Referência  em  FISIOTERAPIA  na  Internet

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Trabalho realizado por:
- Caneschi, A.A.
- Souto, D. P.
- Almeida, M,R.
- Yamashita, C.T.
- Couto, G.A.S.


Contato: alfredocaneschi@oi.com.br

Acadêmicos da Universidade Severino Sombra – USS - Curso de Fisioterapia


O Efeito da Fisioterapia na postura
de gerontos portadores de deficiência visual
The effect of the Physiotherapy in the posture
of senior bearers of visual deficiency.

 


RESUMO


A visão é importante no controle do equilíbrio, postura e propriocepção de qualquer indivíduo. Com o decorrer da idade, ocorrem degenerações oculares, como a catarata, levando ao decréscimo visual e contribuindo diretamente para a instabilidade postural. A acuidade da capacidade visual reduzida leva à perda do equilíbrio, e o reflexo visual não reage rapidamente, favorecendo às quedas. O reconhecimento da real função visual é importante, pois na maior parte das vezes, essas deficiências posturais, a perda do equilíbrio e da propriocepção podem ser corrigidas com a interferência fisioterapêutica.

Participaram deste projeto, doze idosos asilados de ambos os sexos, sendo realizado em duas fases: avaliação postural, segundo protocolo de avaliação proposto por SULLIVAN (2001); avaliação da análise de marcha, segundo protocolo de avaliação proposto por TINETTI (1987), e teste de coordenação e equilíbrio, também descrito por TINETTI (1987). Desta forma, o real objetivo da cinesiologia seria promover a estabilização postural estática e dinâmica, o equilíbrio durante a deambulação e a melhora da propriocepção, fazendo com que ocorra uma melhor interação vestíbulo-visual, proporcionando ao paciente maior segurança ao realizar suas atividades. Apesar da idade poder ser um fator limitante no tratamento, bons resultados podem ser obtidos com a interferência fisioterapêutica na postura e equilíbrio de gerontos portadores de deficiência visual, num período mais longo que nos indivíduos mais jovens. Para a diminuição dos sintomas ou resoluções destes, devem ser usados exercícios de correção postural, de equilíbrio estático e dinâmico, melhorando assim, a postura e a propriocepção dos pacientes, e auxiliando na prevenção de quedas freqüentes nessa fase.



Abstract

The vision is important in the control of the balance, posture and propriocepção of any individual. With elapsing of the age, they happen ocular degenerations, as the waterfall, taking to the visual decrease and contributing directly to the instability postural. The sharpness of the reduced visual capacity takes to the loss of the balance, and the visual reflex doesn't react quickly, favoring to the falls. The recognition of the real visual function is important, because most of the time, those deficiencies posture’s, the loss of the balance and of the propriocepção they can be corrected with the interference physiotherapeutic.

They participated in this project, twelve seniors refugees of both sexes, being accomplished in two phases: evaluation postural, second evaluation protocol proposed by SULLIVAN (2001); evaluation of the march analysis, second evaluation protocol proposed by TINETTI (1987), and coordination test and balance, also described by TINETTI (1987). this way, the objective Real of the cinesiologia would be to promote the stabilization static and dynamic postural, the equilibrium during the deambulação and the improvement of the propriocepção, doing with that it happens a better hall-visual interaction, providing to the patient larger safety when accomplishing their activities. In spite of the age powder - he/she gives to be a factor limitante in the treatment, good results can be obtained with the interference physiotherapy in the posture and balance of senior bearers of visual deficiency, in a longer period than in the youngest individuals. For the decrease of the symptoms or resources of these, exercises of correction postural should be used, of static and dynamic balance, getting better like this, the posture and the patients' propriocepção, and aiding in the prevention of frequent falls in that phase.



El lo abstracto


La visión es importante en el mando del equilibrio, postura y propriocepção de cualquier individual. Con pasar de la edad, ellos pasan degeneraciones oculares, como la cascada, tomando a la disminución visual y contribuyendo directamente al postural de inestabilidad. La agudeza de la capacidad visual reducida toma a la pérdida del equilibrio, y el reflejo visual no reacciona rápidamente, mientras favoreciendo a las caídas. El reconocimiento de la función visual real es importante, porque la mayoría del tiempo, esos postura de deficiencias, la pérdida del equilibrio y del propriocepção ellos pueden corregirse con el physiotherapeutic de la interferencia.

