movimentar-se está ligado a “coisa de jovem”, o que leva o idoso ao desconhecimento de si próprio. “Muitos idosos subestimam seus potenciais físico e motor em função do amplo sentimento negativo que vigora na sociedade a respeito da velhice, incorporando um sentimento de incompetência para o movimento”.OKUMA (1997, p. 43)

A prática ou não de atividade física por parte do idoso também está ligada a outro fator muito determinante no comportamento habitual deste segmento, que é estar ligada ainda a cuidados categoricamente médicos. A prescrição medica é fator preponderante para que o idoso tome iniciativa para realizar exercícios. Infelizmente tal atitude tira muitas vezes a possibilidade de se tornar potencial preventivo. Passa, por sua vez, a ter caráter de retardamento patológico, ou seja, com a doença já instalada, o exercício vem como remédio para prorrogar os efeitos colaterais da doença.
 

As pesquisas e opinião pública indicam que, a saúde e seus problemas, ocupam sempre os primeiros lugares na agenda das questões importantes para a população. Se levarmos em consideração este contexto parece bem natural que os entrevistados, quando começam a falar das atividades corporais, o façam a partir da saúde. LACERDA (1995, p.63)

Estudo realizado sobre os obstáculos e fatores motivacionais para a aderência de atividades físicas em pessoas acima de 50 anos em São Paulo - Brasil, concluiu após uma amostragem de 480 mulheres e 183 homens, que a razão pessoal para começar a atividade física por razões médicas obteve um índice de 41% e por motivação de amigos 32%. Fazendo esta distinção baseada no sexo: conselhos médicos para homens 50%, para mulheres 39%; motivação por amigos em homens 26%, em mulheres 33%.(Ciência e Movimento, 32 (5), 2000)

Apesar desta aparente rejeição às práticas físicas por parte do idoso, para que a resposta orgânica venha de uma atuação mais prazerosa e agradável, temos verificado que, aos poucos, os idosos estão se desprendendo de posturas que a eles eram padronizadas e desbravando outros campos que, a priori, não tinham acesso.Segundo Anita Liberalesco (1998):
 

representa a negação do modelo de educação física adaptada que ainda persiste entre parte dos educadores brasileiros, quando se referem aos idosos, como se eles sempre fossem portadores de algum tipo de deficiência. Onde as propostas de intervenção física estabeleciam metas comportamentais motoras, de corpos esculpidos por modelos parâmetros divulgados pela comunicação de massa, constituindo o indivíduo como um amontoado de músculos que deve ser moldado, ou um organismo inapto e doente que deve ser melhorado.

Sabemos, que a atual e eficiente prática física, deve enxergar o homem integralmente. Vários estudos sobre a totalidade humana relatam a necessidade da educação física ampliar sua visão ao interferir na saúde.
 

Holos é uma palavra grega que significa totalidade, globalidade. Considerando o holos humano, no corpo está só o componente mais denso e o mais perecível. Na visão materialista, saúde é um estado físico, caracterizado pela ausência de sintomas. Proponho uma outra concepção diferente, que denomina “saúde plena” por levar em conta a plenitude vastíssima do Ser Humano (....) O homem é um todo, onde os fatores físicos e psíquicos são indissociáveis e interdependentes. HERMÓGENES (2000, p.16.)


Paulo Leite (1996) também tem uma visão bem atual sobre como que deve ser a prática física como objeto de prevenção. Para ele:
 

um dos sucessos do exercício físico como medida preventiva nos últimos anos, foi a criação de uma moderna educação física, em fazer exercício ou praticar esportes, se tornarem programas de lazer e prazer. Acabou a idéia de que praticar exercícios de forma regular exige desgastes físicos e psíquicos intensos, provocando desprazer e sofrimento (derrotas).

Neste contexto a atividade física ultrapassa os limites do exercício matéria e abrange a magnitude humana, num trabalho multi influenciável, se assim, pudermos designar uma atuação que segundo Mc. Donald², passa por cinco categorias gerais:
 

bem-estar físico ( comodidade em termos materiais, saúde, higiene e seguranças; relações interpessoais (família, envolvimento comunal, relações íntimas); desenvolvimento pessoal (oportunidades de desenvolvimento intelectual,auto-expressão, atividade lucrativa e autoconsciência); atividades recreativas (socialização, recreação passiva e recreação ativa); atividades espirituais e transcendentais (atividade simbólica e autoconhecimento).


