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RESUMO:
É tendência mundial o aumento no contingente de idosos. A prática responsável e
sistematizada de exercícios físicos permite um envelhecimento mais saudável e
promissor. Possibilitando aos idosos, a realização das suas atividades diárias
com autonomia, independência e por maior espaço de tempo possível.
As atividades físicas precisam proporcionar no idoso uma satisfação
generalizada. Para tanto, os exercícios executados devem dar total sensação de
bem-estar, pois, os exercícios praticados extrapolarão o interesse que a priori
seria somente da parte física.
As opções de exercícios que se propõem para os idosos, não diferenciam em
demasia daqueles que atualmente são praticados nas academias. A linha de atuação
das atividades físicas que deverão direcionar a escolha do exercício mais
indicado, contendo variáveis de cargas, repetições etc. individualizados e
modalidades que proporcionem ao idoso maior satisfação para realizá-lo. Estas
atividades precisam atender vários aspectos que proporcionem saúde globalizada
ao idoso. Aspectos tais que vão desde uma simples manipulação de um objeto, a um
incremento favorável na estrutura biopsicofisiológica
INTRODUÇÃO:
Em todo o mundo, a população com mais de 60 anos, está aumentando
consideravelmente seu contingente, assustando e ao mesmo tempo colocando em
cheque toda a estrutura político-social que vinha sendo traçada até nossos dias.
Dados estatísticos apontados pela Organização Mundial de Saúde (OMS, 1982)
indicam que neste ano teremos uma população de 14 milhões de idosos e até 2025
chegaremos a 35 milhões, o que vem a ser 15% do total da população. Em nosso
país, esta situação nos colocará como a sétima população de idosos do mundo (TAB.1).
TABELA 1. Ranking dos países com maior número de idosos em 2025 e aumento desde
1996.
| País |
1996 |
n |
2025 |
Aumento |
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China |
1 |
115,2 |
1 |
152,3 |
|
Índia |
2 |
61,9 |
2 |
166,7 |
|
USA |
3 |
43,9 |
3 |
87,9 |
|
Japão |
4 |
26,3 |
4 |
50,6 |
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Indonésia |
6 |
13 |
5 |
190,8 |
|
Rússia |
5 |
24,7 |
6 |
38,5 |
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Brasil |
11 |
11,6 |
7 |
164,7 |
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Nota: Idosos = 60 anos ou mais; n: = milhões; aumento em %
Fonte: U.S. Bureau of the Census, 1996. Global aging into the 21 st century.
Dentre tantas posições que precisam ser tomadas, sejam em relação ao sistema
único de saúde (SUS), às políticas de previdência social ou aposentadoria, aos
denominados centros de convivência de caráter público ou privado, para organizar
de maneira efetiva e definitiva a questão do idoso, colocando-o em situação de
envelhecimento bem-sucedido (uma vez que as políticas de atuação acontecem como
paliativos provisórios), algumas posturas devem ser tomadas por iniciativas
pessoais.
Enquanto cidadãos que somos inseridos neste contexto global de despreparo para o
futuro, uma decisão que devemos tomar está na busca constante de comportamentos
que nos levem a adquirir uma boa qualidade de vida, sempre procurando agir sobre
nós mesmos com enfoque preventivo à nossa saúde física, mental e social. “O
organismo além de ser resultado da sua programação genética, sofre também as
conseqüências dos impactos, hábitos de vida e do meio ambiente a que foi
submetido”.CANÇADO (1994, p. 34) Uma das grandes possibilidades para a
ocorrência desta mudança funcional do organismo, de forma satisfatória, consiste
na prática sistematizada de atividade física. A não-realização de exercício
físico por parte das pessoas com certeza proporcionará uma deteriorização mais
rápida do organismo. Portanto, a sua prática constante é considerada grande
fator de longevidade. Este fato é explicado numa das teorias do envelhecimento
de Bauer e Egeler (1984):
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teoria da atividade (...)
onde o papel da atividade física é importante, favorecendo a independência
pessoal e o gosto pelo contato social, demonstrando até que pessoas ativas
(que praticam atividade física sistemática por toda a vida) são capazes de
resultados comparados a sedentários de quase três décadas anteriores,
resultado de Cooper em idoso ativo de 60 anos comparado ao de 25 anos
sedentário. Este foi o milagre da atividade física: juventude. |
A realização de exercícios físicos pelos idosos tem um aspecto fundamental
quando se considera que as melhoras adquiridas darão a eles autonomia e
independência, importantíssimos para as AVDs¹, permitindo uma capacidade tal que
os façam permanecer independentes por maior tempo possível.