Ellos participaron en este proyecto, doce refugiados de las personas mayor de ambos sexos, siendo cumplido en dos fases,: el postural de la evaluación, segundo protocolo de la evaluación propuesto por SULLIVAN (2001); la evaluación del análisis de la marcha, segundo protocolo de la evaluación propuesto por TINETTI (1987), y prueba de coordinación y equilibra, también describió por TINETTI (1987). esta manera, el Real objetivo del cine - los siologia serían promover la estática de la estabilización y el postural dinámico, el equilibrio durante el deambulação y la mejora del propriocepção, haciendo con que pasa una interacción vestíbulo-visual buena, mientras proporcionando a la seguridad más grande paciente al lograr sus actividades. A pesar del polvo de edad - el he/she da para ser un limitantes de factor en el tratamiento, pueden obtenerse los resultados buenos con la fisioterapia de la interferencia en la postura y equilibrio de mayores portadores de deficiencia visual, en un período más largo que en los individuos más jóvenes. Para la disminución de los síntomas o recursos de éstos, deben usarse ejercicios de postural de la corrección, de estática y el equilibrio dinámico, mejorando como esto, la postura y los propriocepção de los pacientes, y ayudando en la prevención de caídas frecuentes en esa fase.


INTRODUÇÃO

A Geriatria é definida como ramo da medicina geral que cuida dos fatores clínicos, sociais, preventivos e de reabilitação, importantes na manutenção da saúde e da independência da população idosa, bem como do tratamento de suas doenças e incapacidades. A população de idosos é muito heterogênea e pode incluir desde uma pessoa muito saudável, nos seus 65 anos, como outra já muito debilitada, nos seus 90 anos. Obviamente a abordagem de ambas difere consideravelmente. Convencionou- se em dividir a população geriátrica em três grupos principais:

- 65 anos a 75 anos: velho jovem;
- 75 anos a 85 anos: velho velho;
- mais de 85 anos: muito velho.

O envelhecimento populacional no Brasil é uma realidade, sendo que hoje as pessoas com 60 anos ou mais compreendem 7,9% do total da população. Para o ano de 2025, há uma estimativa de se atingir um total de 30 milhões de idosos (CUNHA, 2002).

O processo de envelhecimento implica em uma série de alterações no ser humano. No aspecto biológico ocorre um progressivo cerceamento da capacidade homeostática, gradual, linear, mas variável de indivíduo para indivíduo. Na inexistência de doença, as alterações do envelhecimento não são suficientes para causar sintomas ou limitações importantes na execução das chamadas atividades da vida diária. Mas, como a probabilidade de adoecer aumenta com a idade e como o tempo de sobrevida tem aumentado cada vez mais, temos observado o aumento do número de incapacitados na população de idosos (PAULA, 1998).

A população de deficientes visuais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nos países desenvolvidos, corresponde a menos de 5% de crianças, enquanto que 75% somos compostas por indivíduos com idade superior a 60 anos (LUCAS, 2003). As doenças oculares, que levam a diminuição da acuidade visual causam importantes déficits funcionais e considerável morbidade os seus portadores (TRAVI, 2000). A visão é responsável por fornecer ao indivíduo consciência de si e do ambiente que o cerca, facilitando assim, a formação de conceitos de posição, distância, forma, cor, altura e peso dos objetos. Qualquer interferência neste sentido seja devido a fatores genéticos, infecções intra-uterinas e até mesmo o fator idade, leva ao desenvolvimento de mecanismos adaptativos que amenizam os efeitos da deficiência, levando assim, a um atraso no desenvolvimento neuropsíco motor global. Estes recursos para adaptação são uma estratégia compensatória utilizada para melhorar tanto a deficiência visual quanto a eficiência de outros canais sensoriais, que quando não estimulados levam a alguns acometimentos posturais, como protrusão e rotação da cabeça, aumento da tensão muscular e dores ( LIMA, 2000). Este trabalho teve como propósito implantar um programa de exercícios terapêuticos cinesiológicos voltado para idosos asilados com a finalidade de reduzir as deficiências posturais, decorrentes da provável evolução cronológica e ininterrupta redução da capacidade visual.