Usando desses argumentos, é que as academias estão se adaptando para receber este público.

Os mais velhos constituem, hoje, um mercado com grande disponibilidade para o consumo. Modalidades como hidroginástica, dança, squash, natação, e etc. já se tornaram chamativos eficientes, para a inserção deste público nas atividades diárias das academias de todo o país.

A preocupação de profissionais, para trazer um número de adeptos da terceira idade para dentro de suas academias, está fazendo com que os espaços físicos, músicas, professores, modalidades, sejam adaptadas para atender da melhor maneira possível esta faixa etária.

Estudos estão sendo dedicados para avaliar a intervenção do exercício no idoso, verificando a sua relação com a adaptabilidade aos vários sistemas biológicos. Determinando a amplitude e os mecanismos em que os exercícios de uma atividade física podem melhorar a saúde, a capacidade funcional, qualidade de vida e independência nesta população, para envelhecimento cada vez mais saudável.

Este estudo é revisão de literatura que vem demonstrar a grande possibilidade que a prática de atividade física dá ao idoso de se ter e manter seu aspecto biopsicofisiológico íntegro, para envelhecimento saudável por maior tempo possível.


2. DESENVOLVIMENTO:

A prática de atividade física sistematizada traz conseqüências benéficas ao indivíduo como um todo. Isto significa que o trabalho não se resume somente na parte muscular, mas em todos os aspectos que norteiam a pessoa humana, sejam eles físicos, psíquicos ou sociais. “A estabilidade da saúde, a manutenção da condição física, o contato e a comunicação com outras pessoas, assim como a independência e a autonomia na redução das tarefas cotidianas, são resultados obtidos com a prática da atividade física em todas as fases da vida.”(DUARTE, SANTOS, GONÇALVES, 2002)

Depoimentos diversos colocam a prática da atividade física como ingrediente indispensável para a saúde geral, proporcionando efeitos fascinantes que interferem na promoção da longevidade. É certo que, quanto mais cedo a realização de exercício se tornar uma rotina na vida do indivíduo, mais ganhos em relação aos anos ele obterá. Se tratando de a pessoa iniciar as suas práticas aos sessenta anos, ela acrescentará 1,75/ano com dias fisicamente ativos.

Sabemos, que o envelhecimento traz consigo o decréscimo das capacidades fisiológicas e motoras, o que vem declinar a labuta do dia-a-dia das pessoas. Para retardar este processo, faz-se necessário à elaboração de um programa ideal de atividades físicas que, executado pelos idosos, faz com que alterações significativas sejam conseguidas e realmente proporcionem a melhora da condição física.

Sem dúvida, um dos melhores remédios para enfrentar a chegada da terceira idade é a prática regular de uma atividade física. Ela é uma modalidade de intervenção efetiva para reduzir e prevenir um número de declínios funcionais associados ao envelhecimento.

Os especialistas são unânimes em afirmar que o exercício físico “mesmo para quem começa a praticar aos sessenta anos alcança benefícios importantes para a saúde”.(SAMI LIBERMAM, Hospital das Clínicas da USP).

A escolha da modalidade deve ser individualizada. Não há receita única para as pessoas, por isso é importante a procura de um profissional competente que escolha a atividade ideal de acordo com as condições e preferências pessoais. Assim, proporcionará benefícios físicos associados à sensação de bem-estar, satisfação e prazer.

Algumas atividades deverão ser mais utilizadas por estarem mais adequadas a esta faixa etária. Possuem características na sua programação que devem incluir “atividades aeróbicas de baixo impacto nas estruturas musculares, esqueléticas e articulares de intensidade mais moderada e ser realizado de forma mais gradual para permitir melhor adaptação ao treinamento”.(MATSUDO, 1997)

Algumas práticas estão sendo utilizadas com veracidade nas respostas orgânicas em relação ao idoso. Tais experimentos serão relatados a seguir, como proposta a uma aplicação efetiva na elaboração de exercícios físicos.