Embora haja grande conhecimento a respeito do papel da atividade física como
elemento muitas vezes decisivo para aquisição e manutenção da saúde, do
bem-estar físico, pré-requisitos básicos para a qualidade de vida, muitos idosos
ainda se privam desta possibilidade por estarem imbuídos de conceitos
pré-estabelecidos de que a velhice é diretamente proporcional a aspectos de
inatividade, incapacidade, dependência, falta de propósito. Tais comportamentos
surgem muitas vezes de conceitos impregnados na população, e não de situações
dos próprios idosos e se apresentam como ponto de extrema negação à vida. O seu
comportamento em relação ao seu corpo é preenchido por tabus, em que pouca
atenção é dada às respostas corporais, há pouco contato com suas sensações e o
movimentar-se está ligado a “coisa de jovem”, o que leva o idoso ao
desconhecimento de si próprio. “Muitos idosos subestimam seus potenciais físico
e motor em função do amplo sentimento negativo que vigora na sociedade a
respeito da velhice, incorporando um sentimento de incompetência para o
movimento”.OKUMA (1997, p. 43)
A prática ou não de atividade física por parte do idoso também está ligada a
outro fator muito determinante no comportamento habitual deste segmento, que é
estar ligada ainda a cuidados categoricamente médicos. A prescrição medica é
fator preponderante para que o idoso tome iniciativa para realizar exercícios.
Infelizmente tal atitude tira muitas vezes a possibilidade de se tornar
potencial preventivo. Passa, por sua vez, a ter caráter de retardamento
patológico, ou seja, com a doença já instalada, o exercício vem como remédio
para prorrogar os efeitos colaterais da doença.
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As pesquisas e opinião pública indicam que, a saúde e seus problemas, ocupam
sempre os primeiros lugares na agenda das questões importantes para a população.
Se levarmos em consideração este contexto parece bem natural que os
entrevistados, quando começam a falar das atividades corporais, o façam a partir
da saúde. LACERDA (1995, p.63) |
Estudo realizado sobre os obstáculos e fatores motivacionais para a aderência de
atividades físicas em pessoas acima de 50 anos em São Paulo - Brasil, concluiu
após uma amostragem de 480 mulheres e 183 homens, que a razão pessoal para
começar a atividade física por razões médicas obteve um índice de 41% e por
motivação de amigos 32%. Fazendo esta distinção baseada no sexo: conselhos
médicos para homens 50%, para mulheres 39%; motivação por amigos em homens 26%,
em mulheres 33%.(Ciência e Movimento, 32 (5), 2000)
Apesar desta aparente rejeição às práticas físicas por parte do idoso, para que
a resposta orgânica venha de uma atuação mais prazerosa e agradável, temos
verificado que, aos poucos, os idosos estão se desprendendo de posturas que a
eles eram padronizadas e desbravando outros campos que, a priori, não tinham
acesso.Segundo Anita Liberalesco (1998):
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representa a negação do modelo de educação física adaptada que ainda persiste
entre parte dos educadores brasileiros, quando se referem aos idosos, como se
eles sempre fossem portadores de algum tipo de deficiência. Onde as propostas de
intervenção física estabeleciam metas comportamentais motoras, de corpos
esculpidos por modelos parâmetros divulgados pela comunicação de massa,
constituindo o indivíduo como um amontoado de músculos que deve ser moldado, ou
um organismo inapto e doente que deve ser melhorado. |
Sabemos, que a atual e eficiente prática física, deve enxergar o homem
integralmente. Vários estudos sobre a totalidade humana relatam a necessidade da
educação física ampliar sua visão ao interferir na saúde.
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Holos é uma palavra grega que significa totalidade, globalidade. Considerando o
holos humano, no corpo está só o componente mais denso e o mais perecível. Na
visão materialista, saúde é um estado físico, caracterizado pela ausência de
sintomas. Proponho uma outra concepção diferente, que denomina “saúde plena” por
levar em conta a plenitude vastíssima do Ser Humano (....) O homem é um todo,
onde os fatores físicos e psíquicos são indissociáveis e interdependentes.
HERMÓGENES (2000, p.16.) |
Paulo Leite (1996) também tem uma visão bem atual sobre como que deve ser a
prática física como objeto de prevenção. Para ele:
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um dos sucessos do exercício físico como medida preventiva nos últimos anos, foi
a criação de uma moderna educação física, em fazer exercício ou praticar
esportes, se tornarem programas de lazer e prazer. Acabou a idéia de que
praticar exercícios de forma regular exige desgastes físicos e psíquicos
intensos, provocando desprazer e sofrimento (derrotas). |
Neste contexto a atividade física ultrapassa os limites do exercício matéria e
abrange a magnitude humana, num trabalho multi influenciável, se assim, pudermos
designar uma atuação que segundo Mc. Donald², passa por cinco categorias gerais:
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bem-estar físico ( comodidade em termos materiais, saúde, higiene e seguranças;
relações interpessoais (família, envolvimento comunal, relações íntimas);
desenvolvimento pessoal (oportunidades de desenvolvimento
intelectual,auto-expressão, atividade lucrativa e autoconsciência); atividades
recreativas (socialização, recreação passiva e recreação ativa); atividades
espirituais e transcendentais (atividade simbólica e autoconhecimento). |
Usando desses argumentos, é que as academias estão se adaptando para receber
este público.