EQUILÍBRIO POSTURAL


O equilíbrio postural refere-se ao alinhamento dos segmentos articulares necessários para manter o centro de gravidade dentro dos limites máximos da estabilidade. Embora o equilíbrio seja considerado um processo estático é na verdade um processo dinâmico que envolve vias neurológicas múltiplas (LOVISARO, 2004). A manutenção do equilíbrio postural é um complexo mecanismo de controle, alimentado por um fluxo de impulsos neurológicos provenientes dos sistemas proprioceptivo, vestibular e óculo-motor cujas informações são processadas pelo sistema nervoso central e retornam pelas vias eferentes para manter o controle do equilíbrio corporal pela contração dos músculos antigravitacionários (BARAÚNA, 2004).

O sistema somatossensorial ( ou proprioceptivo) contribui para o equilíbrio ao fornecer informação acerca da localização das partes corporais. Este sistema fornece informações sobre o alinhamento dos segmentos do corpo em relação uns aos outros e a superfície de apoio, descrevendo o estiramento muscular e a posição articular do tornozelo ou de articulações mais proximais. O sistema somatossensorial é particularmente sensível aos movimentos rápidos, como os produzidos por pertubações repentinas nas posições articulares (AIRES, 1999). A informação proveniente desse sistema tem origem em fontes periféricas como músculo, cápsula articular e outras estruturas de tecidos moles e é retransmitida ao bulbo e o tronco cerebral através da via medial-leminiscal da coluna dorsal. Essa informação ajuda a coordenar os movimentos dos olhos, da cabeça e do pescoço, a fim de estabilizar o sistema visual e manter as posturas e os padrões do movimento (HALL-2002).

O sistema vestibular é uma das ferramentas mais importantes do sistema nervoso do controle postural. Ele é ao mesmo tempo um sistema sensorial e motor. Na sua função de sistema sensorial, ele fornece ao sistema nervoso central (SNC) informações sobre a posição e o movimento da cabeça e a direção da gravidade. O sistema nervoso central usa essas informações, combinadas com as fornecidas por outros sistemas sensoriais, para construir uma imagem da posição e do movimento do corpo todo e do ambiente em que o cerca. Além de fornecer informações sensoriais, o sistema vestibular também contribui diretamente para o controle motor. O sistema nervoso central utiliza as vias motoras descendentes, que recebem informações vestibulares, e de outros tipos, para controlar as posições estáticas da cabeça e do corpo e para coordenar os movimentos posturais (RIBEIRO, 2004). Este sistema pode determinar déficits de equilíbrio que não estejam diretamente relacionados à presença de uma patologia, mas apenas ao envelhecimento natural. As próprias atividades de vida diária, que normalmente envolvem uma série de condições de conflito sensorial, podem determinar situações de risco para quedas, também no idoso saudável, uma vez que este tem dificuldade para selecionar informações sensoriais confiáveis para a manutenção do controle postural ( GANANÇA, 2003).

Este sistema vestibular contribui com informações importantes para a sensação e a percepção do movimento e da posição do corpo como um todo, e consiste em dois tipos de sensores de movimento: os canais semicirculares e os órgão otolíticos. Os canais detectam o movimento rotacional da cabeça e os órgãos otolíticos detectam a aceleração linear (GUYTON, 1998).

O sistema visual sinaliza a posição e o movimento da cabeça em relação aos objetos circunjacentes (LIMA, 2000). Este sistema pode fornecer ao sistema nervoso central informações necessárias para determinar se o sinal das estruturas otolíticas corresponde a uma inclinação em relação a gravidade ou uma translação linear da cabeça. O sistema visual também fornece informações sobre a direção vertical, a posição e o movimento da cabeça em relação aos objetos circunjacentes e orienta a cabeça a manter uma posição correta além de informar acerca do movimento dos objetos circundantes, oferecendo assim, orientação da velocidade do movimento A cognição também parece ter papel importante no controle postural levando o indivíduo a desenvolver estratégias de equilíbrio antes mesmo da ocorrência de um evento. O controle postural pode envolver um sistema de referência baseado em conhecimento anterior e um processo de correção quando surgem súbitas modificações. (LENT-2001).

O equilíbrio ortostático é influenciado por diversos fatores fisiológicos como a respiração, os batimentos cardíacos e o retorno venoso e fatores mecânicos como diferentes bases de apoios, mudanças súbitas de peso ao segurar uma carga, aumento progressivo de massa, fraqueza muscular, alterações na acuidade proprioceptiva e na amplitude de movimento (REIS, 2003).

Do ponto de vista clínico, a separação entre os processos de equilíbrio sensoriais e motores significa que um indivíduo pode apresentar um equilíbrio deficiente por duas razões: a posição do centro de gravidade em relação a base do suporte não está sendo percebida com precisão; os movimentos automáticos necessários para levar o centro de gravidade não está sendo sincronizados ou coordenados de maneira eficiente (BROCKLEHURST-1979).