2.1. Treinamento de força

A força é uma variável importante para as AVDS e AIVDS3. Alguns estudos mostram que se observam perdas superiores a 40% da força máxima, em torno de 65 anos (SHEPHARD, 1994). Esta perda está relacionada às atividades ocupacionais e de lazer, o que diferencia o grau de lentidão maior no processo de perda nas mulheres que nos homens.

Vários fatores estão relacionados com a perda de força. Segundo Hazzard (1999) pode estar relacionado á fadiga que é o declínio progressivo na força por causa da atividade física prolongada ou fraqueza que é o aumento absoluto na força muscular.

Um outro fator está ligado ao que se denomina de sarcopenia, a baixa da massa muscular e da sua qualidade decorrente da idade que contribui para a desestabilidade, perda física da independência do idoso e diminuição da força de contração do músculo proveniente do encolhimento e atrofia das fibras musculares, resultado de uma redução gradual e seletiva.

O declínio da força muscular relacionada com o envelhecimento produz conseqüência significativa sobre a capacidade funcional.

Um programa de 50% RM para cada exercício realizado em pessoas de 60 a 77 anos durante 16 semanas foi implantado na Comunidade de Birmingham, Alabama.Em três sessões semanais de sessenta min. com 12 repetições, peso aumentado gradualmente alternando-se grupos MMSS e MMII, sendo monitorados por fisiologistas que registraram o peso do corpo semanalmente. Os resultados foram os seguintes: ganho de força isotônico 52%; ganho de força isométrico 31%; velocidade da caminhada 18% (JAM GERIATRIC SOC 43: 756 – 760, 1995).

Sendo a doença da musculatura a causa mais comum de desestabilidade crônica nas pessoas acima de 65 anos, devido ao estabelecimento de doenças afetando a musculatura e as funções centrais do sistema muscular no funcionamento físico,
 

estratégias para preservação da massa muscular com o avanço da idade, assim como para o seu incremento e também da força muscular em idosos previamente sedentários, pode ser uma forma importante para aumentar a independência funcional e reduzir a prevalência de muitas doenças crônicas associadas a idade (AMERICAN COLLEGE of SPORTS MEDICINE). (GRAF.1)

O condicionamento de força é geralmente definido como treinamento em que a resistência contra a qual um músculo gera força é progressivamente aumentada durante o tempo. Para isto, “é necessário que a resposta ao treinamento esteja entre 60% a 100% de 1RM”. (MACDOUGALL, 1986).

Além do fator percentual das repetições máximas que deve ser verificado para que haja efetividade nos exercícios, recomenda-se em média de 8 a 12 repetições por exercício, duas vezes por semana, da maioria dos grupos musculares. De preferência, devem ser utilizadas as máquinas aos pesos, em virtude da utilização de níveis baixos, de movimento muito lento. A outra opção torna mais seguro em relação a lesões, posicionamento lombar adequado e ajuste do movimento à condição do cliente. “Ao se usar materiais que produzem efeitos de sobrecarga nos movimentos, devemos estar sempre atentos à capacidade de cada idoso quanto ao que se considera como carga individual ideal” (ALVES, KRIGEL. 1999).

Os movimentos isométricos devem ter procedimentos com acompanhamento mais cauteloso por incremento na pressão arterial (manobra de valsalva e hipertensão arterial), podendo causar problemas nas pessoas com deficiências cardiovasculares. Neste caso as cargas devem ser leves a moderadas: 40% a 50% de 1RM, 8 a 16 repetições por exercícios, realizando 10 – 12 exercícios (SPARLING, CANTWELL. 1986).

Apesar dos estudos terem mostrado a superioridade do treinamento para a aquisição de força em pessoas com idade avançada, é sabido que a suspensão do mesmo, diminui gradualmente a aquisição de força muscular obtida. O que nos permite enfatizar a necessidade da continuidade e sistematização no treinamento.

Smith e Tommerup (1995) alertam também para a possibilidade de decréscimo da densidade óssea (o exercício físico é um dos elementos mais importantes para estimular a fixação do cálcio ao osso) se o treinamento for interrompido, fator problemático para o idoso que, com deficiências minerais ósseas pode provocar fraturas por fadiga ou microtraumas, revertendo o papel do exercício de benéfico para maléfico.