Os mais velhos constituem, hoje, um mercado com grande disponibilidade para o
consumo. Modalidades como hidroginástica, dança, squash, natação, e etc. já se
tornaram chamativos eficientes, para a inserção deste público nas atividades
diárias das academias de todo o país.
A preocupação de profissionais, para trazer um número de adeptos da terceira
idade para dentro de suas academias, está fazendo com que os espaços físicos,
músicas, professores, modalidades, sejam adaptadas para atender da melhor
maneira possível esta faixa etária.
Estudos estão sendo dedicados para avaliar a intervenção do exercício no idoso,
verificando a sua relação com a adaptabilidade aos vários sistemas biológicos.
Determinando a amplitude e os mecanismos em que os exercícios de uma atividade
física podem melhorar a saúde, a capacidade funcional, qualidade de vida e
independência nesta população, para envelhecimento cada vez mais saudável.
Este estudo é revisão de literatura que vem demonstrar a grande possibilidade
que a prática de atividade física dá ao idoso de se ter e manter seu aspecto
biopsicofisiológico íntegro, para envelhecimento saudável por maior tempo
possível.
2. DESENVOLVIMENTO:
A prática de atividade física sistematizada traz conseqüências benéficas ao
indivíduo como um todo. Isto significa que o trabalho não se resume somente na
parte muscular, mas em todos os aspectos que norteiam a pessoa humana, sejam
eles físicos, psíquicos ou sociais. “A estabilidade da saúde, a manutenção da
condição física, o contato e a comunicação com outras pessoas, assim como a
independência e a autonomia na redução das tarefas cotidianas, são resultados
obtidos com a prática da atividade física em todas as fases da vida.”(DUARTE,
SANTOS, GONÇALVES, 2002)
Depoimentos diversos colocam a prática da atividade física como ingrediente
indispensável para a saúde geral, proporcionando efeitos fascinantes que
interferem na promoção da longevidade. É certo que, quanto mais cedo a
realização de exercício se tornar uma rotina na vida do indivíduo, mais ganhos
em relação aos anos ele obterá. Se tratando de a pessoa iniciar as suas práticas
aos sessenta anos, ela acrescentará 1,75/ano com dias fisicamente ativos.
Sabemos, que o envelhecimento traz consigo o decréscimo das capacidades
fisiológicas e motoras, o que vem declinar a labuta do dia-a-dia das pessoas.
Para retardar este processo, faz-se necessário à elaboração de um programa ideal
de atividades físicas que, executado pelos idosos, faz com que alterações
significativas sejam conseguidas e realmente proporcionem a melhora da condição
física.
Sem dúvida, um dos melhores remédios para enfrentar a chegada da terceira idade
é a prática regular de uma atividade física. Ela é uma modalidade de intervenção
efetiva para reduzir e prevenir um número de declínios funcionais associados ao
envelhecimento.
Os especialistas são unânimes em afirmar que o exercício físico “mesmo para quem
começa a praticar aos sessenta anos alcança benefícios importantes para a
saúde”.(SAMI LIBERMAM, Hospital das Clínicas da USP).
A escolha da modalidade deve ser individualizada. Não há receita única para as
pessoas, por isso é importante a procura de um profissional competente que
escolha a atividade ideal de acordo com as condições e preferências pessoais.
Assim, proporcionará benefícios físicos associados à sensação de bem-estar,
satisfação e prazer.
Algumas atividades deverão ser mais utilizadas por estarem mais adequadas a esta
faixa etária. Possuem características na sua programação que devem incluir
“atividades aeróbicas de baixo impacto nas estruturas musculares, esqueléticas e
articulares de intensidade mais moderada e ser realizado de forma mais gradual
para permitir melhor adaptação ao treinamento”.(MATSUDO, 1997)
Algumas práticas estão sendo utilizadas com veracidade nas respostas orgânicas
em relação ao idoso. Tais experimentos serão relatados a seguir, como proposta a
uma aplicação efetiva na elaboração de exercícios físicos.
2.1. Treinamento de força
A força é uma variável importante para as AVDS e AIVDS3. Alguns estudos mostram
que se observam perdas superiores a 40% da força máxima, em torno de 65 anos (SHEPHARD,
1994). Esta perda está relacionada às atividades ocupacionais e de lazer, o que
diferencia o grau de lentidão maior no processo de perda nas mulheres que nos
homens.
Vários fatores estão relacionados com a perda de força. Segundo Hazzard (1999)
pode estar relacionado á fadiga que é o declínio progressivo na força por causa
da atividade física prolongada ou fraqueza que é o aumento absoluto na força
muscular.
Um outro fator está ligado ao que se denomina de sarcopenia, a baixa da massa
muscular e da sua qualidade decorrente da idade que contribui para a
desestabilidade, perda física da independência do idoso e diminuição da força de
contração do músculo proveniente do encolhimento e atrofia das fibras
musculares, resultado de uma redução gradual e seletiva.