Com o avanço da idade e a deterioração ocorrida nos diversos sistemas, as habilidades de controle postural são alteradas, gerando anormalidades na marcha e instabilidades posturais. Estas interferências são justificadas pelo decréscimo na velocidade de condução das informações, bem como no processamento de respostas, que, por serem lentas e inadequadas geram situações de instabilidade, colocando em risco a habilidade de mover-se com segurança, aumentando a predisposição à queda (BARAÚNA, 2004).


METODOLOGIA

A realização deste trabalho foi compreendida entre o período de março a junho de 2004, com idosos residentes no Asilo Barão do Amparo, na cidade de Vassouras – RJ. Participaram deste projeto, 12 idosos asilados de ambos os sexos, com idade acima de 60 anos, sendo realizados em duas etapas: A primeira etapa constou em uma avaliação postural (tabela 1), analisadas nos planos anterior, posterior e perfil, proposto por SULLIVAN (2001); uma avaliação funcional da marcha (tabela 2), segundo SULLIVAN (2001); e um teste de coordenação e equilíbrio (tabelas 3 e 4), conforme protocolo proposto por TINETTI (1987). A segunda fase, constatou-se da implantação de uma série de exercícios específicos, como aquecimento, alongamentos, cinesioterapia e o desaqueimento, com a finalidade de estimular as reações de equilíbrio tanto estático como dinâmico, melhorar a postura, a mobilidade global das articulações corporais e a propriocepção. Foram excluídos dessa fase, seis idosos, pelo fato de serem acamados, fazerem uso de cadeira de rodas e alguns por não aceitarem a realização do tratamento. Ao início e término de cada terapia foram verificadas a pressão arterial, freqüência cardíaca e a freqüência respiratória de cada paciente. Caso apresentassem qualquer alteração na pressão arterial e freqüência cardíaca, eram realizados exercícios de frenolabial, a fim de regularizá-las. No caso de taquipnéia exacerbada não eram realizados exercícios de membros superiores, reduzindo seu gasto energético e retorno venoso, levando conseqüentemente à diminuição da pressão arterial e freqüência respiratória do paciente (SAAD, 1996).



DISCUSSÃO

Até algumas décadas atrás, o objetivo da medicina era manter as pessoas vivas e vencer as doenças sem a preocupação se o paciente terá ou não condições de realizar suas atividades da vida diárias (AVDs). Com o aumento da idade da população, ocorreu uma maior preocupação com a melhora de vida do paciente, e não somente no intuito de prolongá-la (PIRANA,1996). Com isso, a cada dia, a interferência da fisioterapia em diversas doenças, como na acuidade visual, tem resultado em uma melhora na qualidade de vida do paciente, diminuindo as alterações do equilíbrio, que resultariam em uma maior dificuldade na deambulação, favorecendo às quedas. Para o mesmo autor, as alterações do equilíbrio afetam a autonomia “física”, o direito de ir e vir, aumentando a dependência do indivíduo, causando mal-estar físico e psicológico.

Há uma maior dificuldade em realizar tarefas específicas e perda funcional que se manifesta em nível de interação da pessoa com o meio ambiente, que gera incapacidade para executar as atividades de vida diária ( PAULA, 1998).

A readaptação do sistema responsável pelo equilíbrio (vestibular, visual e proprioceptiva) é feita de maneira espontânea nos indivíduos jovens, porém nos idosos esta é mais lenta e muitas vezes necessita ser estimulada através de exercícios específicos para o equilíbrio (PIRANA, 1996).

Muitas alterações fisiológicas do próprio processo de envelhecimento, de doenças crônicas ou disfunções específicas e de interação farmacológica podem afetar o controle postural. Além disso, a maioria dos idosos com distúrbios do equilíbrio sentem-se inseguros e restringem suas atividades cotidianas, gerando uma inatividade progressivamente crescente e que compromete ainda mais o controle do equilíbrio em situações dinâmicas, como o andar e as transferências posturais (GANANÇA, 2003).