Segundo Fiatorone (1996), “o treinamento de resistência muscular deve ser preferido ao aeróbico nas seguintes condições: artrite severa; inabilidade de suportar o peso corporal; ulcerações no pé; desordens no equilíbrio; amputações; doença pulmonar obstrutiva crônica; baixo limiar para isquemia”.
 

Os maiores impactos de um programa regular de força, recaem sobre grupos musculares cujas funções dependem de quadros clínicos importantes para a manutenção da independência, da autonomia, e da qualidade de vida dos idosos. Estamos nos referindo à instabilidade articular, particularmente dos joelhos, à dependência final e a osteoporose. OKUMA (1998, p.61)



2.2. Treinamento aeróbico:

Segundo a literatura, o VO2 máx. decresce com a idade diferentemente em sexos: é estimado para homens 60 – 0,55 x idade (em anos) e para mulheres 40 - 0,37 x idade (em anos).ARAÚJO, ARAÚJO (1986, p.12)

Se o idoso apresentar valores medidos maiores que os estimados, significa que sua idade aeróbica estará inferior a cronológica.

O consumo máximo de oxigênio (VO2máx) é um índice da função cardiovascular que decresce 5% a 15% por década após a idade de 25 anos. A iniciação de um programa de exercícios físicos regulares demonstra numerosas alterações no sistema cardiovascular e em certos fatores de risco que ocorrem devido as deteriorizações normalmente evidentes com o envelhecimento.

As atividades aeróbicas devem ser prescritas por um programa que obtenha uma intensidade moderada que varia de 50% a 80%, ou de forma mais simplificada, através da Escala de Borg – subjetiva de esforço, onde se recomenda o valor de 12 a 13 para atender o programa aeróbico (dentro desta percepção, não há fadiga nem exaustão). A duração é variável entre no mínimo vinte min. a sessenta min., com freqüência de três vezes por semana em dias alternados e regulares. A progressão deve acontecer observando a intensidade do exercício: se leve deve ser semanalmente; se moderado, a cada duas ou três semanas.

As atividades devem ser promovidas para grandes grupos musculares, trabalhando-os alternadamente por segmento. Sem movimentos abruptos, transições de baixa e alta intensidade, mudanças bruscas de posição e movimentos rápidos com a cabeça. Devem ser evitados exercícios no curso de doença aguda, em condições climáticas extremas, em excitação psicológica e logo após as refeições.

O recente manual do CDC/ACSM4 propõe que as atividades sejam de intensidade leve e moderada para otimizar a saúde (PATE et al.1995). Porém, somente proporcionaram, no caso de respostas cardiovasculares, a redução na pressão arterial em idosos hipertensos. Considerando, que em longo prazo isto pode diminuir a deteriorização fisiológica proveniente do envelhecimento, significa beneficiar tanto quantitativamente quanto qualitativamente a vida. Visto também, que os indivíduos idosos conseguem usufruir benefícios do condicionamento físico semelhantes àqueles observados pelos jovens, mesmo que sejam idosos sedentários com nível mais baixo de captação de oxigênio nos permite acreditar e incentivar a sua prática.

As práticas mais comuns de exercícios que promoverão um trabalho aeróbico e podem ser implantados em academias, cita-se: natação, bicicleta estacionária, esteira, hidroginástica, dança aeróbica, etc.


2.3. Flexibilidade e alongamento

A flexibilidade é designada como a amplitude fisiológica passiva máxima de um determinado movimento articular.(ARAÚJO, 1987).

Este componente físico costuma ser o fator mais desconsiderado na prática de atividades físicas, mesmo sendo evidenciado como um dos fatores mais importantes em relação à segurança do idoso, ela tem sido menos estudada que a força muscular.

Segundo Phillips e Haskell (1995), a flexibilidade pode ser mais relacionada a:
 

aptidão do tecido conectivo”do que ser considerada um componente da aptidão muscular, particularmente para o idoso. Isto porque uma das principais limitações na amplitude do movimento articular com a idade resulta do aumento da proporção do tecido conectivo na massa muscular, da desidratação da articulação e da mudança de sua composição em colágeno e elastina. Este conjunto de relações leva ao aumento da densidade e da rigidez da articulação, levando a diminuição da amplitude do movimento.