O declínio da força muscular relacionada com o envelhecimento produz
conseqüência significativa sobre a capacidade funcional.
Um programa de 50% RM para cada exercício realizado em pessoas de 60 a 77 anos
durante 16 semanas foi implantado na Comunidade de Birmingham, Alabama.Em três
sessões semanais de sessenta min. com 12 repetições, peso aumentado gradualmente
alternando-se grupos MMSS e MMII, sendo monitorados por fisiologistas que
registraram o peso do corpo semanalmente. Os resultados foram os seguintes:
ganho de força isotônico 52%; ganho de força isométrico 31%; velocidade da
caminhada 18% (JAM GERIATRIC SOC 43: 756 – 760, 1995).
Sendo a doença da musculatura a causa mais comum de desestabilidade crônica nas
pessoas acima de 65 anos, devido ao estabelecimento de doenças afetando a
musculatura e as funções centrais do sistema muscular no funcionamento físico,
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estratégias para preservação da massa muscular com o avanço da idade, assim como
para o seu incremento e também da força muscular em idosos previamente
sedentários, pode ser uma forma importante para aumentar a independência
funcional e reduzir a prevalência de muitas doenças crônicas associadas a idade
(AMERICAN COLLEGE of SPORTS MEDICINE). (GRAF.1) |
O condicionamento de força é geralmente definido como treinamento em que a
resistência contra a qual um músculo gera força é progressivamente aumentada
durante o tempo. Para isto, “é necessário que a resposta ao treinamento esteja
entre 60% a 100% de 1RM”. (MACDOUGALL, 1986).
Além do fator percentual das repetições máximas que deve ser verificado para que
haja efetividade nos exercícios, recomenda-se em média de 8 a 12 repetições por
exercício, duas vezes por semana, da maioria dos grupos musculares. De
preferência, devem ser utilizadas as máquinas aos pesos, em virtude da
utilização de níveis baixos, de movimento muito lento. A outra opção torna mais
seguro em relação a lesões, posicionamento lombar adequado e ajuste do movimento
à condição do cliente. “Ao se usar materiais que produzem efeitos de sobrecarga
nos movimentos, devemos estar sempre atentos à capacidade de cada idoso quanto
ao que se considera como carga individual ideal” (ALVES, KRIGEL. 1999).
Os movimentos isométricos devem ter procedimentos com acompanhamento mais
cauteloso por incremento na pressão arterial (manobra de valsalva e hipertensão
arterial), podendo causar problemas nas pessoas com deficiências
cardiovasculares. Neste caso as cargas devem ser leves a moderadas: 40% a 50% de
1RM, 8 a 16 repetições por exercícios, realizando 10 – 12 exercícios (SPARLING,
CANTWELL. 1986).
Apesar dos estudos terem mostrado a superioridade do treinamento para a
aquisição de força em pessoas com idade avançada, é sabido que a suspensão do
mesmo, diminui gradualmente a aquisição de força muscular obtida. O que nos
permite enfatizar a necessidade da continuidade e sistematização no treinamento.
Smith e Tommerup (1995) alertam também para a possibilidade de decréscimo da
densidade óssea (o exercício físico é um dos elementos mais importantes para
estimular a fixação do cálcio ao osso) se o treinamento for interrompido, fator
problemático para o idoso que, com deficiências minerais ósseas pode provocar
fraturas por fadiga ou microtraumas, revertendo o papel do exercício de benéfico
para maléfico.
Segundo Fiatorone (1996), “o treinamento de resistência muscular deve ser
preferido ao aeróbico nas seguintes condições: artrite severa; inabilidade de
suportar o peso corporal; ulcerações no pé; desordens no equilíbrio; amputações;
doença pulmonar obstrutiva crônica; baixo limiar para isquemia”.
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Os maiores impactos de um programa regular de força, recaem sobre grupos
musculares cujas funções dependem de quadros clínicos importantes para a
manutenção da independência, da autonomia, e da qualidade de vida dos idosos.
Estamos nos referindo à instabilidade articular, particularmente dos joelhos, à
dependência final e a osteoporose. OKUMA (1998, p.61) |
2.2. Treinamento aeróbico:
Segundo a literatura, o VO2 máx. decresce com a idade diferentemente em sexos: é
estimado para homens 60 – 0,55 x idade (em anos) e para mulheres 40 - 0,37 x
idade (em anos).ARAÚJO, ARAÚJO (1986, p.12)
Se o idoso apresentar valores medidos maiores que os estimados, significa que
sua idade aeróbica estará inferior a cronológica.
O consumo máximo de oxigênio (VO2máx) é um índice da função cardiovascular que
decresce 5% a 15% por década após a idade de 25 anos. A iniciação de um programa
de exercícios físicos regulares demonstra numerosas alterações no sistema
cardiovascular e em certos fatores de risco que ocorrem devido as
deteriorizações normalmente evidentes com o envelhecimento.