TABELA 4
 


Análise da marcha orientada pela performance

Componentes Normal Anormal
Início da marcha (pedir ao paciente para caminhar em um corredor) Inicia a caminhada imediatamente sem hesitação observável; o início da marcha é único e suave Hesita; realiza múltiplas tentativas; a iniciação da marcha não é um movimento suave
Altura do passo (iniciar observando após alguns passos: observar um pé, depois o outro, observar de lado). Oscila o pé completamente, mas não mais que 1 a 2 polegadas. O pé de oscilação não é completamente elevado do chão ou é elevado acima de 1 ou 2 polegadas
Comprimento do passo (observar a distância entre os dedos do pé de apoio e o calcanhar do pé de oscilação: não considerar os primeiros e os últimos passos) Mínimo do comprimento do pé do indivíduo entre os dedos do pé de suporte e o calcanhar do pé de oscilação Comprimento do passo menor que o descrito para o normal
Estabilidade de tronco (observar por trás: movimento de um lado para outro do tronco pode ser um padrão para a marcha e precisa ser diferenciado da instabilidade) O tronco não oscila, joelhos e tronco não estão fletidos; braços não estão abduzidos num esforço para manter estabilidade. Algumas das características anteriores presente.

  
(Extraído de Tinetti, M. E.: Perfomance Oriented Assessment of Moblility Problems in Elderly Patientes. J Am Geriatr Soc, 34:119-126, 1987).


Vários estudos recentes têm documentado mudanças relacionadas à idade nas estratégias utilizadas pelo sistema de controle postural para corrigir perturbações externas (COLLINS et al 1995). Manchester, et al (1989), por exemplo, mostraram que os idosos utilizam níveis de atividade muscular antagonista aumentados em experimentos de perturbação, o que pode ser considerado a adoção de uma estratégia diferente. Panzer, et al (1995), ao encontrarem maiores amplitudes de movimentos posturais nos idosos, sugerem que eles podem ter usado diferentes estratégias a fim de manter o equilíbrio. Assim, diferentes estratégias no funcionamento do controle postural poderiam estar sendo consolidadas à medida que a idade avança (FERRAZ, 1999). Todas as alterações por que passam os idosos podem estar refletidas no funcionamento do sistema de controle postural. Dessa forma, entender como este sistema funciona é um meio de entender as alterações apresentadas pelos idosos (GODOI, 2001).

De acordo com THOMAS (2000), a prática de exercícios físicos não só melhora o equilíbrio do paciente, mas também contribui para aumentar a auto-estima do indivíduo da terceira idade, sua segurança, seus relacionamentos sociais e sua sensação de bem-estar (REIS, 2003). Nos, últimos anos a fisioterapia tem-se mostrado efetiva na redução dos sintomas em pacientes com desordens do equilíbrio. De modo geral, esta se baseia na utilização de mecanismos comportamentais tais como a adaptação, a substituição e o reaprendizado, logo, a fisioterapia baseada em exercícios de habituação e treinamento de equilíbrio pode promover a independência nas atividades da vida diária, nas tarefas de alto nível e de cuidado pessoal (RIBEIRO, 2004).

Houve situações em que os pacientes participaram ativamente dos exercícios, que funcionaram como estímulo para os aspectos sociais e psicológicos, fazendo-os perceber que os distúrbios de equilíbrio são comuns no idoso, e que podem deixar de ser incapacitantes (RESENDE, 2003).



RESULTADOS

O tratamento mostrou-se eficaz durante os 3 meses de acompanhamento, numa freqüência de duas vezes por semana, durante 50 minutos, onde realizou-se a reavaliação de acordo com os protocolos utilizados. Durante os exercícios, relatavam dores na região paravertebral, sendo mais intensos na região lombar. Por isso, nos primeiros contatos, demos ênfase aos alongamentos de membros e tronco.

Foi observado que os exercícios terapêuticos foram capazes de interferir no equilíbrio postural do paciente, promovendo sua melhora. Houve também, uma diminuição da protrusão da cabeça, hipercifose e hiperlordose lombar. Mostraram-se mais dispostos, ativos e com melhora de humor ao final de cada tratamento, adquirindo mais confiança para a realização dos exercícios.



CONCLUSÃO

A partir dos resultados encontrados, concluiu-se que o programa terapêutico mostrou-se eficiente na manutenção da postura e equilíbrio do deficiente visual, proporcionando ao geronto melhor estabilidade e segurança postural, evitando quedas comuns na idade senil, além de permitir um ambiente mais favorável para a interação social, psicológica e condição de vida ativa independente.



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Obs.:
- Todo crédito e responsabilidade do conteúdo são de seus autores.
- Publicado em 22/01/07

 


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