A amplitude articular tem um decréscimo de 20% a 30% dos vinte aos setenta anos, com um aumento mais abrupto depois dos oitenta anos.Esta redução acontece consideravelmente em articulações da coluna, quadril e dos joelhos, o que impede desempenho eficaz nas AVDS. Comprometem a realização de atividades cotidianas como, por exemplo, higiene pessoal e os cuidados com a moradia.

Para a melhora da flexibilidade são utilizados os exercícios de alongamento . “Estes no contexto da atividade física gerontológica são elementos fundamentais para reapropriar-se de movimentos cotidianos perdidos”.BARBOSA (2000, p. 46)

Os alongamentos se caracterizam por posições que estendam o músculo por alguns segundos, promovendo a sua elasticidade. Os ideais para a prática dos idosos se caracterizam pelo seu tipo estático, onde a amplitude é conseguida por movimento lento e gradualmente progressivo, com os músculos agonistas se contraindo e os antagonistas se alongando. Neste tipo de alongamento, o risco de lesões é diminuído, porque é realizado com a força da própria pessoa.Quando os alongamentos são realizados com a interferência que não a dos músculos antagonistas, o risco de lesões é aumentado por não haver o reflexo miotático do relaxamento proporcionado pelo próprio músculo.

Um programa de treinamento de flexibilidade é definido por um programa regular de exercício, planejado, considerado e propositado para incrementar progressivamente a amplitude utilizável de movimentos de uma ou várias articulações.

Um alongamento deve ser mantido entre 8 a 15, 15 a 20 ou 20 a 30 s. (de acordo com as individualidades estabelece-se o parâmetro ideal), com três a cinco repetições de cada exercício.

Um programa geral consiste na inclusão de um exercício para cada um dos grupos musculares principais, que devem estar prescritos no início e final de programas de exercícios diários ou também podem estar no contexto global como um programa.

A exata relação de aplicação-resposta quantitativa na prática de exercícios que promovam a flexibilidade, ainda não foi totalmente mensurada. Porém, sabe-se que programas incrementados com amplitude de movimentos (alongamentos) de danças ou mesmo exercícios gerais foram hipotetizados para terem um efeito sobre a flexibilidade.


2.4. Hidroginástica

A hidroginástica surgiu na Alemanha, para atender exatamente o público mais idoso. Seu caráter lúdico e estimulante proporciona um número considerável de adeptos.

“No meio aquático, é impossível não colocar todo o seu corpo e, porque não dizer, seu organismo, em situação dinâmica, além de receber do sol seus benefícios”.BARBOSA (2000, p.142)

Visto que muito do declínio da capacidade aeróbica, atribuída a idade, na realidade está associado a inatividade, o fator impulsionador e motivador da hidroginástica proporciona a inclusão assíduo de pessoas idosas.

O corpo submerso até a altura dos ombros dá a sensação de 90% de perda de peso corporal. Desta forma, a movimentação articular e muscular se torna mais fácil, diminuindo o stress mecânico e facilitando a termorregulação, além de possuir efeito diurético e naturético.

Num estudo realizado no Centro Hebraico de Reabilitação para Idosos, com dez participantes entre 90 e 96 anos com vários problemas como osteoartrite, diabete, doença coronariana arterial, utilização de acessório para deambulação etc. após a realização de um programa de oito semanas em água com peso, os participantes tiveram em média, um aumento de 174% de força muscular. Comparando com critérios para as AVDs como se levantasse sem o exercício meia xícara de café com movimentos trêmulos e após a aplicação do programa, duas xícaras cheias de café sem tremer do início ao fim. SOVA (1998, p.78)

A água pode proporcionar tanto um treinamento suave, quanto forte e enérgico, dependendo das variáveis aplicadas e sua temperatura deverá estar entre 28 a 30 graus.

Em linhas gerais, a freqüência dos exercícios deve ser de pelo menos três vezes por semana, e no máximo cinco vezes. Sendo que iniciantes deverão fazê-la de forma progressiva.Os exercícios devem ser contínuos com duração de no mínimo vinte min. a sessenta min. se utilizando, de grandes grupos musculares.