As atividades aeróbicas devem ser prescritas por um programa que obtenha uma
intensidade moderada que varia de 50% a 80%, ou de forma mais simplificada,
através da Escala de Borg – subjetiva de esforço, onde se recomenda o valor de
12 a 13 para atender o programa aeróbico (dentro desta percepção, não há fadiga
nem exaustão). A duração é variável entre no mínimo vinte min. a sessenta min.,
com freqüência de três vezes por semana em dias alternados e regulares. A
progressão deve acontecer observando a intensidade do exercício: se leve deve
ser semanalmente; se moderado, a cada duas ou três semanas.
As atividades devem ser promovidas para grandes grupos musculares,
trabalhando-os alternadamente por segmento. Sem movimentos abruptos, transições
de baixa e alta intensidade, mudanças bruscas de posição e movimentos rápidos
com a cabeça. Devem ser evitados exercícios no curso de doença aguda, em
condições climáticas extremas, em excitação psicológica e logo após as
refeições.
O recente manual do CDC/ACSM4 propõe que as atividades sejam de intensidade leve
e moderada para otimizar a saúde (PATE et al.1995). Porém, somente
proporcionaram, no caso de respostas cardiovasculares, a redução na pressão
arterial em idosos hipertensos. Considerando, que em longo prazo isto pode
diminuir a deteriorização fisiológica proveniente do envelhecimento, significa
beneficiar tanto quantitativamente quanto qualitativamente a vida. Visto também,
que os indivíduos idosos conseguem usufruir benefícios do condicionamento físico
semelhantes àqueles observados pelos jovens, mesmo que sejam idosos sedentários
com nível mais baixo de captação de oxigênio nos permite acreditar e incentivar
a sua prática.
As práticas mais comuns de exercícios que promoverão um trabalho aeróbico e
podem ser implantados em academias, cita-se: natação, bicicleta estacionária,
esteira, hidroginástica, dança aeróbica, etc.
2.3. Flexibilidade e alongamento
A flexibilidade é designada como a amplitude fisiológica passiva máxima de um
determinado movimento articular.(ARAÚJO, 1987).
Este componente físico costuma ser o fator mais desconsiderado na prática de
atividades físicas, mesmo sendo evidenciado como um dos fatores mais importantes
em relação à segurança do idoso, ela tem sido menos estudada que a força
muscular.
Segundo Phillips e Haskell (1995), a flexibilidade pode ser mais relacionada a:
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aptidão do tecido conectivo”do que ser considerada um componente da aptidão
muscular, particularmente para o idoso. Isto porque uma das principais
limitações na amplitude do movimento articular com a idade resulta do aumento da
proporção do tecido conectivo na massa muscular, da desidratação da articulação
e da mudança de sua composição em colágeno e elastina. Este conjunto de relações
leva ao aumento da densidade e da rigidez da articulação, levando a diminuição
da amplitude do movimento. |
A amplitude articular tem um decréscimo de 20% a 30% dos vinte aos setenta anos,
com um aumento mais abrupto depois dos oitenta anos.Esta redução acontece
consideravelmente em articulações da coluna, quadril e dos joelhos, o que impede
desempenho eficaz nas AVDS. Comprometem a realização de atividades cotidianas
como, por exemplo, higiene pessoal e os cuidados com a moradia.
Para a melhora da flexibilidade são utilizados os exercícios de alongamento .
“Estes no contexto da atividade física gerontológica são elementos fundamentais
para reapropriar-se de movimentos cotidianos perdidos”.BARBOSA (2000, p. 46)
Os alongamentos se caracterizam por posições que estendam o músculo por alguns
segundos, promovendo a sua elasticidade. Os ideais para a prática dos idosos se
caracterizam pelo seu tipo estático, onde a amplitude é conseguida por movimento
lento e gradualmente progressivo, com os músculos agonistas se contraindo e os
antagonistas se alongando. Neste tipo de alongamento, o risco de lesões é
diminuído, porque é realizado com a força da própria pessoa.Quando os
alongamentos são realizados com a interferência que não a dos músculos
antagonistas, o risco de lesões é aumentado por não haver o reflexo miotático do
relaxamento proporcionado pelo próprio músculo.
Um programa de treinamento de flexibilidade é definido por um programa regular
de exercício, planejado, considerado e propositado para incrementar
progressivamente a amplitude utilizável de movimentos de uma ou várias
articulações.
Um alongamento deve ser mantido entre 8 a 15, 15 a 20 ou 20 a 30 s. (de acordo
com as individualidades estabelece-se o parâmetro ideal), com três a cinco
repetições de cada exercício.
Um programa geral consiste na inclusão de um exercício para cada um dos grupos
musculares principais, que devem estar prescritos no início e final de programas
de exercícios diários ou também podem estar no contexto global como um programa.
A exata relação de aplicação-resposta quantitativa na prática de exercícios que
promovam a flexibilidade, ainda não foi totalmente mensurada. Porém, sabe-se que
programas incrementados com amplitude de movimentos (alongamentos) de danças ou
mesmo exercícios gerais foram hipotetizados para terem um efeito sobre a
flexibilidade.