A freqüência cardíaca para determinar a intensidade do exercício é mais baixa se realizada
em meio aquático do que em solo. Portanto, para pessoas com sessenta anos a mais se sugere uma faixa de freqüência cardíaca mínima de trabalho 103 e máxima 125 (AQUATIC EXERCISE ASSOCIATION). Para benefício aeróbico, o ritmo cardíaco deverá ser de 65% a 85% da freqüência cardíaca. Estes índices permitirão que o condicionamento aconteça.

Várias são as opções de programas, mas estes devem ir de encontro com a necessidade e objetivo da pessoa. Deve, ser verificado também, critérios de segurança e eficiência do exercício.

Para a finalidade de capacidade aeróbica, programas de aeróbica na água, andar na água, exercícios na parte funda da piscina (com utilização de colete flutuador), treinamentos com intervalos (deve ser utilizado por pessoas mais condicionadas ou com 8 a 12 semanas de atividades físicas sem problemas, com 15 a 20 min. inicialmente de esforço máximo e com intensidade moderada no restante dos segmentos), treinamento de circuito (movimentos lentos e controlados na borda da piscina, alternados com exercícios aeróbicos por dois min. sucessivamente).

Segundo Sova (1998),
 

um programa aeróbico na água, é importante que as pessoas estejam sempre em movimento. Não se deve ter, paradas e a percepção do esforço deverá ser um pouco ofegante. Manter a intensidade e os deslocamentos com passadas determinadas com sensação de estar tendo um bom treinamento.


Caso os exercícios tenham a finalidade de tonificação, o nível do treinamento e o número de repetições, trará resultados diferenciados. Os exercícios serão considerados leve tendo 8 a 10 repetições e com movimentos fáceis; moderado, com 15 a 20 repetições sem equipamento, oito repetições se utilizar equipamentos; avançado, mesmo número de repetições do nível moderado, porém com mais força nos movimentos.O ideal é que se chegue a três séries de cada exercícios.

Os músculos que estão sendo utilizados nos exercícios devem ser os únicos a se movimentarem e para cada recomeço é importante que se pare. Não deve haver movimentos fluidos e balanço durante a prática dos exercícios para tonificação e fortalecimento muscular.
Além destas práticas, os alongamentos também deverão estar incluídos em qualquer programa de hidroginástica. Estes devem ser realizados antes e após a parte principal da aula. Presentes no início, como aquecimento que deve durar de três a cinco minutos com movimentos de rotação, flexão de todo o corpo e precedido por posicionamentos estagnados na faixa de 8 a 30 s. Seus movimentos devem ter a progressão encéfalo - caudal.

A hidroginástica tem suas priorizações de aplicação em idosos nas seguintes condições: limitação da mobilidade articular; dificuldade de sustentação do peso corporal; reabilitação de lesões; doença renal e hepática; dor lombar e osteoporose.


2.5. Danças

Uma das atividades que atrai grande número de idosos é aula de danças que acontece nas academias. A dança “nada mais é do que a pura expressão seja quando executada através de técnicas rebuscadas seja quando realizada livremente respeitando apenas o ritmo interno do indivíduo”. SILVA (1996, p. 27)

Segundo Bourcier (1987), a dança para grupo de idosos, foi utilizada como uma forma de: “(...) exercício que dava proporções corretas ao corpo e como fonte de uma boa saúde, que expulsa os maus humores da cabeça. E, quando os velhos dançavam conservavam os seus cabelos de anciãos, mas seu coração era de um jovem”.

Segundo Ribeiro (1995), a dança é para “permitir que o idoso saia de si mesmo e sinta uma sensação de leveza, fluência, alegria e liberdade (...)”.

A dança inserida como atividade física, proporciona tão grande socialização que melhora os níveis de funcionamento orgânico e de adaptação do corpo ao estresse. Sejam elas das mais variadas formas: danças de salão, coletivas (folclóricas, autóctone, de outras regiões do mundo - Dança Sênior) ou individuais, todas, possuem como proposta de trabalho, diversas adaptações e variações que estimulem nos idosos diferentes formas de lidar com seus sentimentos, temperamentos e emoções dentro do mesmo convívio social, por intermédio da relação com o outro.

Algumas características são importantes na prática da dança como atividade física:

“(...) que o acompanhamento musical seja bastante ritmado, pois este quando bem selecionado serve como estímulo ás ações psicomotoras”. (LINDNER, BAUR, EGELER, RAUCHBACH, 1990). A maioria dos idosos prefere músicas alegres e ritmadas, orquestradas ou não, mas com características populares. O acompanhamento deve ter como objetivo apoiar para facilitar a assimilação, audição e compreensão dos movimentos; ela deve permitir a utilização de diferentes segmentos corporais, com giros, voltas, transferências de peso corporal (importantes na manutenção do equilíbrio e percepção da lateralidade), deslocamentos com tamanhos variados de passos e direções diversas, formações em círculos, quadrado, etc (trabalho espaço-temporal), elevações de segmentos corporais (MMSS e MMII).

Na dança é possível incluir conteúdo de ginástica. Um exemplo deste programa está na proposta da “Dança Sênior”, oriunda da Alemanha, que tem como acompanhamento músicas tradicionais folclóricas regionais e coreografias predeterminadas dentro do ritmo próprio da música.

Ao ritmo da dança é possível desenvolver no idoso: mobilidade articular, estimulação circulatória, treinamento da capacidade mental no exercício da memória, auto-realização, socialização, comunicação, transformando numa proposta essencial para melhoria do cotidiano e da qualidade de vida.


2.6. Atividades alternativas

Na nova concepção das práticas de exercícios físicos, entende-se que ela não pode atuar somente nos aspectos fisiológicos do indivíduo. Como dissemos nas palavras introdutórias, ela tem que abranger todo o segmento humano, e ser entrelaçada aos diversos campos do conhecimento sejam eles: arte, ciência, tecnologia etc.

Dentro deste conceito, as atividades alternativas se caracterizam por aquelas que se contrapõe ao campo vigoroso e intenso, de objetivo estético ou performance que ao mesmo tempo em que é crítico às praticas costumeiras, propõe uma ação positiva de valores que anulam as sensações puramente físicas e reforçam que o equilíbrio somente é possível com a interação total do homem consigo e com o meio.

Segundo Hermógenes (2000) a “eficácia das atividades físicas está perfeitamente comprovada. No entanto, tenho a certeza de que incomparavelmente maiores benefícios serão colhidos quando as atividades não são somente físicas. Nenhum homem é apenas matéria”.

Além dessa designação de atividades alternativas, outros são utilizados e identificam a mesma forma de atuação de práticas físicas. São eles: prática corporal, terapia corporal, ginástica doce, ginástica suave, práticas corporais psicologizadas, terapia de meditação corporal, práticas psicomotoras e práticas educativas.

Seja qual for a designação para tais práticas, em consenso, elas valorizam a eliminação do esforço, baseando o trabalho na sensação de bem-estar consigo mesmo, na instrumentalidade do corpo, na busca de energia interior, na autoexpressão corporal, no relaxamento, buscando equilíbrio, harmonia, tolerância, responsabilidade, solidariedade, prazer, integração e autoconhecimento.

Entre algumas atividades que se situam como alternativas podemos citar: yoga, tai-chi-chuam, biodança, risoterapia, musicoterapia, praxiterapia (trabalhos manuais), shiatsu, kempô,etc. Integrantes do rol de técnicas de auto-percepção de equilíbrio mental e corporal.

Apesar, de termos outras tantas atividades alternativas, nos deparamos com algumas dificuldades conceituais e metodológicas. Estas, na sua grande maioria estão ligadas a diferentes técnicas oriundas de algumas já tradicionalmente estabelecidas e adaptadas para aplicações em aulas para práticas físicas. Todas, visando o bem-estar, o relaxamento, melhoria na capacidade de expressão corporal. Apoiadas, sobretudo num componente que tomamos a liberdade de expressar como transcendental que é a “energia”.
 