2.4. Hidroginástica
A hidroginástica surgiu na Alemanha, para atender exatamente o público mais
idoso. Seu caráter lúdico e estimulante proporciona um número considerável de
adeptos.
“No meio aquático, é impossível não colocar todo o seu corpo e, porque não
dizer, seu organismo, em situação dinâmica, além de receber do sol seus
benefícios”.BARBOSA (2000, p.142)
Visto que muito do declínio da capacidade aeróbica, atribuída a idade, na
realidade está associado a inatividade, o fator impulsionador e motivador da
hidroginástica proporciona a inclusão assíduo de pessoas idosas.
O corpo submerso até a altura dos ombros dá a sensação de 90% de perda de peso
corporal. Desta forma, a movimentação articular e muscular se torna mais fácil,
diminuindo o stress mecânico e facilitando a termorregulação, além de possuir
efeito diurético e naturético.
Num estudo realizado no Centro Hebraico de Reabilitação para Idosos, com dez
participantes entre 90 e 96 anos com vários problemas como osteoartrite,
diabete, doença coronariana arterial, utilização de acessório para deambulação
etc. após a realização de um programa de oito semanas em água com peso, os
participantes tiveram em média, um aumento de 174% de força muscular. Comparando
com critérios para as AVDs como se levantasse sem o exercício meia xícara de
café com movimentos trêmulos e após a aplicação do programa, duas xícaras cheias
de café sem tremer do início ao fim. SOVA (1998, p.78)
A água pode proporcionar tanto um treinamento suave, quanto forte e enérgico,
dependendo das variáveis aplicadas e sua temperatura deverá estar entre 28 a 30
graus.
Em linhas gerais, a freqüência dos exercícios deve ser de pelo menos três vezes
por semana, e no máximo cinco vezes. Sendo que iniciantes deverão fazê-la de
forma progressiva.Os exercícios devem ser contínuos com duração de no mínimo
vinte min. a sessenta min. se utilizando, de grandes grupos musculares.
A freqüência cardíaca para determinar a intensidade do exercício é mais baixa se
realizada
em meio aquático do que em solo. Portanto, para pessoas com sessenta anos a mais
se sugere uma faixa de freqüência cardíaca mínima de trabalho 103 e máxima 125 (AQUATIC
EXERCISE ASSOCIATION). Para benefício aeróbico, o ritmo cardíaco deverá ser de
65% a 85% da freqüência cardíaca. Estes índices permitirão que o condicionamento
aconteça.
Várias são as opções de programas, mas estes devem ir de encontro com a
necessidade e objetivo da pessoa. Deve, ser verificado também, critérios de
segurança e eficiência do exercício.
Para a finalidade de capacidade aeróbica, programas de aeróbica na água, andar
na água, exercícios na parte funda da piscina (com utilização de colete
flutuador), treinamentos com intervalos (deve ser utilizado por pessoas mais
condicionadas ou com 8 a 12 semanas de atividades físicas sem problemas, com 15
a 20 min. inicialmente de esforço máximo e com intensidade moderada no restante
dos segmentos), treinamento de circuito (movimentos lentos e controlados na
borda da piscina, alternados com exercícios aeróbicos por dois min.
sucessivamente).
Segundo Sova (1998),
| um programa aeróbico na água, é importante que as pessoas estejam sempre em
movimento. Não se deve ter, paradas e a percepção do esforço deverá ser um pouco
ofegante. Manter a intensidade e os deslocamentos com passadas determinadas com
sensação de estar tendo um bom treinamento. |
Caso os exercícios tenham a finalidade de tonificação, o nível do treinamento e
o número de repetições, trará resultados diferenciados. Os exercícios serão
considerados leve tendo 8 a 10 repetições e com movimentos fáceis; moderado, com
15 a 20 repetições sem equipamento, oito repetições se utilizar equipamentos;
avançado, mesmo número de repetições do nível moderado, porém com mais força nos
movimentos.O ideal é que se chegue a três séries de cada exercícios.
Os músculos que estão sendo utilizados nos exercícios devem ser os únicos a se
movimentarem e para cada recomeço é importante que se pare. Não deve haver
movimentos fluidos e balanço durante a prática dos exercícios para tonificação e
fortalecimento muscular.
Além destas práticas, os alongamentos também deverão estar incluídos em qualquer
programa de hidroginástica. Estes devem ser realizados antes e após a parte
principal da aula. Presentes no início, como aquecimento que deve durar de três
a cinco minutos com movimentos de rotação, flexão de todo o corpo e precedido
por posicionamentos estagnados na faixa de 8 a 30 s. Seus movimentos devem ter a
progressão encéfalo - caudal.
A hidroginástica tem suas priorizações de aplicação em idosos nas seguintes
condições: limitação da mobilidade articular; dificuldade de sustentação do peso
corporal; reabilitação de lesões; doença renal e hepática; dor lombar e
osteoporose.
2.5. Danças
Uma das atividades que atrai grande número de idosos é aula de danças que
acontece nas academias. A dança “nada mais é do que a pura expressão seja quando
executada através de técnicas rebuscadas seja quando realizada livremente
respeitando apenas o ritmo interno do indivíduo”. SILVA (1996, p. 27)
Segundo Bourcier (1987), a dança para grupo de idosos, foi utilizada como uma
forma de: “(...) exercício que dava proporções corretas ao corpo e como fonte de
uma boa saúde, que expulsa os maus humores da cabeça. E, quando os velhos
dançavam conservavam os seus cabelos de anciãos, mas seu coração era de um
jovem”.
Segundo Ribeiro (1995), a dança é para “permitir que o idoso saia de si mesmo e
sinta uma sensação de leveza, fluência, alegria e liberdade (...)”.
A dança inserida como atividade física, proporciona tão grande socialização que
melhora os níveis de funcionamento orgânico e de adaptação do corpo ao estresse.
Sejam elas das mais variadas formas: danças de salão, coletivas (folclóricas,
autóctone, de outras regiões do mundo - Dança Sênior) ou individuais, todas,
possuem como proposta de trabalho, diversas adaptações e variações que estimulem
nos idosos diferentes formas de lidar com seus sentimentos, temperamentos e
emoções dentro do mesmo convívio social, por intermédio da relação com o outro.
Algumas características são importantes na prática da dança como atividade
física:
“(...) que o acompanhamento musical seja bastante ritmado, pois este
quando bem selecionado serve como estímulo ás ações psicomotoras”. (LINDNER,
BAUR, EGELER, RAUCHBACH, 1990). A maioria dos idosos prefere músicas alegres e
ritmadas, orquestradas ou não, mas com características populares. O
acompanhamento deve ter como objetivo apoiar para facilitar a assimilação,
audição e compreensão dos movimentos; ela deve permitir a utilização de
diferentes segmentos corporais, com giros, voltas, transferências de peso
corporal (importantes na manutenção do equilíbrio e percepção da lateralidade),
deslocamentos com tamanhos variados de passos e direções diversas, formações em
círculos, quadrado, etc (trabalho espaço-temporal), elevações de segmentos
corporais (MMSS e MMII).
Na dança é possível incluir conteúdo de ginástica. Um exemplo deste programa
está na proposta da “Dança Sênior”, oriunda da Alemanha, que tem como
acompanhamento músicas tradicionais folclóricas regionais e coreografias
predeterminadas dentro do ritmo próprio da música.
Ao ritmo da dança é possível desenvolver no idoso: mobilidade articular,
estimulação circulatória, treinamento da capacidade mental no exercício da
memória, auto-realização, socialização, comunicação, transformando numa proposta
essencial para melhoria do cotidiano e da qualidade de vida.
2.6. Atividades alternativas
Na nova concepção das práticas de exercícios físicos, entende-se que ela não
pode atuar somente nos aspectos fisiológicos do indivíduo. Como dissemos nas
palavras introdutórias, ela tem que abranger todo o segmento humano, e ser
entrelaçada aos diversos campos do conhecimento sejam eles: arte, ciência,
tecnologia etc.
Dentro deste conceito, as atividades alternativas se caracterizam por aquelas
que se contrapõe ao campo vigoroso e intenso, de objetivo estético ou
performance que ao mesmo tempo em que é crítico às praticas costumeiras, propõe
uma ação positiva de valores que anulam as sensações puramente físicas e
reforçam que o equilíbrio somente é possível com a interação total do homem
consigo e com o meio.
Segundo Hermógenes (2000) a “eficácia das atividades físicas está perfeitamente
comprovada. No entanto, tenho a certeza de que incomparavelmente maiores
benefícios serão colhidos quando as atividades não são somente físicas. Nenhum
homem é apenas matéria”.
Além dessa designação de atividades alternativas, outros são utilizados e
identificam a mesma forma de atuação de práticas físicas. São eles: prática
corporal, terapia corporal, ginástica doce, ginástica suave, práticas corporais
psicologizadas, terapia de meditação corporal, práticas psicomotoras e práticas
educativas.
Seja qual for a designação para tais práticas, em consenso, elas valorizam a
eliminação do esforço, baseando o trabalho na sensação de bem-estar consigo
mesmo, na instrumentalidade do corpo, na busca de energia interior, na
autoexpressão corporal, no relaxamento, buscando equilíbrio, harmonia,
tolerância, responsabilidade, solidariedade, prazer, integração e
autoconhecimento.
Entre algumas atividades que se situam como alternativas podemos citar: yoga,
tai-chi-chuam, biodança, risoterapia, musicoterapia, praxiterapia (trabalhos
manuais), shiatsu, kempô,etc. Integrantes do rol de técnicas de auto-percepção
de equilíbrio mental e corporal.