São todas, terapias vitalistas, isto é, trabalham com a energia vital ou bioenergia, aquela que quando parte de um corpo, o deixa cadáver; quando flui livre e corretamente, produz saúde; e quando escassa, bloqueada ou mal distribuída, doença. Cada uma destas terapias, à sua maneira específica, age sobre a fantástica energia produzindo resultados sempre admiráveis. HERMÓGENES (2000, p.276)


 

Não basta que as atividades físicas apresentadas proporcionem, bem-estar espiritual, ou então que a atividade física realizada apresente um bom desempenho no aspecto funcional, ou até mesmo, que a relação aluno x professor e professor x aluno desperte confiança e segurança, mas sim, que a integração de todos estes conteúdos seja o ingrediente necessário para que o professor saiba incentivar a cada momento, a motivação. MEIRELLES (2000, p.89)




3. CONCLUSÃO:
 

O que destaca como objetivo principal da atividade física na terceira idade é o processo inevitável do envelhecimento, através da manutenção de um estado suficientemente saudável, senão perfeitamente equilibrado, que possibilite a normalização da vida do idoso e afaste os fatores de risco comuns na terceira idade. MEIRELLES (2000, p.76)


As atividades propostas visam atender às necessidades para um idoso saudável. Numa concepção de saúde não baseada no conceito tradicional da Organização Mundial de Saúde (OMS, 1994) “ausência total de doença ou enfermidade”, mas numa idéia de multifatoriedade percebendo que a saúde acontece por um processo de construção do Ser em seus mais diversos aspectos. “As circunstâncias favorecedoras da senescência tem a ver, com os fatores genéticos, estilo de vida, trabalhos, ambiente, condicionantes psicossociais, que concorrem para um envelhecimento com melhor ou pior qualidade de vida”. SAYEG (2000, p.59). Dando aos homens e mulheres a possibilidade de alcançar seu auge de vida em plena forma, com dignidade, lucidez, autonomia e independência.

Dentro deste contexto, a atividade física, não pode propor somente padrões pré-estabelecidos de comportamentos motores, níveis mensuráveis de saúde, percentual de peso a ser perdido ou eficiência de trabalho em determinadas partes do corpo. Sua dimensão acontecerá aonde as respostas avaliativas do acompanhamento nem sempre virão de valores quantitativos, mas de forma subjetiva que serão demonstradas da interação professor/aluno. Valores que serão perceptíveis através de ínfimas expressões, poucas palavras, pequenos gestos, mas grandes em sua significância.

A avaliação de acompanhamento e verificação da eficiência do trabalho físico não será mensurada somente por valores concretos, mas também, em resultados obtidos de procedimentos, comportamentos e expressões dos próprios idosos.

Ao se verificar todas as variáveis necessárias para uma prática eficiente do exercício físico, esta funcionará como veículo facilitador para o autoconhecimento, paz interior, responsabilidade, prazer, integração, harmonia, solidariedade, independência, equilíbrio, motivação, autonomia – Qualidade de Vida!




SUMMARY


Given the worldwide tendency of growth in the elder population. It is widely known that responsible and adequate physical exercising significantly improves health as a whole. Consequently it provides better quality of life making it possible for the elders the accomplishment of their daily tasks with autonomy and independence for a longer period of time.

The physical exercises must provide elders with a sense of full satisfaction. Accordingly, exercinsing must be aimed to bring them a feeling of well-being and satisfaction, because must surpass the basic goal of merely working muscle groups in the body.

The physical exercises to be performed by elders are not very different from the ones performed by other age groups; the difference, in their case is in the load, frequency and repetition determined in an individualized basis. Evaluations and checking of efficiency shouldn’t be graded in terms of plain figures, but the concept of sucess in their case should be broaden as to consider specially the elders improvements in terms of disposition towards life.



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1 Avds: atividades da vida diária, referente às tarefas de cuidados pessoais básicos como, se vestir, banhar-se, levantar-se da cama, sentar numa cadeira, utilizar o banheiro, comer e caminhar pequenas distâncias.

2 MC. Donald, “T. Target Tomorrow”. Washington DC: Care Association, 1982

3 Aivds: atividades instrumentais da vida diária, referem-se às tarefas mais complexas do cotidiano e incluem, necessariamente, aspectos de uma vida independente, como fazer compras, cozinhar, utilizar meios de transporte, limpar a casa, lavar roupa.

4 CDC/ACMS: Manual geral de testes do American College of Sports Medicine

 

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- Publicado em 29/02/04



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