Apesar, de termos outras tantas atividades alternativas, nos deparamos com
algumas dificuldades conceituais e metodológicas. Estas, na sua grande maioria
estão ligadas a diferentes técnicas oriundas de algumas já tradicionalmente
estabelecidas e adaptadas para aplicações em aulas para práticas físicas. Todas,
visando o bem-estar, o relaxamento, melhoria na capacidade de expressão
corporal. Apoiadas, sobretudo num componente que tomamos a liberdade de
expressar como transcendental que é a “energia”.
|
São todas, terapias vitalistas, isto é, trabalham com a energia vital ou
bioenergia, aquela que quando parte de um corpo, o deixa cadáver; quando flui
livre e corretamente, produz saúde; e quando escassa, bloqueada ou mal
distribuída, doença. Cada uma destas terapias, à sua maneira específica, age
sobre a fantástica energia produzindo resultados sempre admiráveis. HERMÓGENES
(2000, p.276) |
|
Não basta que as atividades físicas apresentadas proporcionem, bem-estar
espiritual, ou então que a atividade física realizada apresente um bom
desempenho no aspecto funcional, ou até mesmo, que a relação aluno x professor e
professor x aluno desperte confiança e segurança, mas sim, que a integração de
todos estes conteúdos seja o ingrediente necessário para que o professor saiba
incentivar a cada momento, a motivação. MEIRELLES (2000, p.89) |
3. CONCLUSÃO:
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O que destaca como objetivo principal da atividade física na terceira idade é o
processo inevitável do envelhecimento, através da manutenção de um estado
suficientemente saudável, senão perfeitamente equilibrado, que possibilite a
normalização da vida do idoso e afaste os fatores de risco comuns na terceira
idade. MEIRELLES (2000, p.76) |
As atividades propostas visam atender às necessidades para um idoso saudável.
Numa concepção de saúde não baseada no conceito tradicional da Organização
Mundial de Saúde (OMS, 1994) “ausência total de doença ou enfermidade”, mas numa
idéia de multifatoriedade percebendo que a saúde acontece por um processo de
construção do Ser em seus mais diversos aspectos. “As circunstâncias
favorecedoras da senescência tem a ver, com os fatores genéticos, estilo de
vida, trabalhos, ambiente, condicionantes psicossociais, que concorrem para um
envelhecimento com melhor ou pior qualidade de vida”. SAYEG (2000, p.59). Dando
aos homens e mulheres a possibilidade de alcançar seu auge de vida em plena
forma, com dignidade, lucidez, autonomia e independência.
Dentro deste contexto, a atividade física, não pode propor somente padrões
pré-estabelecidos de comportamentos motores, níveis mensuráveis de saúde,
percentual de peso a ser perdido ou eficiência de trabalho em determinadas
partes do corpo. Sua dimensão acontecerá aonde as respostas avaliativas do
acompanhamento nem sempre virão de valores quantitativos, mas de forma subjetiva
que serão demonstradas da interação professor/aluno. Valores que serão
perceptíveis através de ínfimas expressões, poucas palavras, pequenos gestos,
mas grandes em sua significância.
A avaliação de acompanhamento e verificação da eficiência do trabalho físico não
será mensurada somente por valores concretos, mas também, em resultados obtidos
de procedimentos, comportamentos e expressões dos próprios idosos.
Ao se verificar todas as variáveis necessárias para uma prática eficiente do
exercício físico, esta funcionará como veículo facilitador para o
autoconhecimento, paz interior, responsabilidade, prazer, integração, harmonia,
solidariedade, independência, equilíbrio, motivação, autonomia – Qualidade de
Vida!
SUMMARY
Given the worldwide tendency of growth in the elder population. It is widely
known that responsible and adequate physical exercising significantly improves
health as a whole. Consequently it provides better quality of life making it
possible for the elders the accomplishment of their daily tasks with autonomy
and independence for a longer period of time.
The physical exercises must provide elders with a sense of full satisfaction.
Accordingly, exercinsing must be aimed to bring them a feeling of well-being and
satisfaction, because must surpass the basic goal of merely working muscle
groups in the body.
The physical exercises to be performed by elders are not very different from the
ones performed by other age groups; the difference, in their case is in the load,
frequency and repetition determined in an individualized basis. Evaluations and
checking of efficiency shouldn’t be graded in terms of plain figures, but the
concept of sucess in their case should be broaden as to consider specially the
elders improvements in terms of disposition towards life.
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1 Avds: atividades da vida diária, referente às tarefas de cuidados pessoais
básicos como, se vestir, banhar-se, levantar-se da cama, sentar numa cadeira,
utilizar o banheiro, comer e caminhar pequenas distâncias.
2 MC. Donald, “T. Target Tomorrow”. Washington DC: Care Association, 1982
3 Aivds: atividades instrumentais da vida diária, referem-se às tarefas mais
complexas do cotidiano e incluem, necessariamente, aspectos de uma vida
independente, como fazer compras, cozinhar, utilizar meios de transporte, limpar
a casa, lavar roupa.
4 CDC/ACMS: Manual geral de testes do American College of Sports Medicine
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